Mostrar mensagens com a etiqueta claques. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta claques. Mostrar todas as mensagens

sábado, 19 de setembro de 2009

O sentido das claques no futebol

Existiram, desde sempre, duas formas de olhar para as claques de futebol. Há quem ache que são importantes no apoio à equipa e, por isso, têm de ser incentivadas mas outros tantos pensam exactamente o contrário, isto é, que apenas servem para criar ambientes de conflito e violência que nada interessam num jogo de futebol. Não raras vezes assistimos a situações de confrontos entre as claques e, acima de tudo, uma enorme cobrança feita à equipa. Confesso, no entanto, que entendo que estes grupos organizados de adeptos possuem um papel fundamental no apoio que dispensam aos jogadores. Trata-se do tal décimo segundo jogador.

Pergunto-lhe, leitor, se acha que o ambiente de espectáculo e de cânticos que marca presença nos estádios seria possível sem a presença das claques? Respondo, recorrendo a uma frase tão em voga ultimamente: sim, mas não era a mesma coisa. Claro que os estádios não se compõem apenas com elementos das claques, mas poucos são os que pagam o seu bilhete para, em cada um dos noventa minutos, ajudarem incansavelmente a sua equipa a chegar à vitória. Mesmo que para isso tenham de chegar ao final completamente afónicos, interessa é empurrar os jogadores e mostrar-lhes que há ligação entre a bancada e o relvado. Isso é o que fazem as claques, por isso, um factor de motivação importante.

Essa é, inquestionavelmente, a enorme vantagem que as claques oferecem. Infelizmente, existe o outro lado da moeda. Muitos delas, a grande maioria, não estão sequer legalizadas como grupos de adeptos organizados. Ligados a elas, de forma intrínseca, estão climas hostis e violentos que chegam até aos próprios jogadores e treinadores da sua equipa. Evidentemente que uma grande parte de adeptos que entra no estádio para assistir a um bom espectáculo de futebol e da sua equipa, não pretende que se instale um clima de medo e de confronto entre apoiantes de clubes rivais. Deverá existir rivalidade, claro que sim, mas dentro da racionalidade e do desportivismo. Afinal, são adversários mas apenas em termos futebolísticos. As claques precisariam de evoluir neste aspecto.

sexta-feira, 13 de março de 2009

O problema das claques e dos ultras do Atlético

Muito se discute sobre o verdadeiro valor das claques dos clubes de futebol. Há quem as considere fundamentais nas vitórias das equipas através do apoio que é dado mas, por outro lado, também há quem as considere bem dispensáveis. Eu confesso que me enquadro com as duas opiniões. Concordo quando se diz que são um factor extra de motivação e de força quanto mais não seja a puxar por aqueles adeptos mais calmos e que não entram em grande gritarias. Contudo, existe um lado violento nas claques. Em todas elas.

O exemplo mais recente disso mesmo aconteceu no jogo da passada quarta-feira, FC Porto-Atlético de Madrid. A cerca de hora e meia do início da partida, os ultras do Atlético começaram a descer a Alameda sozinhos, sem escolta policial. É inacreditável mas é verdade, ainda para mais num jogo como este, de alto risco. A claque do Atlético chegou ao Dragão sozinha nem com um único polícia que seja pelo meio. À medida que se aproximavam do estádio, foram lançando pedras, garrafas e até very-lights chegando a partir duas janelas de um autocarro que transportava adeptos do FC Porto. Até os próprios adeptos colchoneros que ali se encontravam, sem terem nada a ver com aquilo, ficaram surpreendidos e apreensivos. Depois, claro, seguiu-se a reacção dos portistas que levou a uma autêntica batalha campal, com a polícia a distribuir pancada a torto e a direito. Foram quinze minutos de cortar à faca, quinze minutos de plena violência. Houve detenções, houve feridos. Tudo ali em frente à polícia e aos seguranças.

Por isso, se diz que as claques estragam o futebol pois preferem climas violentos e hostis a climas de festa e rivalidade sã. É um mal geral. Porém, pior mesmo é ver as atitudes da polícia que falhou, claramente, e reagiu tarde de mais, não usando os melhores métodos. Infelizmente.