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sábado, 21 de fevereiro de 2009

Sporting-Benfica, 3-2: A vantagem de ter Liedson


Acabou o derby, o Sporting ganhou ao Benfica. Por 3-2 e sem espinhas. Para se perceberem bem as diferenças entre as duas equipas falemos de duas peças-chave do jogo: Liedson e David Luiz. O primeiro vestiu a capa de herói e destroçou o Benfica, demonstrando toda a sua categoria; o outro foi o vilão, o rosto do desnorte da defesa dos encarnados. Foi um jogo de opostos, por isso. E foi também um verdadeiro derby, intenso, vibrante e emotivo.

O Benfica apresentou exactamente a mesma equipa do clássico do Dragão com o FC Porto. Em relação ao passado jogo, ante o Paços de Ferreira, Quique fez regressar três dos habituais titulares: Suazo jogou na frente do ataque, Yebda voltou ao meio-campo e David Luiz na esquerda da defesa com Maxi Pereira - cumprira castigo na ronda anterior - na direita. Por outro lado, Paulo Bento teve também de mexer na equipa pois não pôde contar nem com Rui Patrício nem com Miguel Veloso, por lesão. Jogaram, por isso, Tiago e Grimi nos seus lugares. Contou com o regresso de Moutinho e optou por manter Pedro Silva na lateral direita em detrimento de Abel. Com tudo dito sobre as equipas, apitou Olegário Benquerença para o começo do derby.

Que começou praticamente com primeiro golo do Sporting. Canto de Vukcevic e Liedson, na quina da área, rematou para o ângulo da baliza de Moreira; para onde dorme a coruja. Um golão capaz de levantar qualquer estádio. O de Alvalade não foi excepção e foi à loucura com o golo do levezinho. Quique Flores vingou-se na cobertura do banco de suplentes. Mas estavam apenas jogados dez minutos. Depois disso, a jogada de maior perigo pertenceu ao Benfica quando um cabeceamento de Yebda levou a bola a bater no poste da baliza de Tiago. Dois minutos após esse lance, aos 24', Paulo Bento trocou Hélder Postiga, lesionado, por Derlei - veremos já a importância da entrada do brasileiro. O jogo estava por esta altura mais dividido a meio-campo e sem grandes oportunidades. Chegou o minuto 35 e com ele o golo do Benfica. Polga derrubou Suazo dentro da área e penalty, pois. Reyes, frente a frente com Tiago, não tremeu e empatou a partida. Tudo de volta ao início. Daí até ao intervalo pouco mais houve, somente um lance em que os jogadores do Sporting pediram penalty por mão de Maxi. Esteve mal o árbitro ao mandar jogar porque existiu mesmo falta. Terminou a primeira etapa e foram as equipas para o descanso.

O SENHOR LEÃO QUE NÃO DEU HIPÓTESES

O intervalo fez bem ao Sporting que voltou a entrar bem. Primeiro, ameaçou num livre de Rochemback; depois marcou mesmo: passe sensacional de Polga a isolar Derlei nas costas da defesa do Benfica, que dormiu na parada, e o Ninja pleno de instinto voltou a desempatar o clássico. Dois minutos após o reatamento, apenas. O golo moralizou a equipa de Paulo Bento que partiu, então, para uma segunda parte avassaladora. Em relação ao Benfica estava desinspirado, sem ideias e sustentava-se, principalmente, em Yebda até porque Reyes e Aimar não conseguiam ter muitas vezes a bola no pé. O Sporting estava muito bem no jogo que podia ter ficado decidido aos 55 minutos quando Liedson e Derlei voltaram a destroçar a defesa do Benfica. Não ficou porque apareceu Sidnei, em cima da linha como salvador, a cortar a bola para fora.

Era tempo de Quique fazer alguma coisa perante a impotência da equipa em criar jogadas de perigo para a baliza de Tiago. O treinador do Benfica trocou, então, Yebda por Di María. A saída do francês acabou por se revelar fatal e ter efeitos contrários àqueles que Quique esperava: os encarnados perderam a referência do meio campo e o jogador mais capaz de criar desequilíbrios.
As jogadas de ataque do Sporting sucediam-se e o terceiro golo adivinhava-se. Numa transição rápida, Vukcevic esteve perto de o conseguir mas o remate saiu um pouco ao lado. A primeira jogada de perigo do Benfica aconteceu aos 72 minutos, altura em que Di María tentou isolar Aimar; Tiago saiu rápido da baliza e anulou o lance. Bem mais perigoso, o Sporting procurava sempre mais, continuavam as barracadas da defesa do Benfica - David Luiz teve uma noite terrível - e Pereirinha, recém-entrado para o lugar de Vukcevic, atirou a bola à barra. O Sporting falhou muito no último toque, no momento de chutar para dentro da baliza.

Até que surgiu novo golo de Liedson, aos 81 minutos. Grande jogada de Pereirinha pela esquerda (uma autêntica via verde mas há que dizer que Reyes também não deu grande ajuda a David Luiz) e uma tolada para dentro da baliza. Mais um golaço. E agora, o derby estava decidido de vez. Em cima dos noventa, Cardozo ainda reduziu - bom golo também. Mas não havia volta a dar.

DESTAQUES

OLEGÁRIO BENQUERENÇA: Esteve bem ao assinalar penalty favorável ao Benfica quando Suazo foi derrubado por Polga. Contudo deixou outros dois por assinalar: logo aos 9 minutos quando Rochemback se empoleirou em Aimar e, já perto do intervalo, num lance em que Maxi Pereira interceptou um cruzamento com o braço. No final, Luisão deu uma chapada em Liedson que passou, também, em claro. Erros graves mas Olegário tem a atenuante de não ter sido um jogo nada fácil de dirigir.

PAULO BENTO: Montou bem a equipa e soube aproveitar as falhas da equipa do Benfica. O Sporting da segunda parte deu um autêntico recital de futebol. Mérito de Paulo Bento, claro.

QUIQUE FLORES: Não correu bem o derby ao Benfica. Começou a perder e não mais se encontrou. O golo de Reyes ainda deu alguma esperança mas esta não era a noite do Benfica. Nem de Quique que esteve mal na susbtituição de Yebda. Além disso não se percebe muito bem o porquê de preferir Suazo a Cardozo e também a opção por David Luiz que não é, nem de perto nem de longe, um lateral esquerdo.

MELHOR EM CAMPO: É de La Palice. Marcou dois grandes golos - o primeiro então, é uma obra de arte - e foi um problema constante para a defesa do Benfica. Tanta categoria. Liedson, pois.

O derby dos derbis

Joga-se hoje o derby, Sporting-Benfica. É certo que não irá resolver nada em termos de classificação final mas pode ter uma palavra a dizer nesse contexto. Por isso mesmo e por tudo o resto é obrigatório não perder. Paulo Bento sabe bem que em caso de derrota, o Sporting poderá hipotecar as esperanças de chegar ao título até porque na ronda seguinte joga no Dragão; Quique Flores assume que não há favoritos e que apenas a derrota é um mau resultado em Alvalade. Cautelas recomendam-se, pois. A vitória do FC Porto em Paços de Ferreira, ontem, serviu para apimentar ainda mais o jogo de hoje.

Há muito que o derby de Lisboa entre os dois grandes rivais tinha tanta importância: há quinze anos, precisamente; desde aquela noite mágica dos 6-3. Seja como for e apesar de jogar fora, o Benfica parte com um certo favoritismo: pela exibição no Dragão, ante o FC Porto e também porque costuma mostrar estaleca nestes jogos grandes. Contudo, é uma equipa de altos e baixos capaz do melhor e do pior. Do outro lado, o Sporting não conseguiu qualquer ponto no confronto com os dois rivais ao título (jogou fora, é verdade) e está numa posição mais desconfortável na tabela mas joga em casa e terá um grande apoio dos seus adeptos. O resultado será sempre imprevisível.
Também por isso lhe chamam o derby dos derbis.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Os heróis do Estrela e Olegário, o árbitro do derby

O Estrela da Amadora está nas meias-finais da Taça de Portugal - defrontará o FC Porto. Depois de derrotar o Vitória, em Guimarães, com um golo de SIlvestre Varela. Tal como disse Lázaro Oliveira, o treinador, não existem grandes adjectivos que possam caracterizar a atitude e o brio dos jogadores. Apesar de todos os problemas financeiros, continuam a jogar e, sobretudo, a ganhar os seus jogos. Como profissionais, são fantásticos. E merecem muito mais do que uma enxurrada de promessas. Uns autênticos heróis.

Para o derby de sábado, o derby dos derbis, a Comissão de Arbitragem nomeou Olegário Benquerença. Que vai estar pela primeira vez num Sporting-Benfica apesar de ser um árbitro top class da UEFA, dirigir vários jogos de competições internacionais e estar pré-seleccionado para o Mundial 2010. Porém, em Alvalade, vai ter uma pressão terrível. De ambos os lados: os benfiquistas não esquecerão nunca o pseudo-golo de Petit a Vítor Baía, em 2004; o Sporting (com Paulo Bento à cabeça) não apagam a eliminação da Taça de Portugal, em 2006, no Dragão. Olegário tem experiência de sobra mas vai precisar de sorte. Esperemos que a tenha.

domingo, 28 de setembro de 2008

Benfica - Sporting: vitória à Rey(es)


Com competência e eficácia. Foi com estas armas que o Benfica contou para derrotar o Sporting no clássico dos clássicos. Uma vitória que não merece qualquer discussão. O Benfica foi melhor em todos os aspectos. E Quique deu uma aula a Paulo Bento, que foi obrigado a meter a viola no saco.


O Sporting começou bem. Logo aos 40 segundos, depois de um passe longo, Yannick só com Quim pela frente teve oportunidade de marcar mas atirou por cima. A equipa sportinguista estava com vontade de resolver "a coisa" cedo. O Benfica estava preso, sem nunca se conseguir soltar para o ataque. Até aos 20 minutos, altura em que Maxi Pereira - grande jogo! - arrancou bem e ofereceu um golo feito a Nuno Gomes, que mandou para a bancada. Grande oportunidade. A resposta não se deixou esperar: Postiga rematou bem de fora da área e Quim respondeu com uma defesa fantástica. Esta foi a fase mais intensa do Sporting e ao Benfica valeu Sidnei. Por duas vezes, o central do Benfica foi fundamental, com dois cortes na hora H. Ma foi o Benfica que acabou a primeira parte em cima da área de Rui Patrício.

A AULA TÁCTICA DE QUIQUE

Ao intervalo, Quique Flores mexeu bem. Tirou Ruben Amorim, que praticamente passou ao lado do jogo e colocou Katsouranis a jogar ao lado de Yebda, descaindo assim Carlos Martins para o lado direito. Com esta troca, o Benfica passou a ter mais bola e mais poder no meio-campo. O Sporting entrou muito mal na segunda parte e andou sempre à procura do Norte. Com a entrada de Aimar, o Benfica foi definitivamente para cima. Até que veio o golo, aos 66 minutos. Reyes tabelou bem com "El Mago" e, de trivela, colocou a bola no fundo da baliza de Patrício. Um golaço. Uma festa enorme na Luz.

Paulo Bento respondeu no minuto seguinte, trocando Hélder Postiga por Derlei. Mas o Benfica tinha o comando das operações e a vinte minutos do fim desferiu o golpe final. Num canto de Carlos Martins, Sidnei fez o segundo, num tiraço de cabeça. Mais uma explosão na Luz. Agora sim, o resultado estava feito. E o Sporting despachado.

DESTAQUES:

DUARTE GOMES: Arbitragem quase perfeita. Dúvidas apenas num lance entre Yebda e Postiga, na área do Sporting, ainda na primeira parte.

QUIQUE FLORES: Sem ter sido um jogo brilhante, o Benfica controlou e venceu de forma clara. Esteve bem nas substituições, principalmente ao colocar Katsouranis que trouxe outro ritmo ao jogo. Ah, e deu uma autêntica aula a Paulo Bento. É preciso mais?

PAULO BENTO: Disse na véspera do jogo que nunca tinha perdido na Luz como treinador. Abusou da confiança e foi obrigado a engolir em seco. Até porque o Sporting, na segunda parte esteve desnorteado. Até fez lembrar o jogo de Barcelona.

MELHOR EM CAMPO: Reyes. Pelo golaço que marcou e pelo que jogou. Mas também poderiam ser Sidnei ou Yebda, por exemplo.