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sábado, 29 de agosto de 2009

Um olhar pela Europa

Olhando para maiores campeonatos europeus, ressaltam inúmeros pontos de interrogação. Em forma de nuvem, grandíssimos todos eles. A primeira, decerto a maior de todas, em Espanha: como correrá a época ao Real Madrid, transformado por Florentino Pérez numa galáxia de imensas estrelas? Seria, há algum tempo atrás, inimaginável juntar jogadores como Cristiano Ronaldo, Kaká, Benzema ou Raúl - apenas para citar alguns. Uma autêntica equipa de sonho que Manuel Pellegrini, treinador chileno, tem à disposição. No entanto, e Perez sabe-o melhor do que ninguém, não chega ter bons jogadores: é necessário colocá-los no mesmo barco, remando para o mesmo lado.

Além disso, há o super-Barcelona. Ora este é, de longe, o maior obstáculo para o sucesso do Real. A equipa de Pep Guardiola, depois de ter conquistado o triplete (Liga espanhola, Taça do Rei e Liga dos Campeões) na época passada, tentará revalidar todos esses títulos. Para isso, conta com Messi, Xavi e Ibrahimovic. Exactamente, Ibracadabra chegou a Camp Nou por troca com Samuel Eto'o. Temos aqui uma nova questão: quem ficará a ganhar? O Inter agora com o camaronês que Guardiola dispensou ou o Barcelona contando com um dos mais letais avançados do Mundo? Bem, só o tempo permitirá descobrir a resposta para cada um dos enigmas.

Saída de Espanha, entrada em Itália. O Inter, equipa de José Mourinho e agora já sem Figo mas de novo com Quaresma, procurará alcançar nesta temporada o pentacampeonato italiano. A acontecer, será algo inédito. Sem terem sido brilhantes no ano transacto, os nerazzuri conquistararam o título sem grandes complicações. No entanto, perderam agora o sueco Ibrahimovich que muitas vezes foi um verdadeiro salvador e, acima de tudo, os rivais estão melhores. Ambos trocaram de treinador: Leonardo, ex-internacional brasileiro, substituiu Ancelotti no Milan, ao passo que Ciro Ferrara, outro excelente jogador em tempos, entrou para o comando da Juventus. O Inter parte como favorito, ainda assim. Mourinho, encontrando inimigos a cada semana que passa, tentará também atacar forte na Europa.

Há, em Inglaterra, uma outra dúvida. Gigantesca. O Manchester United, após três anos de absoluto domínio, perdeu Ronaldo para o Real Madrid. Longe de ser a única, sim, mas era a estrela maior da equipa de sir Alex Ferguson. Como será agora? O técnico escocês não viu motivos para preocupações acentuadas. Percebe-se porque continua a contar com jogadores da classe de Rooney, Berbatov e Giggs. Chegou também, surpreendentemente, Michael Owen. E renasceu Nani, o português que poucas oportunidades tivera, que parece querer assumir-se como um bom substituto para Cristiano Ronaldo.

O Chelsea, treinado agora por Ancelotti, tem feito um início de época implacável com Drogba, Anelka e Ballack como figuras de proa. Red devils e blues serão, quase de certeza, os dois grandes rivais na luta pelo trono inglês. Também o Arsenal, mesmo com toda a sua juventude, tem começado de forma auspiciosa e dado óptimas indicações a Arsène Wenger - no entanto, será difícil ser campeão. Diferente é o caso do Liverpool. Mesmo com Torres e Kuyt mortíferos no ataque, perdeu Xabi Alonso para o Madrid e não tem começado da melhor forma. Outra questão, por fim: não terá acabado a margem de erro de Rafa Benítez em Anfield? Teremos respostas. Não para já.