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sexta-feira, 20 de março de 2009

Sp.Braga-PSG, 0-1: Acabou o sonho!


Minuto 80 do Sp.Braga-PSG, jogo que iria decidir a passagem aos quartos-de-final da Taça UEFA: livre marcado para a área, Eduardo falha a intercepção e deixa a bola ao dispor de Houarau que cabeceia para o fundo da baliza. Golo! Acabou, ali, o sonho do Sp.Braga. Da pior forma possível. Depois já não havia volta a dar, apesar da boa exibição. Contudo, é esse lance que fica para a história.

Era um jogo de tudo ou nada. Apesar do empate sem golos da primeira mão, em Paris, que poderia dar alguma vantagem ao Sp.Braga, o Paris Saint-Germain continuava como favorito até pela maior experiência neste tipo de competição a que se junta o bom momento no campeonato francês. Contudo, a equipa de Jorge Jesus já deu provas mais do que suficientes que não se deixa intimidar pelo nome do adversário e dispunha, então, de uma oportunidade única para o Sp.Braga fazer história, ao conseguir chegar a uma fase da Taça UEFA onde nunca tinha estado. Feitas as contas no fim e precipitando a conclusão, ainda não foi desta.

A campanha e as boas exibições da equipa contagiaram os adeptos que acreditaram na passagem desde o primeiro minuto. À semelhança daquilo que acontecera no Parque dos Príncipes, foi o Sp.Braga a tomar a iniciativa de jogo. E teve mesmo a primeira grande oportunidade de golo que surgiu aos 13 minutos: Paulo César encontrou a bola a saltitar e, com um remate espontâneo, obrigou Landreau a uma defesa assombrosa para a trave. Viriam a responder os parisienses por Chantôme com um remate que também acabou devolvido pelo travessão da baliza de Eduardo. Porém, pertenceu ao Sp.Braga a última grande ocasião da primeira parte, num livre de Luis Aguiar que passou perto, pertinho do poste.

A MALDIÇÃO DO TREZE

O nulo ao intervalo não interessava a ninguém. Era, por isso, mudar alguma coisa na segunda parte, quem quisesse passar tinha a obrigação de marcar. Foi isso que aconteceu aos 80 minutos no tal golo de Houarau que decidiu a eliminatória. Um homem que estava há treze minutos em campo. Irra que o o treze trouxe mesmo azar neste jogo! Antes disso, a toada continuava igual com a equipa do Braga dominadora da bola e dispondo de mais lances junto da baliza de Landreau. Os avançados arsenalistas voltaram a falhar na finalização mas aí também é justo reconhecer méritos ao guarda-redes francês que voltou a estar em grande frente a Renteria, já nos descontos.

Apesar de ter falhado o objectivo, é justo dizer que o Sp.Braga sai de cabeça bem levantada pois tudo fez para inverter o rumo (natural) dos acontecimentos. E nada apaga a campanha sensacional que conseguiu, tendo como ponto alto a espantosa exibição ante o AC Milan, em San Siro. Contudo, em futebol ganha quem marca e, nem sempre, quem joga. É um cliché que faz todo o sentido.

sexta-feira, 13 de março de 2009

PSG-Sp.Braga, 0-0: Empate precioso!


O resultado foi bom. Porém, melhor seria se o Sp.Braga tivesse conseguido marcar para trazer vantagem para o jogo da segunda mão. Tirando o Milan, este Paris Saint-Germain é, talvez, a equipa mais complicada que os arsenalistas encontraram. Seja como for, ficou bem provado que em nada é inferior. Regressa, por isso, cheio de esperança para o jogo de Braga.

Jorge Jesus procedeu a algumas alterações na equipa, desde logo com a inclusão de Rodríguez no onze titular acabando com as adaptações no centro da defesa a que tem sido obrigado por várias lesões. A ele juntou-se César Peixoto e, também, Jorginho regressou à titularidade para servir de apoio ao avançado Renteria. Era reconhecido que o PSG tinha algum favoritismo, quanto mais não fosse por jogar em casa e além disso contava com jogadores de enorme qualidade como Makelele, Giuly ou Kezman se bem que já veteranos. Contudo, ambos os treinadores jogaram à defesa na antevisão do jogo: Jorge Jesus mostou vontade de ganhar mas ficaria feliz da vida com um empate, sobretudo com golos; Paul Le Guen alertou também para os perigos deste Sp.Braga, uma equipa que vai surpreendendo cada vez mais a Europa com as prestações na Taça UEFA.

E o Sp.Braga surpreendeu mesmo nos minutos iniciais. Jogou desinibida, sem complexos e assumindo claramente o que pretendia. Entrou a mandar no Parque dos Príncipes, literalmente. O PSG explorava, principalmente, os lances de bola parada para criar perigo para Eduardo mas sem nunca criarem um lance de golo iminente. A grande oportunidade para marcar surgiu do lado contrário, num lance em que Renteria se conseguiu isolar mas adiantou a bola em demasia permitindo a defesa do guarda-redes Edel. Foi uma oportunidade soberana para a equipa de Jorge Jesus se colocar em vantagem não só no jogo mas também na eliminatória.

BENDITO POSTE!

No reatamento, o PSG entrou com outra dinâmica, bem diferente daquela que tinha mostrado na primeira parte. Com 51 minutos jogados, Chantome, em posição frontal, cabeceou para uma defesa soberba de Eduardo. Pouco depois disso, Paul Le Guen decidiu lançar dois homens de ataque, Houarau e Giuly, para tentar chegar ao golo. Jorge Jesus respondeu colocando Stélvio na vez de César Peixoto a fim de ter jogadores mais fortes em termos físicos para disputar a batalha a meio campo. O jogo estava vivo, com o PSG mais perigoso e controlador enquanto que o Sp.Braga preferia fazer a escolta da baliza de Eduardo e sair para o ataque por meio de transições rápidas.

O aviso mais sério dos franceses apareceu aos 61 minutos, altura em que Rothen acertou no poste. Daí até final, o PSG tentou de tudo para marcar mas o Sp.Braga, inteligentemente, fechou-se e protegeu o empate. Precioso para a segunda mão.