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sexta-feira, 20 de março de 2009

Sp.Braga-PSG, 0-1: Acabou o sonho!


Minuto 80 do Sp.Braga-PSG, jogo que iria decidir a passagem aos quartos-de-final da Taça UEFA: livre marcado para a área, Eduardo falha a intercepção e deixa a bola ao dispor de Houarau que cabeceia para o fundo da baliza. Golo! Acabou, ali, o sonho do Sp.Braga. Da pior forma possível. Depois já não havia volta a dar, apesar da boa exibição. Contudo, é esse lance que fica para a história.

Era um jogo de tudo ou nada. Apesar do empate sem golos da primeira mão, em Paris, que poderia dar alguma vantagem ao Sp.Braga, o Paris Saint-Germain continuava como favorito até pela maior experiência neste tipo de competição a que se junta o bom momento no campeonato francês. Contudo, a equipa de Jorge Jesus já deu provas mais do que suficientes que não se deixa intimidar pelo nome do adversário e dispunha, então, de uma oportunidade única para o Sp.Braga fazer história, ao conseguir chegar a uma fase da Taça UEFA onde nunca tinha estado. Feitas as contas no fim e precipitando a conclusão, ainda não foi desta.

A campanha e as boas exibições da equipa contagiaram os adeptos que acreditaram na passagem desde o primeiro minuto. À semelhança daquilo que acontecera no Parque dos Príncipes, foi o Sp.Braga a tomar a iniciativa de jogo. E teve mesmo a primeira grande oportunidade de golo que surgiu aos 13 minutos: Paulo César encontrou a bola a saltitar e, com um remate espontâneo, obrigou Landreau a uma defesa assombrosa para a trave. Viriam a responder os parisienses por Chantôme com um remate que também acabou devolvido pelo travessão da baliza de Eduardo. Porém, pertenceu ao Sp.Braga a última grande ocasião da primeira parte, num livre de Luis Aguiar que passou perto, pertinho do poste.

A MALDIÇÃO DO TREZE

O nulo ao intervalo não interessava a ninguém. Era, por isso, mudar alguma coisa na segunda parte, quem quisesse passar tinha a obrigação de marcar. Foi isso que aconteceu aos 80 minutos no tal golo de Houarau que decidiu a eliminatória. Um homem que estava há treze minutos em campo. Irra que o o treze trouxe mesmo azar neste jogo! Antes disso, a toada continuava igual com a equipa do Braga dominadora da bola e dispondo de mais lances junto da baliza de Landreau. Os avançados arsenalistas voltaram a falhar na finalização mas aí também é justo reconhecer méritos ao guarda-redes francês que voltou a estar em grande frente a Renteria, já nos descontos.

Apesar de ter falhado o objectivo, é justo dizer que o Sp.Braga sai de cabeça bem levantada pois tudo fez para inverter o rumo (natural) dos acontecimentos. E nada apaga a campanha sensacional que conseguiu, tendo como ponto alto a espantosa exibição ante o AC Milan, em San Siro. Contudo, em futebol ganha quem marca e, nem sempre, quem joga. É um cliché que faz todo o sentido.

sexta-feira, 13 de março de 2009

PSG-Sp.Braga, 0-0: Empate precioso!


O resultado foi bom. Porém, melhor seria se o Sp.Braga tivesse conseguido marcar para trazer vantagem para o jogo da segunda mão. Tirando o Milan, este Paris Saint-Germain é, talvez, a equipa mais complicada que os arsenalistas encontraram. Seja como for, ficou bem provado que em nada é inferior. Regressa, por isso, cheio de esperança para o jogo de Braga.

Jorge Jesus procedeu a algumas alterações na equipa, desde logo com a inclusão de Rodríguez no onze titular acabando com as adaptações no centro da defesa a que tem sido obrigado por várias lesões. A ele juntou-se César Peixoto e, também, Jorginho regressou à titularidade para servir de apoio ao avançado Renteria. Era reconhecido que o PSG tinha algum favoritismo, quanto mais não fosse por jogar em casa e além disso contava com jogadores de enorme qualidade como Makelele, Giuly ou Kezman se bem que já veteranos. Contudo, ambos os treinadores jogaram à defesa na antevisão do jogo: Jorge Jesus mostou vontade de ganhar mas ficaria feliz da vida com um empate, sobretudo com golos; Paul Le Guen alertou também para os perigos deste Sp.Braga, uma equipa que vai surpreendendo cada vez mais a Europa com as prestações na Taça UEFA.

E o Sp.Braga surpreendeu mesmo nos minutos iniciais. Jogou desinibida, sem complexos e assumindo claramente o que pretendia. Entrou a mandar no Parque dos Príncipes, literalmente. O PSG explorava, principalmente, os lances de bola parada para criar perigo para Eduardo mas sem nunca criarem um lance de golo iminente. A grande oportunidade para marcar surgiu do lado contrário, num lance em que Renteria se conseguiu isolar mas adiantou a bola em demasia permitindo a defesa do guarda-redes Edel. Foi uma oportunidade soberana para a equipa de Jorge Jesus se colocar em vantagem não só no jogo mas também na eliminatória.

BENDITO POSTE!

No reatamento, o PSG entrou com outra dinâmica, bem diferente daquela que tinha mostrado na primeira parte. Com 51 minutos jogados, Chantome, em posição frontal, cabeceou para uma defesa soberba de Eduardo. Pouco depois disso, Paul Le Guen decidiu lançar dois homens de ataque, Houarau e Giuly, para tentar chegar ao golo. Jorge Jesus respondeu colocando Stélvio na vez de César Peixoto a fim de ter jogadores mais fortes em termos físicos para disputar a batalha a meio campo. O jogo estava vivo, com o PSG mais perigoso e controlador enquanto que o Sp.Braga preferia fazer a escolta da baliza de Eduardo e sair para o ataque por meio de transições rápidas.

O aviso mais sério dos franceses apareceu aos 61 minutos, altura em que Rothen acertou no poste. Daí até final, o PSG tentou de tudo para marcar mas o Sp.Braga, inteligentemente, fechou-se e protegeu o empate. Precioso para a segunda mão.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Standard Liège-Sp.Braga, 1-1: Agora sim, o xeque -mate!

Xeque-mate! O Sp.Braga está nos oitavos de final da Taça UEFA. O xeque já tinha sido dado na primeira eliminatória, em Portugal, com uma vitória por 3-0. De qualquer forma, existem eliminatórias viradas de um momento para o outro. Não aconteceu isso. Em Liège, a equipa de Jorge Jesus teve de fazer um jogo de sacrifício para segurar os ímpetos do Standard. Conseguiu-o, com sucesso.

Sabia-se de antemão que mesmo com a vantagem de três golos, o Sp.Braga não teria facilidade alguma. O apoio fanático, frenético dos adeptos belgas transformava o ambiente e deixava um jogo ainda mais complicado. A equipa de Jorge Jesus teve de sofrer quase até ao fim. O golo de Mbokani, aos 79 minutos, serviu para alimentar as esperanças do Standard. Mas já era tarde e a vantagem no jogo também durou pouco. Depois veio um golo fantástico de Luis Aguiar. Aí sim, a quatro minutos do final, acabaram as dúvidas que pudessem haver sobre a passagem do Sp.Braga. Aguiar ainda teve mais uma oportunidade para desempatar o jogo mas Espinoza foi enorme na defesa. Acabou empatado.

Antes disso, o Sp.Braga teve de passar por inúmeros obstáculos. O Standard entrou forte, cheio de ganas para chegar ao golo. De qualquer forma não durou muito pois a equipa arsenalista preencheu bem os espaços, juntou as linhas e uniu-se na defesa da baliza de Eduardo. Foi uma equipa personalizada, unida e, sobretudo, com grandes doses de sofrimento. Em termos atacantes não criou muitos lances de perigo, é verdade, mas o que interessava mesmo era não sofrer golos e segurar a vantagem trazida da primeira mão. Os belgas, por seu lado, usavam e abusavam do jogo directo; aí também foi importante o papel do guarda-redes Eduardo e o seu jogo fora da baliza assim como dos centrais Leone e Stélvio (esteve bem nessa nova posição). A primeira parte resumiu-se a isso, com imensas bolas bombeadas para a área sem que em nenhum caso tenha surgido um lance de golo iminente.

STANDARD CARREGA, BRAGA AGUENTA

Para a segunda parte, Laszlo Böloni decidiu mudar um pouco a estratégia e trocar o futebol directo por jogadas de velocidade, sobretudo, pelos flancos. E resultou, pelo menos aconteceram reais oportunidades de golo. Primeiro, aos 51, Mbokani servido por De Camargo não conseguiu acertar na baliza; oito minutos volvidos, foi a vez de Goreux acertar no poste; por fim, o mesmo Mbokani, novamente isolado por Camargo, voltou a perder uma grande oportunidade de golo depois de uma gaffe de Stélvio. Esta era a melhor fase do Standard que estava por cima. Respondeu o Sp.Braga por João Pereira, com um remate que embateu na barra da baliza dos belgas, num lance que serviu para a equipa portuguesa respirar um pouco e soltar-se da pressão. Estavam decorridos 69 minutos e um golo do Liège poderia ainda agitar a eliminatória.

Houve, então, mais uma oportunidade para o Standard. A quinze minutos do final, De Camargo surgiu isolado mas Eduardo foi melhor e manteve o nulo. Contudo, foi quatro minutos depois disso que surgiu o tal golo de Mbokani, o golo do Standard Liège. Insuficiente por tudo aquilo que já foi escrito. E também pelo golaço de Luis Aguiar. Ficou-se a rir o Sp.Braga. Agora segue-se o PSG.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Sp.Braga-Standard Liège, 3-0: Xeque ao rei!

Jorge Jesus tinha dito na véspera que este jogo seria o mais difícil da Taça UEFA para o Sp.Braga, logo a seguir àquele com o Milan em San Siro. Mas não foi assim tão complicado, ou pelo menos não pareceu. Porque os jogadores tiveram o mérito de descomplicar. Também contaram com alguma sorte, é verdade. Mas isso é parte integrante do futebol. E que fica para segundo plano perante tamanha categoria.

Ainda não estavam decorridos cinco minutos quando Meyong esteve pertinho de marcar, depois de uma boa jogada de Renteria. Foi o primeiro aviso de que este Sp.Braga europeu não estava para brincadeiras e queria resolver o jogo bem cedo. Respondeu o Standard de Liège por De Camargo, para demonstrar que os campeões belgas de Laszlo Böloni também têm aspirações a seguir em frente; Eduardo opôs-se com uma grande defesa e sacudiu a pressão para bem longe dali. Foi pouco depois disso que surgiu o primeiro golo. E que golo! Renteria tirou Oneyewu do caminho e rematou, em arco, para o ângulo da baliza de Espinoza. De levantar o estádio. Ainda no primeiro quarto de hora de jogo, o Sp.Braga colocava-se em vantagem.

Porém, a resposta do Standard demorou apenas sete minutos: aos 22', De Camargo - o perigo iminente dos belgas assim como Dalmat, este mais na segunda parte - isolou Mbokani que, cara-a-cara com Eduardo, não teve arte nem engenho para empatar. O Sp.Braga agradeceu e voltou a marcar. A defesa belga dormiu na parada e depois de uma excelente jogada colectiva, Andre Leone rematou para o fundo da baliza. Melhor era impossível. A partir daí, do segundo golo, a equipa de Jorge Jesus entregou a iniciativa de jogo e passou a ter o controlo e a gestão a partida, explorando as transições rápidas.

XEQUE...MATE?

A segunda parte foi só uma confirmação da grande exibição do Sp.Braga. Ou foi ainda melhor do que a primeira. Uma verdadeira equipa grande, sempre unida, personalizada e a trocar bem a bola. Sim, porque esta também não era a noite do Standard que foi perdendo fulgor e baixando o rendimento à medida que o tempo passava. Apesar de serem os belgas a ter a iniciativa de jogo e de terem que correr atrás do prejuízo, os jogadores do Sp.Braga conseguiam sempre manter o perigo longe da baliza de Eduardo. O Standard andava ao ritmo do francês Dalmat. Mas foi César Peixoto, na cobrança de um livre, quem esteve perto do golo e ainda deixou a ilusão de golo aos adeptos. Ilusão, apenas.

Foi então que surgiu o terceiro golo, aos 83 minutos. Marcado por Luis Aguiar após um passe genial de Alan. A euforia tomou conta das bancadas do Municipal de Braga. Numa noite perfeita do Sp.Braga. Que deu xeque nesta equipa belga do Standard de Liège. A segunda mão dirá se foi ou não um xeque-mate.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Sorteio UEFA: Até foi bom... teoricamente!

Ponto de ordem: o sorteio da UEFA podia ter sido bem pior. Na Liga dos Campeões, o FC Porto joga com o Atlético de Madrid e o Sporting com o Bayern de Munique. Na Taça UEFA, o Sp.Braga começa por receber os belgas do Standard de Liège. E há encontros entre muita gente conhecida.

Comecemos pelo FC Porto, primeiro do seu grupo, que jogará a primeira mão em Madrid. Face àquilo que era possível, o Atlético é talvez a melhor equipa para os portistas (se é que é possível haver equipas acessíveis nesta fase). Até porque é bom lembrar que havia Inter, Chelsea e Real Madrid - o Real é sempre o Real mesmo quando atravessa períodos difíceis - como possíveis adversários. Quanto ao Atlético, regressa às competições europeias sete anos depois e logo com toda a força, conseguindo-se apurar atrás do Liverpool. Além disso, este jogo vai opor duas equipas bem parecidas, que se conhecem bem. Motivos de interesse de sobra, quanto mais não fosse por causa de os "colchoneros" contarem com jogadores como Aguëro, Forlan e Simão Sabrosa. A que se juntam também Maniche, Paulo Assunção e Seitaridis. Velhos conhecidos, portanto.

O Sporting joga com o Bayern de Munique, o campeão alemão. A equipa leonina não tinha muito por onde escolher (podia ter sido Manchester United, Juventus ou Liverpool, por exemplo) e o Bayern acaba por nem ser muito mau. Isto teoricamente, claro. Porém, embora tenha começado mal a época, a equipa de Jürgen Klinsmann está agora bem melhor e com a máquina afinada. Até porque não é qualquer um que tem Ribéry, Klose e Luca Toni no ataque e deixa Podolski no banco. O problema deve estar mesmo é na baliza, onde Rensing não se tem dado lá muito bem. Mas convenhamos, não deve ser nada fácil substituir alguém como Kahn. De qualquer forma, o Bayern é um gigante do futebol europeu e não tem qualquer derrota na UEFA esta temporada. Tem, por isso, o favoritismo apesar de o Sporting ter boas possiblidades de discutir a eliminatória, tal como disse Paulo Bento.

Atenções agora voltadas para a Taça UEFA e para o Sp.Braga. A equipa de Jorge Jesus vai defrontar o Standard de Liège, treinado por Lazlo Böloni. Esse mesmo que levou o Sporting ao último título de campeão em Portugal. E o que esperar desta equipa belga que tem no jovem Steven Defour a maior estrela? Esse é talvez o maior enigma. Contudo, é uma equipa ao alcance daquele Sp.Braga que jogou com o Milan e com o Portsmouth, por exemplo. Mas atenção que o Standard foi primeiro num grupo onde havia equipas como a Sampdoria e o Sevilha. Tudo em aberto.

Voltando novamente à Champions que para além dos jogos de FC Porto e de Sporting terá três autênticas finais: Chelsea-Juventus, Real Madrid-Liverpool e Inter-Manchester United. É que três deste gigantes já vão ficar pelo caminho, logo nos oitavos. E o reencontro entre Mourinho e Ferguson promete. Os mind-games começam não tarda nada, sir Alex.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Benfica-Metalist, 0-1: Já não há milagres!

Tal como se esperava, não houve um milagre para que o Benfica se apurasse para a próxima fase da Taça UEFA. Era preciso ganhar por oito golos de diferença e eperar um empate no Olympiacos-Hertha. Nem o Benfica ganhou nem houve empate em Atenas.

Quique Flores tinha dito à partida que não acreditava em milagres no futebol e que iria aproveitar para rodar jogadores menos utilizados. E assim foi, colocando Miguel Vítor, Fellipe Bastos, Yebda, Nuno Gomes e Cardozo no onze titular. Restava fazer o melhor possível e limpar a imagem deixada nos jogos com o Galatasaray e, sobretudo, com o Olympiacos. Sim, porque só o benfiquista mais fanático acreditava na passagem.

A primeira parte demonstrou bem cedo que nem o novo filme de James Bond é tão complicado. Jogo lento, com muitas faltas e sem grandes pontos de interesse foi aquilo que se viu. De qualquer forma, o Benfica estava melhor e foi de Urreta a primeira oportunidade. Porém, o extremo uruguaio não conseguiu marcar. Mais tarde tentaram Yebda e Fellipe Bastos, sem sucesso. A melhor oportunidade surgiu aos 34 minutos, num remate de Urreta à barra. Estava visto que a missão era mesmo impossível.

O GELO DOS UCRANIANOS

A segunda parte começou igual à primeira. E foi outra vez o Benfica a criar perigo: Cardozo apareceu solto na área mas cabeceou fraco para as mãos do guarda-redes ucraniano. Aos 61, novamente Cardozo fez uma rotação perfeita e rematou forte à malha lateral. Mesmo sem jogar bem, o Benfica merecia um golo. A falta de pontaria é que era grande.

Quique aproveitou, então, para lançar Balboa e Di María. E houve ainda mais oportunidades para os encarnados marcarem mas esta não era, definitivamente, noite para isso. Primeiro Nuno Gomes não conseguiu aproveitar um autêntico brinde de Natal da defesa do Metalist e, mais tarde, Cardozo (o homem bem reclama oportunidades) voltou a enviar uma bola ao ferro. Dois minutos depois do remate do paraguaio, a cinco do fim, marcou o Metalist. Por Rykun que com um remate na passada não deu grandes hipóteses a Moreira. É o futebol.

O Benfica despede-se da Europa. Com assobios e sem motivos para festejar. E com críticas de Quique Flores que não gostou nada da atitude dos jogadores. Nem podia.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Heerenveen-Sp.Braga, 1-2: Aguiar para a próxima fase

O Sp.Braga está apurado para a próxima fase da Taça UEFA. Para isso derrotou o Heerenveen, na Holanda e teve uma mãozinha do Wolfsburgo que ganhou ao Portsmouth. E vai ser a única equipa portuguesa a continuar em prova, até porque o Benfica precisa de um milagre para passar. Pois é, ninguém diria...

Vamos para o décimo minuto da segunda parte: livre para o Sp.Braga, remate de Luis Aguiar e golo. Fantástico golo. Era, nesta altura, o 1-2. O golo que dava (e deu!) a passagem. E se também não é menos verdade que no final, Eduardo foi o salvador da Pátria, o golo do uruguaio marca a passagem. É caso para dizer que o Braga vai Aguiar.

Contudo, as coisas nem começaram muito bem para a equipa portuguesa. À passagem do primeiro quarto de hora de jogo, Gerald Sibon marcou para o Heerenveen e ameaçou deitar por terra as aspirações da equipa de Jorge Jesus. Ameaçou, mas não passou disso. Até porque o Sp.Braga estava melhor e foi-se impondo aos poucos.

A REVIRAVOLTA À LEI DA BOMBA

O golo do empate não demorou muito. 35 minutos, cruzamento de Meyong, remate de Renteria e bola dentro da baliza dos holandeses. Havia ainda muito para jogar e a equipa portuguesa estava em perfeitas condições de ganhar.

Isso confirmou-se aos 55 minutos, quando tudo mudou, como já vimos. Livre de Luis Aguiar e já está! Agora sim, a vitória não escapava. Com tudo, tudo (até porque o Portsmouth estava a perder) para passar a eliminatória a equipa portuguesa teve que saber sofrer e aguentar a vantagem. E contar com Eduardo, autor de duas enormes defesas que fecharam o tesouro a sete chaves. Paulo César, mesmo no fim, teve ainda nos pés a oportunidade de marcar o terceiro, mas não conseguiu passar pelo guarda-redes Steppe. Acabou, depois disso! Festa. Claro.

Depois de ter goleado o Portsmouth e de ter calado San Siro, o Super-Braga está apurado. E ninguém ousa questionar o que quer que seja.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Olympiacos-Benfica, 5-1: que tragédia grega!


Uma autêntica tragédia grega foi aquilo que aconteceu ao Benfica frente ao Olympiacos. Os encarnados entraram no jogo a perder, com um golo logo aos 39 segundos. E quando assim é, a coisa não pode correr bem. Acabaram por ser cinco. E a Taça UEFA por um canudo.

O Benfica começou a perder. Ainda antes do primeiro minuto estar completado, os gregos marcaram o primeiro golo. A defesa benfiquista ficou a ver a banda passar e Galleti, na insistência, atirou para o fundo da baliza de Quim. Pior era impossível.

Mas havia que reagir, que tentar empatar o mais rapidamente possível. Na conversão de um livre, Reyes colocou a bola no fundo da baliza mas foi assinalada (bem!) uma falta a Nuno Gomes. Este, podia ter sido um alerta para acordar as tropas, mas não. A defesa do Benfica era um autêntico passador. Patsatzoglou, aos 18 minutos, aumentou para 2-0. A seguir foi a vez de Diogo. 3-0, sem espinhas. Mau, muito mau.

Com três golos de vantagem aos 25 minutos da primeira parte, o Olympiacos não precisava de correr muito mais. O Benfica é que tinha que o fazer. E fê-lo, ou pelo menos tentou. Já depois de Suazo ter cabeceado por cima e de Nikopolidis ter sido obrigado a uma defesa enorme, David Luiz marcou para a equipa portuguesa. Com 3-1, o Benfica ganhava um novo fôlego.

QUARTO GOLO ACABA COM O JOGO (E COM O BENFICA...)

Mas foi sol de pouca dura. Apesar de a equipa se ter animado com o golo, era sempre o Olympiacos que criava mais perigo. A um minuto do intervalo, Belluschi aproveitou mais uma falha de Jorge Ribeiro - que mal, meu Deus - e acabou com o jogo. E com as esperanças, se é que havia, do Benfica.

Para a segunda parte, Quique Flores não fez alterações. Nove minutos depois do reatamento, os gregos voltaram a marcar. Mais uma vez pelo lado esquerdo da defesa do Benfica. 5-1. O ritmo quebrou e nada mais havia a fazer senão esperar pelo apito final.

Sp.Braga-Wolfsburgo, 2-3: malditos descontos!

Às vezes os descontos eram bem dispensáveis no futebol. Jorge Jesus que o diga. Perdeu em San Siro e perdeu agora, em Braga, com o Wolfsburgo. Com golos no tempo de compensação.

Depois de ter despachado o Portsmouth e de quase ter gelado Milão, as esperanças e a ambição deste Sp.Braga eram legítimas para o jogo com os alemães do Wolfsburgo. E o início do jogo provou-o. Com um golo aos 5 minutos. Um golo atabalhoado e cheio de ressaltos que bateu pela última vez antes de entrar na baliza de Diego Benaglio no defesa português Ricardo Costa. Foi esquisito, sim senhor, mas o que interessa é que contou.

A equipa de Felix Magath acusou o golo. O Sp.Braga estava melhor, circulava a bola e tinha profundidade nos flancos. Mas, à passagem dos 25 minutos, o Wolfsburgo conseguiu empatar. Com sorte à mistura. Dejagah rematou, Eduardo, mal colocado, defendeu para o poste e Dzeko empurrou para o fundo da baliza. 1-1.

TANTO QUERIAM MARCAR QUE ACABARAM POR SOFRER

Os alemães jogavam na expectativa, no erro e estavam perfeitamente consolados com o empate. Mas este Sp.Braga não é de modas e no início da segunda parte, Meyong, servido por Alan, voltou a colocar a equipa portuguesa em vantagem. Tudo corria de feição. Os bracarenses aliavam o resultado ao contolo da partida. Perfeito!

Porém, o Wolfsburgo insistiu na parte final. Dzeko escapou, Rodríguez foi atrás dele, entrou de carrinho e penalty. Golo. Que gelados estes alemães. Contudo o pior estava ainda para vir. A equipa de Jorge Jesus lançou-se num ataque desenfrado à baliza de Benaglio e esqueceu-se da defesa. Misimovic marcou o terceiro e deu a vitória, nos descontos, ao Wolfsburgo.

Moral da história: quem muito quer, pouco tem.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Benfica-Galatasaray, 0-2: banho turco!

Mesmo com meia equipa de fora, o Galatasaray provou na Luz que está mais vivo do que podem pensar. É verdade que a exibição do Benfica, principalmente na segunda parte, deixa muito a desejar, mas há que dar mérito a estes turcos. Que deram um autêntico banho... turco.

Costuma-se dizer que em equipa que ganha não se mexe, mas Quique Flores não é dessas conversas. Colocou Di María e Reyes nas alas e Nuno Gomes no apoio a Suazo, deixando Aimar de fora. Surpreendentemente, diga-se, pois El Mago foi fundamental em Guimarães e está em crescendo de forma.

O Galatasaray apresentou uma equipa bem organizada, num 4x2x1x3, à espera do que o jogo dava. Fernando Meira e Ayhan Akman à frente dos defesas, Lincoln como elemento de ligação entre o meio-campo e o ataque e Milan Baros, Turan e Karan, como ponta-de-lança, na frente de ataque. Uma equipa sólida, com boa organização

O Benfica entrou mal no jogo. Algo nervoso e a abusar do jogo directo para Suazo. O Galatasaray esteve perto do golo, logo aos três minutos, mas Karan não conseguiu chegar a tempo ao passe de Lincoln. A equipa encarnada reagiu aos 18 minutos, numa desmarcação de Di María para Nuno Gomes, mas o capitão acertou em Asik. Mais tarde, foi De Sanctis, numa defesa por instinto, quem impediu o golo de David Suazo. O hondurenho estava em todas as oportunidades de golo. Era, por isso, o melhor dos benfiquistas. Chegou o intervalo, com o nulo.

AINDA PIOR NO REGRESSO

O descanso parece ter feito mal ao Benfica. Se já na primeira parte tinha entrado mal no jogo, no reatamento foi ainda pior. O meio-campo não funcionava e os turcos aproveitaram para se aproximarem da baliza encarnada. Aos 51 minutos, Milan Baros obrigou Quim a uma defesa enorme. Na sequência do canto, Asik, à vontade, marcou para o Galatasaray. O golo dos turcos deixou o jogo com um sentido único: a baliza do Benfica.

Quique tentou animar o jogo, dar outra vida à equipa. Colocou Carlos Martins, Cardozo e Aimar. Insuficiente, porém. O Galatasaray, sem grandes estrelas na equipa, dominava por completo a partida, enquanto que o Benfica não criava perigo, não pressionava. O segundo golo não causou estranheza. Maxi dormiu na parada e Karan, perante Quim, não teve dificuldade em marcar. Aos 70 minutos, a história estava contada.

Não se pode dizer que a vitória dos turcos tenha sido injusta. Porque não foi mesmo.

AC Milan-Sp.Braga, 1-0: tamanha injustiça!


Injusto, mil vezes injusto. O Sp.Braga perdeu em San Siro, frente ao Milan, com um golaço de Ronaldinho, aos 92 minutos. Apesar da derrota, a equipa arsenalista conseguiu aquilo de que poucos são capazes: silenciar por completo o Giuseppe Meazza. De lhes tirar o chapéu, por isso!

Jorge Jesus tinha avisado que ia tentar uma surpresa, frente ao todo-poderoso AC Milan. E assim foi. A equipa entrou sem grandes complexos, sem medo, com uma confiança e uma vontade enormes. Nada daquilo a que estamos habituados, quando as equipas portuguesas (sim, falo dos "grandes") jogam em Old Trafford, Santiago Bernabéu ou Stamford Bridge, por exemplo. Mas este Sp.Braga não. Jogou com losango no meio e com dois pontas-de-lança (Renteria e Meyong) que fizeram a vida num Inferno à defesa do Milan.

Os italianos, por seu lado, apresentaram uma equipa cheia de estrelas: Inzaghi e Shevchenko na frente e Alexandre Pato atrás dos dois avançados. Faltava, porém, Káka, a estrela da companhia. Mesmo assim um ataque temível, teoricamente. Sim, porque em campo, no jogo, a defesa do Braga anulou, por completo, as investidas milanesas. Tremeu apenas num cabeceamento de Pipo Ingazhi, que passou bem perto da baliza de Eduardo.

E A VITÓRIA ALI TÃO PERTO

Mas quem estava por cima do jogo era o Sp.Braga. Renteria, ainda que muito trapalhão, moeu o juízo a Senderos e, logo aos cinco minutos, escapou bem mas rematou ao lado. Mais tarde, foi César Peixoto quem teve o golo nos pés, mas Dida fez uma defesa enorme. Enquanto isso, o Milan não conseguia construir jogo, criar perigo. Carlo Ancelotti, perante a incapacidade da sua equipa lançou dois ases: Ronaldinho e Seedorf.

Quando tudo parecia indicar para mais um resultado fantástico deste Sp.Braga na Europa, Gattuso aproveitou uma desconcentração de Moisés e Luís Aguiar, entregou a bola a Ronaldinho (era o ás de trunfo!) e o brasileiro fez o resto. Meteu a bola na gaveta, aos 92 minutos. Um golaço.

Que injustiça! Tão cínicos que são estes italianos...

sábado, 25 de outubro de 2008

Benfica-Hertha, 1-1: ter o pássaro na mão...


Nem bem nem mal. O Benfica empatou em Berlim, frente ao Hertha, na primeira jornada da fase de grupos da Taça UEFA. Para os encarnados fica um sabor amargo, até porque estiveram em vantagem. Mas um ponto é sempre um ponto, ok.

Começaram logo no aquecimento os problemas para Quique Flores. Yebda lesionou-se, o que fez com que Binya saltasse para a titularidade. Quanto ao jogo propriamente dito, o Benfica até começou bem. Ainda não tinham sido completados os primeiros cinco minutos, quando Nuno Gomes - fez dupla com Cardozo - rematou um pouco ao lado da baliza de Drobny. Mas foi só e apenas isto, porque depois a equipa encarnada recuou no terreno e permitiu que o Hertha de Berlim subisse as suas linhas. Aos 38 minutos, Veronin esteve muito perto de marcar, mas Quim opôs-se com uma grande defesa e manteve o empate até ao intervalo.

SAIU A LOTARIA A LUCIEN FAVRE

No reatamento, ambos os técnicos mexeram nas suas equipas. Lucien Favre colocou Kacar em troca com Dardai e no Benfica entrou Suazo para o lugar de Cardozo. Seis minutos depois, Di María colocou a bola no fundo da baliza do Hertha, após assistência de Nuno Gomes. O Benfica estava em vantagem na capital alemã.

Pouco depois, os treinadores voltaram a mexer. No Benfica entraram Urreta e Carlos Martins e no Hertha, Kaká e Pantelic. E foi com a entrada de Pantelic que Favre ganhou. Aos 74 minutos, o sérvio empatou a partida, num grande remate de fora da área, com a bola ainda a bater em Maxi. Até ao final, os germânicos tentaram sempre chegar-se à baliza de Quim, em busca do golo da vitória. Sem sucesso, porém.

Sp.Braga-Portsmouth, 3-0: Super-Braga vai Aguiar!


Grande, grande Braga! A equipa de Jorge Jesus venceu o Portsmouth por 3-0 numa empolgante noite de futebol. E os (arrogantes) ingleses foram despachados sem piedade.

Querer, entrega, sofrimento e grande união. Assim se construiu a vitória do Sp.Braga, que não tem nem de perto nem de longe as capacidades do Portsmouth. Pelo menos teoricamente, porque os jogos decidem-se dentro do campo e aí a equipa portuguesa foi bem melhor.
Apesar do resultado final, o jogo não foi um passeio. Nem poderia ser. Os ingleses têm uma equipa de estrelas e dois ases de trunfo na frente: Peter Crouch e Jermain Defoe.

Mas logo aos 7 minutos, o jogo de Harry Redknapp ficou estragado. Culpa de Luís Aguiar, que marcou um sensacional golo de livre. Euforia nas bancadas do Municipal de Braga, que não mais se calou. Porém, até ao intervalo as oportunidades foram do Portsmouth. Por duas vezes, Defoe, após assistências de cabeça de Crouch (quem mais?) esteve perto do golo, mas Eduardo defendeu bem.

COMEÇAR A MARCAR

A equipa de Jorge Jesus foi para o intervalo em vantagem. A segunda parte não podia ter começado melhor. Luís Aguiar - enorme! - colocou para Meyong que deixou a bola correr para Renteria, que fez o segundo. Grande festa. O golo foi o mote para que o Sp.Braga controlasse as operações, sem que o Portsmouth fizesse muito. Marcou ainda um golo, anulado (mal!) pelo árbitro.

Em cima dos noventa, a cereja no topo do bolo. Alan marcou o terceiro e os ingleses sairam de Braga com três golos na mala e uma grande azia. Redknapp e David James que o digam.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Taça UEFA: Benfica voltou a ser de Reyes


O Benfica está apurado para a fase de grupos da Taça UEFA. Depois de dar a volta à eliminatória, os encarnados eliminaram o Nápoles, numa grande exibição colectiva. Mas nem sempre foi fácil.

Vamos começar pelo início. E por meia hora de grande futebol. Que podia ter começado mal. Lavezzi, aos quatro minutos, apareceu em frente a Quim e podia ter deitado por terra a estratégia de Quique Flores. Assim como no derby, quando Yannick podia ter marcado logo no primeiro minuto para o Sporting. Depois disso, o Benfica atirou-se de cabeça. O Nápoles resistia como podia, defendendo com quase toda a equipa atrás da linha da bola, apenas com Zalayeta e Lavezzi na frente. Oportunidades havia de sobra: Dí María, Sidnei, Nuno Gomes, Yebda e Reyes quase levaram cinquenta mil pessoas à loucura. Mas não acertavam com a baliza de Gianello. Acabaram esses trinta minutos de intenso futebol e o Nápoles mesmo à italiana, conseguiu neutralizar as investidas do Benfica e voltar a subir as linhas.

O último quarto de hora da primeira parte foi do Nápoles, que usou a frieza e o calculismo que são típicos das equipas transalpinas. Começou com um fantástico pontapé de Lavezzi - esteve em todas - e acabou com um cabeceamento de Cannavaro ao poste, seguido de um remate de Zalayeta. Pelo meio, aquelas picardias para enervar os jogadores e até os adeptos.

REYES DESCOMPLICOU

A segunda parte começou da mesma forma. Com os napolitanos em cima do Benfica. O Nápoles parecia ter o jogo controlado. Pois bem, parecia. Até ao momento em que Katsouranis isola Reyes, meio golo. O espanhol fez o resto e colocou o Benfica com um pé na fase de grupos da Taça UEFA. Reyes, mais uma vez decisivo. A partir daqui, os italianos pouco mais fizeram. Aos 82', Carlos Martins, entrado há pouco, ofereceu o 2-0 a Nuno Gomes. O capitão não se fez rogado e mandou a bola lá para dentro da baliza. Loucura total na Luz.

Grande exibição do Benfica. Yebda e Reyes foram enormes. E Katsouranis, então...


RESULTADOS:

Benfica 2-0 Nápoles (4-3, APURADO)
V. Guimarães 2-2 Portsmouth (2-4, ELIMINADO)

Valência 2-1 Marítimo (3-1, ELIMINADO)

Heerenveen 5-2 V.Setúbal (6-3, ELIMINADO)

Artmedia 0-2 Sp.Braga (0-6, APURADO)


sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Taça UEFA: ainda há Luz...

Comme si comme ça. O Benfica não entrou bem na Taça UEFA. Em Nápoles, a equipa encarnada perdeu por 3-2. Mas, tendo em conta que ainda falta um jogo, nem foi mau de todo. O estreante Suazo é que esteve em grande.

O jogo começou bom e com oportunidades de parte a parte. Primeiro para o Benfica, num remate de Reyes a que Navarro respondeu bem; mais tarde um bom trabalho de Denis obrigou Quim a desviar a bola para canto. Depois apareceu David Suazo. O avançado hondurenho, após canto de Reyes, cabeceou de cima para baixo e colocou o Benfica em vantagem. Mas era sol de pouca dura. Na jogada seguinte, depois de um ressalto nas pernas de Luisão, Vitale empatou o jogo. Ainda o Benfica estava a digerir o golo sofrido, quando Denis aproveitou o grande trabalho de Hamsik e fez o segundo golo dos italianos, operando a reviravolta. Frenético!
O Benfica não mais se encontrou e, mesmo em cima do intervalo, Léo tirou a bola em cima da linha de baliza, depois de uma má saída de Quim - o que é que se passará com o homem?

Para a segunda parte, Quique Flores tirou Urretaviscaya e colocou Balboa em campo. A equipa melhorou substancialmente, mas sofreu mais um revés, quando Maggio marcou o terceiro golo do Nápoles, beneficiando de um desvio de Léo que traiu Quim. O resultado em nada agradava aos encarnados, que aos 60 minutos reduziram a desvantagem. Jose Antonio Reyes - esteve nos dois golos - colocou a bola na área e Luisão mandou uma bomba para dentro da baliza de Navarro. Entraram depois Katsouranis e Nuno Gomes para os lugares de Carlos Martins e Di María e o Benfica ganhou alguma estabilidade, principalmente defensiva. Até nem foi mau...

Na Luz, basta um golo. Mas a defesa não pode ter tanto tremelique.


RESULTADOS:

Nápoles 3-2 Benfica
Portsmouth 2-0 V.Guimarães
Valência 1-0 Marítimo
V.Setúbal 1-1 Heerenveen
Sp.Braga 4-0 Artmedia

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Sorteio da Taça UEFA: complicado, muito complicado



Em contraste com o sorteio da Liga dos Campeões que deixou boas perspectivas para as equipas portuguesas, o sorteio da Taça UEFA foi pior. Bem pior.
O Vitória de Guimarães vindo da 3ª pré-eliminatória da Liga dos Campeões começa em Inglaterra, com o Portsmouth, equipa onde jogou Pedro Mendes até há bem pouco tempo; o Marítimo recebe os espanhóis do Valencia, equipa dos portugueses Miguel, Manuel Fernandes e Hugo Viana e é talvez a equipa portuguesa com tarefa mais complicada; Benfica joga com o Nápoles em Itália, uma equipa que está perfeitamente ao alcance; Vitória de Setúbal repete o jogo de há dois anos com o Heerenveen e por fim o Sp.Braga recebe os eslovacos do Artmedia. Sim, esses que ficaram conhecidos quando nos tempos de Adriaanse ganharam 3-2 no Dragão.

Em futebol tudo é possível. Por isso...