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terça-feira, 10 de novembro de 2009

Censurar as tácticas hiper-defensivas?

Sou daqueles adeptos que se insurge contra o futebol hiper-defensivo que muitas equipas apresentam quando defrontam outras que, indiscutivelmente, são superiores. A estratégia passa por colocar todos os jogadores na zona defensiva, abdicando do ataque para criar uma espécie de barreira ao adversário que o impeça de marcar. O espectáculo perde o espírito de disputa pela vitória, o seu verdadeiro sentido, e transforma-se, na perspectiva da equipa mais forte, numa luta contra o tempo. É futebol? Não, claro que não é. Existe, apenas, uma das partes que está interessada em jogar, em dar tudo para alcançar os três pontos, enquanto a outra procura aguentar-se como pode. Por vezes resulta. O maior prejudicado de tudo isto é o espectador que pagou o seu bilhete para estar no estádio.

O ideal seria ver duas equipas vocacionadas para o ataque, dando tudo para vencerem a partida e ainda agradarem a quem assiste ao jogo. No entanto, mesmo sendo contra essa táctica, a bem do futebol, não sou capaz de condenar quem opta por colocar um autêntico muro junto à área. Imaginemos que, de um lado, temos uma equipa com um orçamento de milhões, recheada de jogadores internacionais e com provas de qualidade mais do que suficientes. Joga em casa, além disso, diante de um público capaz de empurrar os jogadores para junto da baliza adversária. Pela frente, onze jogadores com pouca experiência, jovens, vindos de escalões secundários e que encaixam num plantel onde impera a contenção de custos.

O leitor terá, imediatamente, feito uma ponte entre o que foi referido e o jogo entre Benfica e Naval, jogado ontem na Luz. Trata-se de um exemplo flagrante. Algum espectador terá gostado de ver uma equipa a massacrar ofensivamente outra encostada à sua baliza? A resposta é fácil de adivinhar. Contudo, parece-me que não se possam fazer muitas críticas a Augusto Inácio, treinador dos figueirenses. Contando com uma exibição assombrosa do guarda-redes Peiser e com alguma sorte à mistura, claro, a Naval ficou pertíssimo de conseguir suster o ímpeto do Benfica. Ou seja, a sua equipa quase saiu com um grão para o seu objectivo. Não foi bonito. Mas, na sua visão, foi quase perfeito. Poderemos censurar a postura? Sim... mas olhemos aos argumentos de cada um.

Há coisas mesmo fantásticas

Minuto 86 do Dínamo Kiev-Inter, quarta jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões. Os ucranianos, depois de empatarem em Milão, vencem por um golo de vantagem. O Internazionale está no último lugar do seu agrupamento, com três pontos resultantes de outros tantos empates, atrás de Barcelona, Rubin Kazan e do próprio Dínamo. O nono jogo internacional sem vencer era, para a equipa de José Mourinho, quase uma confirmação. Não: Diego Milito empata, Wesley Sneijder dá a vitória. Falta um minuto, o Inter deixa a última posição e passa para a liderança, com mais um ponto do que Barça e a surpresa Kazan. Sem que muitos o esperassem, chuta para canto a situação bem delicada em que ficaria e assume o favoritismo da passagem. Futebolices.

Minuto 78 do derby de Madrid, Atlético-Real. Três golos de vantagem garantiam a décima vitória consecutiva dos merengues em casa do rival. Pouco havia para discutir. Quique Flores, agora nos colchoneros, simbolizava-o na perfeição: no banco, sentado, braços cruzados, sem capacidade para fazer o que quer que fosse. O Real Madrid estava com dez desde o minuto sessenta e seis, por expulsão de Sérgio Ramos, mas nem isso dava maior alento. Até que, em dois minutos, o Atlético marca por Forlán e relança o jogo por Agüero. Faltam, agora, oito minutos para os noventa e o jogo não tem nada decidido. O Real tremeu, o empate esteve próximo: Simão desperdiçou, Casillas agigantou-se perante Forlán e garantiu a vitória. Com grande sacrifício. Quem diria...

Minuto 78 do Lyon-Marselha. Um clássico do futebol gaulês, resultado de 2-3. Quanto mais não fosse, poderia servir para matarmos saudades de um jogador que encantou Portugal: Lisandro López, agora ao serviço do Lyon. E não de Lucho, antes parceiro e actual opositor de Licha, porque uma lesão lhe tem estragado os primeiros tempos em França. Lembram-se do resultado quando faltavam doze minutos? 2-3.
Aos 79 minutos, o Marselha aumentou a vantagem para dois golos e pensou-se que teria acabado com o jogo. Nada disso. Esse tempo que restava até ao último apito trouxe um futebol frenético, louco, louco. De tirar o fôlego. Lisandro bisou e empatou. Bastos deu a volta. Mbia, três minutos depois dos noventa, igualou de novo. Terão eles tomado a poção mágica?

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Exigência sem lucidez

Após o empate com o Marítimo, os adeptos do Sporting contestaram a equipa. Têm todo o direito para o fazer, aliás. No entanto, devido à acção de algumas centenas de apoiantes leoninos, as forças de intervenção policiais foram mesmo obrigadas a agir. Facilmente se percebe que existiu uma extrapolação daquilo que é o futebol. O resultado obtido pela equipa, juntado-o a outros, fez com que a paciência dos adeptos ficassem totalmente esgotada. Todos o compreendem, mas, também aqui, é preciso ser bem ciente dos limites. A essência do futebol é completamente esquecida quando se parte para o confronto verbal e até físico. Entra, então, o célebre problema das claques organizadas devido ao exagero que levam a cabo.

Em qualquer equipa tem que haver pressão. Nenhum jogador se deverá sentir realmente motivado para jogar futebol se souber que, mesmo que esteja num plano péssimo, tudo lhe será perdoado. À medida que as ambições e a grandeza de determinado clube aumentam, evidentemente que também a cobrança feita pelos adeptos ganha maior relevo. Quem investe milhões, quem está no topo do futebol mundial e conta com os melhores jogadores não se pode dar ao luxo de falhar. No entanto, utilizando uma expressão recente de Jesualdo Ferreira, é necessário que exista uma exigência lúcida. Os resultados não aparecem, vêm os protestos. Mas com regras. Sem ameaças pessoais. Infelizmente, muitos são os que ainda pensam o contrário...

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

O milagre de Palermo que salvou Maradona

Martin Palermo é, por estes dias, o herói nacional da Argentina. Deve-se a ele um golo marcado já sob o último suspiro que mantém a esperança da Selecção das pampas em ainda poderem marcar presença no Mundial da África do Sul. O avançado que entrou para a História do Boca Juniors por ter marcado mais golos do que todos os outros, ficará, porém, imortalizado por deter o recorde de grandes penalidades falhadas: na Copa América de 1999, frente à Colômbia, desperdiçou três. Agora, já com a veterania de trinta e cinco anos, El Loco teve finalmente a sorte que tanto lhe fugia ao serviço do seu país. Maradona bem tem que lhe agradecer pelo feito: Ele faz milagres, eu não fazia.

A Argentina está, actualmente, fora dos quatro lugares que dão o acesso directo ao Mundial 2010. Ou seja, tal como Portugal, na posição que lhes permite disputar o playoff. É uma situação delicada que poderia ter ficado irremediavelmente perdida, neste sábado, na partida frente aos peruanos. Chamado para substituir Alfio Basile, a experiência de Diego Armando Maradona como seleccionador não tem sido propriamente positiva. Aquele mergulho que se seguiu ao golo vitorioso, é bem exemplificativo do alívio que os argentinos sentiram e da importância do jogo. Ficou, também, provado que Maradona ainda sente o jogo como se estivesse dentro do relvado. Não sei se concorda, leitor, mas não me habituo a vê-lo no banco...

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Eficácia, acima de tudo o resto

No futebol, pouco importa o número de remates e de ataques que determinada equipa consegue fazer num jogo. São valores que contam, acima de tudo, para engordar a estatística. Mais do que fazê-lo em quantidade, interessa fazê-lo em qualidade. É aqui que entra a eficácia, isso sim verdadeiramente importante para uma equipa ter sucesso. Temos dois exemplos recentes que comprovam esta ideia na perfeição. Os dois recentes jogos da Selecção portuguesa. Na Dinamarca, Portugal rematou imensas vezes (cerca de trinta e cinco) enquanto na Hungria fez apenas um terço disso. O resultado, porém, foi um golo em cada um deles.

Hoje em dia, no futebol actual, é cada vez menos frequente vermos uma equipa que alcança um largo número de golos marcados. Aliás, sempre que isso sucede diz-se que é à moda antiga, o que, por si só, mostra bem como agora raramente aparecem resultados muito desnivelados. De nada vale que se remate muitas vezes à baliza contrária, se nenhumas dessas oportunidades se concretiza. O mesmo se aplica ao tipo de futebol apresentado ou, como diria Manuel Machado, à componente estética. Muitas vezes, jogar bem, fazer boa circulação de bola e deixar o adversário entalado no seu meio-campo não é sinónimo de vitória.

Obviamente que o adepto quer ópera em todos os jogos. Por que razão vai ao estádio? Para ver a sua equipa jogar e, sobretudo, vencer mas também para assistir a um bom espectáculo recheado de golos. Na Selecção nacional, todos os portugueses desejariam que assim tivesse sido na Dinamarca e na Hungria. No primeiro, ninguém se pode queixar da exibição mas apenas do injusto empate que deixou sabor a derrota. Em Budapeste, na quarta-feira, a história foi bem diferente: má exibição, merecedora de críticas, mas uma vitória, ou seja, foi alcançado o mais importante e que ainda nos permite estar na luta por um lugar no Mundial. Um jogo eficaz e pragmático, sem brilhantismos. Para nós, bem melhor do que o de Copenhaga...

sábado, 29 de agosto de 2009

Unidos pela bola

José Bento Pessoa, Figueira da Foz. O FC Porto regressou ao local onde havia sofrido a última derrota para o campeonato. Aconteceu, na época passada, no dia 1 de Novembro. Nessa altura, foi a terceira seguida depois de desaires caseiros com o Leixões e o Dínamo de Kiev. De lá para cá, passaram qualquer coisa como trezentos dias. Ganhando - na maioria das vezes - ou empatando, a equipa de Jesualdo Ferreira não mais averbou uma derrota. No regresso, venceu. Por 3-1. Com justiça, sem espaço a fantasmas tão pouco.

Giuseppe Meazza, Milão. O tetracampeão Inter começou a Serie A com um empate, em casa, frente ao recém-promovido Bari. Na segunda jornada, derby que escalda: Milan-Inter, em San Siro, no estádio que serve de a ambos. Galliani e Berlusconi, altas figuras dos rossoneri, aproveitaram a vitória com o Siena para alimentarem o ego e picarem José Mourinho. A resposta, essa, foi dada no relvado, com uma vitória esmagadora - por quatro golos - do Internazionale. Exibição de gala, deixando à mostra muitas fragilidades do Milan. Querem mesmo fazer mind-games com ele?

Santiago Bernabéu, Madrid. Estádio repleto para a estreia oficial da segunda equipa de estrelas construída por Florentino Pérez. O segundo Florenteam. Ronaldo (marcou hoje, de penalty), Kaká e Benzema são motivos de sobra para levar qualquer espectador a assistir um jogo de futebol. No entanto, neste Real Madrid-Deportivo Corunha, não houve o show de primeira classe pretendida pelos merengues. Seria impossível, neste momento. A equipa ganhou, sim, mas demonstrou ainda falta de um fio condutor do jogo e, acima de tudo, imensas debilidades defensivas. Manuel Pellegrini tem muito trabalho pela frente até encontrar uma verdadeira equipa. Até lá, seja como for, tem individualidades de sobra para resolver. Que luxo!

Angulo e Filipe Menezes. Pouco devem ter em comum. Liga-os o facto de jogarem futebol e, agora, entrarem para clubes portugueses. O primeiro, estava há longos anos no Valencia, é um experimentadíssimo futebolista e foi confirmado como reforço do Sporting após a saída de Rochemback. Um jogador de qualidade, é certo, mas já veterano (trinta e dois anos cumpridos). Menezes é, pelo contrário, um jovem de vinte e um anos de idade. Foi uma das grandes revelações do último campeonato brasileiro e, agora, o Benfica apresentou-o como o décimo reforço para esta época. A ver vamos o que dão. Ambos.

sábado, 22 de agosto de 2009

Fazer uma reflexão

Apetece perguntar: o que é feito dos goleadores? Que tipo de alergia há para com as balizas que impede os golos? São perguntas retóricas, ambas. O campeonato português, talvez adequado à realidade do país e bem longe de outros, está numa crise profunda de golos. E de vitórias. Até agora, com os jogos da primeira jornada e um da segunda cumpridos, houve oito empates, quatro deles a zero. Nenhuma equipa conseguiu chegar à marca dos dois golos marcados. A isto junta-se um mau espectáculo e, acima de tudo, sem público nas bancadas.

O futebol português precisa de uma reflexão extrema. Ontem, após o Olhanense-União de Leiria (empatado a zero, claro está), Manuel Fernandes, treinador dos leirienses, afirmou que jogará para a liga dos pobres. Assim, sem rodeios, assumiu aquilo que a sua equipa fará: tentar de tudo para segurar cada pontinho que seja, amealhando os possíveis para continuar no principal campeonato nacional. Em suma, na maioria das vezes e sobretudo quando defrontam os grandes, os clubes de menor dimensão procuram não perder. Jogam para o empate. Riscam a vitória do horizonte.

Que sentido faz jogar para o empate? Os dirigentes e adeptos dir-me-ão que procuram a manutenção, o seu objectivo, uma espécie de título para eles. No entanto, não terá maiores vantagens procurar sempre a vitória? A mim, pessoalmente, parece-me que sim porque, não tendo os mesmos argumentos, discutem o jogo e não se fecham exclusivamente nos seus últimos vinte metros do relvado, sujeitando-se a um autêntico massacre. O espectáculo agradece, o público sente entusiamo em ver jogos assim. Mas não é isso que acontece. É sintomático, de facto.

Não quero aqui comparar o campeonato português com o inglês porque, na minha opinião e penso que é generalizado, um está a anos-luz do outro. Porém, em Inglaterra, vemos os clubes mais pequenos discutir o jogo com os big four. Um exemplo: a vitória do recém-promovido Burnley frente ao tricampeão Manchester, ainda na jornada anterior. Em Espanha acontece o mesmo. Em Itália também. Os estádios estão cheios, há vontade de ver um jogo de futebol como se fosse um espectáculo familiar. Em Portugal não. É pena.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Os penaltis de Panenka, Cruyff... e Del Piero

Para marcar um penalty é necessário, acima de tudo, sangue frio. Congelado, quase. É certo que é um lance específico de jogo que é treinado e aperfeiçoado em cada sessão de treino. Contudo, muitas vezes, não interessa a classe do jogador mas a sua capacidade psicológica e o sangue de barata que consegue ter. Em quantas situações vimos alguém menos dotado tecnicamente marcar e um outro, craque e especialista, falhar? São incontáveis. Alguns tentam jogar pelo seguro e escolhem um lado. Outros gostam de enfeitar o lance: ou com paradinha, ou tentando imitar génios como Panenka ou Cruyff.

Antonín Panenka era internacional pela República Checa. Foi a ele que chegou toda a responsabilidade, na final do Europeu de 1976: caso marcasse a grande penalidade, a sua selecção vencia a prova. A tensão era grande. Panenka, abstraído de tudo, encarou olhos nos olhos o gigante guarda-redes alemão Sepp Maier. Esperou o apito do árbitro, partiu para a bola e rematou. Não como era hábito fazê-lo, rematou de forma totalmente diferente: com um toque subtil e genial, picou a bola fazendo-a entrar ao meio da baliza. Os checos, devido a esse momento de inspiração e, sobretudo, loucura venceram. Panenka, esse, reservou lugar na História do futebol.

Anos mais tarde, já na década de 80, Johan Cruyff também decidiu quebrar as regras convencionais e marcar um penalty diferente pelo Ajax. Calmamente, colocou a bola na marca. Correu, tocou para um colega seu que estava atrás, recebeu de novo e golo. Tão simples, tão brilhante. Poucos foram os que perceberam verdadeiramente o que tinha acontecido. Ainda há bem pouco tempo, em Portugal, tivemos uma imitação. Mal feita. Num jogo da selecção sub-21, Pereirinha e Rui Pedro procuraram enfeitar o lance. Correu mal e os jogadores acabaram suspensos pela Federação.

Com tudo isto, pretende-se chegar ao penalty que Del Piero, um jogador de topo, tentou marcar frente ao Aston Villa (ontem, na final da Peace Cup). Era uma imitação de Panenka. Ou tentava sê-lo. Porém, saiu mal. Muito mal. Como havia acontecido com Totti, no campeonato italiano. São jogadores de classe, ninguém duvida. Mas o que conta, realmente, isso no momento da decisão? Não teria sido mais fácil escolher um lado, tentando enganar o guarda-redes, e chutar com toda a convicção? Se calhar, sim.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Jogar nos bastidores

A demissão dos órgãos sociais do Benfica, ontem, provocando uma antecipação das eleições presidenciais para o próximo dia 3, não foi mais do que uma jogada de antecipação por parte de Luís Filipe Vieira. Facilmente se explica: os candidatos adversários de Vieira nas eleições terão, agora, muito menos tempo para formarem as suas listas e apresentarem os seus projectos. O prazo dura apenas até ao dia 22 do corrente mês. Luís Filipe Vieira sai mas pretende voltar com o apoio dos sócios. A jogada política, de bastidores, foi uma finta à oposição.

Florentino Pérez assumiu há menos de um mês a presidência do Real Madrid e já teve o poder de colocar o mercado de transferências numa verdadeira roda viva. Tudo porque quer, sem olhar a preços, juntar os melhores do futebol mundial em Madrid. O primeiro a chegar foi Manuel Pellegrini, treinador argentino que conseguiu um excelente trabalho no Villareal. Porém, hoje, os merengues garantiram Kaká, por cerca de 65 milhões de euros. É um preço pecaminoso, quase. Para Pérez, não. E ainda está esperançado em garantir Cristiano Ronaldo, um amor antigo, Ribéry e David Villa. Passar cheques é com ele...

Voltando a Portugal, através de uma deliberação da Comissão Disciplinar da Liga, ficaram consumadas as descidas do Gondomar e do Vizela em consequência do processo "Apito Final". Assim, será o Boavista a manter-se no segundo escalão do futebol profissional, ocupando a vaga deixada pelos vizelenses. O presidente Ricardo Costa foi, mais uma vez, implacável.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Uma barrigada de futebol

Um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete! São sete os jogos transmitidos, hoje, pela SportTV em directo. Três de Inglaterra, dois de Itália e mais dois de Espanha. Uma barrigada de futebol. Delicioso o Portsmouth-Liverpool, narrado por Pedro Sousa.

Um verdadeiro jogo de Premier League, cheio de emoção e intensidade. Na segunda parte, principalmente - a primeira foi muito pragmática, expectante. Ainda com o jogo empatado a zero, Ryan Babel protagonizou um lance que parecia tirado dos melhores apanhados de futebol, quando, com a baliza completamente escancarada, não conseguiu marcar. Na jogada seguinte, golo do Portsmouth. É futebol. Sete minutos depois, Peter Crouch 'ofereceu' a bola a Dirk Kuyt, que não marcando ganhou um livre indirecto já dentro da àrea; remate de Fabio Aurelio e golo. Empate, aos 70 minutos. Foi então numa fase em que o golo do Liverpool, da reviravolta, se anunciava que o Portsmouth voltou a marcar. Por Hreidarsson, num frango de Reina. Mais um erro, mais um golo e a equipa de Tony Adams estava de novo na frente. Até ao minuto 85, quando Kuyt aproveitou uma barracada de Distin e fuzilou David James, também ele com culpas. Segundo empate no jogo. Ora bem, já se sabe que o Liverpool é a equipa que mais golos marca em período de descontos; cabeceamento de Fernando Torres e já está. Aos 91 minutos, estava feita a reviravolta. Depois de estar por duas vezes a perder. O futebol tem destas latitudes, como diria o outro.

Antes disso já tinha visto o Manchester City ganhar ao Midllesbrough com um golo de Craig Bellamy e uma exibição assombrosa do guarda-redes Shay Given, recém-chegado do Newcastle. Já tinha visto o Chelsea voltar a desperdiçar pontos, em casa, com um nulo frente ao Hull City. De Itália, vi o Inter ganhar 3-0 em Lecce. Neste momento ouço Carlos Dias no AC Milan-Reggina. E mesmo ao lado há o Real Madrid-Racing Santander. Tanta bola!

domingo, 8 de junho de 2008

Futebolês

Futebolês!! Cá está mais um blog pra juntar aos milhentos que há por aí... Não é preciso explicar em que consiste pois não??

Bem, talvez seja melhor! Futebolês é um blog criado pra falar das minhas paixões: futebol e comunicação (rádio, bem entendido).

Espero que gostem!!