terça-feira, 30 de setembro de 2008

Arsenal-FC Porto, 4-0: humilhação segundo Van Persie


Até à meia-hora, o jogo até estava a correr mais ou menos bem. O Arsenal arrancou a todo o gás e esteve sempre perto da baliza de Helton, mas foram do FC Porto as melhores oportunidades: Rodíguez, depois de uma grande jogada de contra-ataque, cabeceou à barra; Lisandro obrigou Almunia a uma defesa apertada e a seguir viu Clichy tirar a bola sobre a linha de golo. Depois apareceu Van Persie, sozinho, no meio da defesa portista e marcou o primeiro do Arsenal. Pois bem, o FC Porto acabou aqui. Intimidados, os dragões nunca conseguiram pôr o plano em prática.

Apareceu o segundo golo. Por Adebayor, numa jogada em que Rolando ficou a ver navios. Ao intervalo, Jesualdo lançou Lucho. O argentino entrou sem ritmo e nunca foi o "comandante". Veio o terceiro golo, numa falha incrível de Bruno Alves que parecia um armário pela forma como se deixou ultrapassar por Walcott - grande, grande jogador. Van Persie, sem dificuldade, bisou. Que pesadelo! O FC Porto acabou. Literalmente. Deu para os jogadores do Arsenal fazerem habilidades, para os adeptos se divertirem. Até que veio o quarto golo, num penalty parvo de Guarín. Ficou pelos 4-0, mas podiam ter sido muitos mais.

Destaques para Lisandro (enorme) Tomás Costa e Helton que, apesar de tudo, foram os melhores. Ah, e claro para Guarín e Benítez. Pela negativa. Foram bar aberto.

domingo, 28 de setembro de 2008

Colaborador do Futebolartte

A partir de hoje sou mais um colaborador do blogue FUTEBOLARTTE. Agradeço à equipa pelo convite.

Benfica - Sporting: vitória à Rey(es)


Com competência e eficácia. Foi com estas armas que o Benfica contou para derrotar o Sporting no clássico dos clássicos. Uma vitória que não merece qualquer discussão. O Benfica foi melhor em todos os aspectos. E Quique deu uma aula a Paulo Bento, que foi obrigado a meter a viola no saco.


O Sporting começou bem. Logo aos 40 segundos, depois de um passe longo, Yannick só com Quim pela frente teve oportunidade de marcar mas atirou por cima. A equipa sportinguista estava com vontade de resolver "a coisa" cedo. O Benfica estava preso, sem nunca se conseguir soltar para o ataque. Até aos 20 minutos, altura em que Maxi Pereira - grande jogo! - arrancou bem e ofereceu um golo feito a Nuno Gomes, que mandou para a bancada. Grande oportunidade. A resposta não se deixou esperar: Postiga rematou bem de fora da área e Quim respondeu com uma defesa fantástica. Esta foi a fase mais intensa do Sporting e ao Benfica valeu Sidnei. Por duas vezes, o central do Benfica foi fundamental, com dois cortes na hora H. Ma foi o Benfica que acabou a primeira parte em cima da área de Rui Patrício.

A AULA TÁCTICA DE QUIQUE

Ao intervalo, Quique Flores mexeu bem. Tirou Ruben Amorim, que praticamente passou ao lado do jogo e colocou Katsouranis a jogar ao lado de Yebda, descaindo assim Carlos Martins para o lado direito. Com esta troca, o Benfica passou a ter mais bola e mais poder no meio-campo. O Sporting entrou muito mal na segunda parte e andou sempre à procura do Norte. Com a entrada de Aimar, o Benfica foi definitivamente para cima. Até que veio o golo, aos 66 minutos. Reyes tabelou bem com "El Mago" e, de trivela, colocou a bola no fundo da baliza de Patrício. Um golaço. Uma festa enorme na Luz.

Paulo Bento respondeu no minuto seguinte, trocando Hélder Postiga por Derlei. Mas o Benfica tinha o comando das operações e a vinte minutos do fim desferiu o golpe final. Num canto de Carlos Martins, Sidnei fez o segundo, num tiraço de cabeça. Mais uma explosão na Luz. Agora sim, o resultado estava feito. E o Sporting despachado.

DESTAQUES:

DUARTE GOMES: Arbitragem quase perfeita. Dúvidas apenas num lance entre Yebda e Postiga, na área do Sporting, ainda na primeira parte.

QUIQUE FLORES: Sem ter sido um jogo brilhante, o Benfica controlou e venceu de forma clara. Esteve bem nas substituições, principalmente ao colocar Katsouranis que trouxe outro ritmo ao jogo. Ah, e deu uma autêntica aula a Paulo Bento. É preciso mais?

PAULO BENTO: Disse na véspera do jogo que nunca tinha perdido na Luz como treinador. Abusou da confiança e foi obrigado a engolir em seco. Até porque o Sporting, na segunda parte esteve desnorteado. Até fez lembrar o jogo de Barcelona.

MELHOR EM CAMPO: Reyes. Pelo golaço que marcou e pelo que jogou. Mas também poderiam ser Sidnei ou Yebda, por exemplo.

sábado, 27 de setembro de 2008

Vukcevic: que futuro?

É estranho o que se passa entre Vukcevic e Paulo Bento. É estranho que o treinador não conte com um dos jogadores mais importantes da época passada. E ainda mais estranho é o isolamento do montenegrino.

Os adeptos do Sporting continuam a reclamar pela titularidade de Vukcevic. No último jogo em Alvalade, frente ao Belenenses, recebeu um enorme aplauso quando entrou. Mas Paulo Bento não conta com ele. E até os próprios colegas parecem estar distantes de Vuk. No final do mesmo jogo com o Belenenses, o Sporting impediu a sua presença no "flash-interview" da SportTV. Mesmo assim, na zona mista, o jogador assumiu que estava grato ao clube e aos seus adeptos mas que tinha decidido sair em Dezembro. Paulo Bento respondeu que a única certeza que tinha é que o Natal é dia 25. Estranho, não?

Vukcevic está à deriva. Assim como Stojkovic. É pena.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Liga Sagres: Sporting acelera e Benfica cola-se ao FC Porto

Quatro, já são quatro! O FC Porto, depois do clássico da Luz, voltou a ceder pontos. Em Vila do Conde, os portistas nunca estiveram em campo. Sempre muito apáticos, sem chama.
O Sporting é que esfregou as mãos de felicidade. Despachou um Belenenses muito, muito macio com golos de Postiga - irregular - e Romagnoli, de penalty. Lidera com quatro pontos de vantagem. Tanto sobre o FC Porto como sobre o Benfica, que se estreou a ganhar na Liga Sagres. Em Paços de Ferreira, num jogo louco que acabou num 4-3.
Destaque ainda para o Nacional (e para Manuel Machado, é claro) que vai em três jogos, três vitórias. Assim como o Sporting.

E para a semana há derby.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Taça UEFA: ainda há Luz...

Comme si comme ça. O Benfica não entrou bem na Taça UEFA. Em Nápoles, a equipa encarnada perdeu por 3-2. Mas, tendo em conta que ainda falta um jogo, nem foi mau de todo. O estreante Suazo é que esteve em grande.

O jogo começou bom e com oportunidades de parte a parte. Primeiro para o Benfica, num remate de Reyes a que Navarro respondeu bem; mais tarde um bom trabalho de Denis obrigou Quim a desviar a bola para canto. Depois apareceu David Suazo. O avançado hondurenho, após canto de Reyes, cabeceou de cima para baixo e colocou o Benfica em vantagem. Mas era sol de pouca dura. Na jogada seguinte, depois de um ressalto nas pernas de Luisão, Vitale empatou o jogo. Ainda o Benfica estava a digerir o golo sofrido, quando Denis aproveitou o grande trabalho de Hamsik e fez o segundo golo dos italianos, operando a reviravolta. Frenético!
O Benfica não mais se encontrou e, mesmo em cima do intervalo, Léo tirou a bola em cima da linha de baliza, depois de uma má saída de Quim - o que é que se passará com o homem?

Para a segunda parte, Quique Flores tirou Urretaviscaya e colocou Balboa em campo. A equipa melhorou substancialmente, mas sofreu mais um revés, quando Maggio marcou o terceiro golo do Nápoles, beneficiando de um desvio de Léo que traiu Quim. O resultado em nada agradava aos encarnados, que aos 60 minutos reduziram a desvantagem. Jose Antonio Reyes - esteve nos dois golos - colocou a bola na área e Luisão mandou uma bomba para dentro da baliza de Navarro. Entraram depois Katsouranis e Nuno Gomes para os lugares de Carlos Martins e Di María e o Benfica ganhou alguma estabilidade, principalmente defensiva. Até nem foi mau...

Na Luz, basta um golo. Mas a defesa não pode ter tanto tremelique.


RESULTADOS:

Nápoles 3-2 Benfica
Portsmouth 2-0 V.Guimarães
Valência 1-0 Marítimo
V.Setúbal 1-1 Heerenveen
Sp.Braga 4-0 Artmedia

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

FC Porto-Fenerbahçe, 3-1: custou mas foi!


Acabou a maldição do FC Porto. Seis anos depois, os tricampeões nacionais conseguiram vencer na primeira jornada da Liga dos Campeões. Frente aos turcos do Fenerbahçe, a coisa esteve difícil. E não foi pouco. O FC Porto tem muito a rever, principalmente nas laterais. É que Benítez e Sapunaru...

Melhor começo era impossível. No primeiro quarto de hora, dois golos. Primeiro Lisandro, depois Lucho. A equipa jogava e encantava. A festa nas bancadas era enorme. O jogo tinha um único sentido e havia já quem pensasse naquelas goleadas das antigas. Mas... há sempre um mas. Estranhamente, o segundo golo deixou a equipa muito relaxada e quase que a gerir o resultado. O que convenhamos, com 20 minutos de jogo é um pouco cedo para o fazer. O Fenerbahçe aproveitou as atrapalhações e as desconcentrações do FC Porto e conseguiu chegar-se à baliza de Helton. Já depois de Lisandro ter desperdiçado o 3-0 quando tinha apenas o guarda-redes Demirel pela frente, David Güiza reduziou a desvantagem. O jogo parecia relançado, quando podia estar completamente "morto". Até ao intervalo, aquele FC Porto dos primeiros vinte minutos nunca mais existiu. Não se percebe o que se passou com a equipa. Estranhíssimo!

A segunda parte começou como acabou a primeira. Com tanto tremelique e aselhice do FC Porto, os turcos de Luis Aragonés poderiam mesmo ter chegado ao empate. Ficaram ainda duas grandes penalidades por marcar a favor do Fenerbahçe, é justo dizê-lo. Os adeptos assobiavam, aplaudiam, gritavam, desesperavam. Já em tempo de descontos, a loucura total. Sapunaru jogou bem para Lino - entrado no minuto anterior - que, de primeira colocou a bola dentro da baliza de Volkan Demirel. Um golo festejado como se de uma final se tratasse. De loucos.

Que jogo esquisito...

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Barcelona-Sporting, 3-1: sem ganas!


O Sporting entrou mal na Liga dos Campeões. Muito mal mesmo. O Barcelona a jogar à Cruyff, com apenas três defesas, anulou por completo os leões, que nunca entraram no jogo. E eram eles que estavam em crise não era?

Os primeiros vinte minutos de jogo foram terríveis para os leões. Muito nervosa e errante, a equipa de Paulo Bento praticamente não passou o meio-campo e Messi fez a vida num Inferno à defesa sportinguista. As oportunidades apareceram naturalmente e, na sequência do primeiro canto para o Barça, Rafa Marquez - completamente sozinho - marcou o primeiro. Nada a dizer.
A partir do golo, os blaugrana diminuiram o ritmo e, a espaços, o Sporting tentou pegar no jogo. Mesmo sem criar grande perigo para a baliza de Valdés. Enquanto isso, o Barça continuava a jogar bem, mas com muito desacerto na finalização. Iniesta, Xavi e Messi jogavam e faziam jogar.

OS AUTO-GOLOS DE PAULO BENTO

A segunda parte começou bem para o Sporting. Yannick Djaló ganhou a bola a Dani Alves e colocou-a na área, mas Derlei não aproveitou. Grande oportunidade desperdiçada. Quem não marca sofre e, alguns minutos mais tarde, aos 59, Abel cometeu penalty sobre Eto'o. 2-0 e o jogo parecia arrumado.

Paulo Bento decidiu mexer na equipa. Tirou Yannick, um dos melhores, e colocou Postiga em campo ao lado do apagado Derlei. Depois colocou Veloso no lugar de Romagnoli. Foi a partir desta segunda alteração, que a equipa cresceu. Foi dos pés de Miguel Veloso que nasceu o golo de Tonel, o golo para relançar o jogo. O Barça desnorteou-se, mas o Sporting não conseguiu aproveitar. Muito por culpa de uma má análise de Paulo Bento, que encostou Veloso na esquerda e recuou Moutinho para médio-defensivo. Assim, acabou a pressão do Sporting e os blaugrana jogaram ao seu ritmo. Perto do fim, depois de uma jogada genial, Xavi fez o 3-1.

Incontestável!

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Eclipse Pauleta

Estava a ver os resumos da Liga Francesa e, quando passou o jogo do PSG com o Nantes, lembrei-me de Pauleta. Por onde anda o Pauleta, o melhor marcador de sempre da Selecção Nacional? Alguém sabe? Eu não faço a mínima.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Selecção: como perder um jogo em dez minutos...


Faltam seis minutos para o fim do tempo regulamentar. Portugal ganha por 1-0 e já podiam ser três ou quatro. A vitória está no bolso. Eis então que a Dinamarca resolve dar uma aula de como ganhar um jogo em dez minutos. Ou de o perder, se for o caso de Portugal. Niklas Bendtner tira Bosingwa do caminho e remata para o fundo da baliza de Quim. Dois minutos depois, Nuno Gomes é abalroado dentro da área. Deco, na conversão da grande penalidade, volta a colocar Portugal em vantagem. Uff! Já não escapa, pensam os portugueses. Em cima dos noventa, Poulsen antecipa-se a Quim e volta a empatar a partida. Que balde de água fria! Três minutos depois, nos descontos, Jensen remata, a bola bate no corpo de Pepe e vai direitinha para dentro da baliza portuguesa. Inacreditável. Bizarro.

Portugal entrou mal no jogo. Por duas vezes, Bendtner mostrou que esta Dinamarca, a jogar em 4x2x4, não era apenas um figurante. Estava ali para discutir o jogo. A equipa nacional assentou e foi a vez de Deco pegar no jogo, colocando a Dinamarca no lugar. Mesmo sem massacrar, Portugal teve um claro domínio e criou várias oportunidades, entre elas um remate de Paulo Ferreira que obrigou Andersen a uma defesa fantástica. Os dinamarqueses criavam perigo, essencialmente, nas bolas paradas - o mesmo mal de sempre. Estiveram, mesmo, perto de marcar, num ressalto em Meireles, que Quim defendeu. Perto do intervalo, surgiu o golo de Portugal. Paulo Ferreira abriu na esquerda para Hugo Almeida, que cruzou para Nani marcar.
Uma jogada genial do ataque português.

FALHAR, FALHAR E FALHAR

A segunda parte tinha tudo para ser a confirmação da vitória de Portugal. Tudo não, porque Simão, Nani e Hugo Almeida não queriam nada com a baliza. A Dinamarca não criava perigo e Carlos Queiroz lançou Nuno Gomes e Danny, para os lugares de Hugo Almeida e Simão Sabrosa. Foram os recém-entrados que quase acabaram com o jogo. Primeiro Danny, numa grande jogada de contra-ataque atirou ao lado, só com Andersen pela frente; depois, aos 77 minutos, foi Nuno Gomes, que de baliza escancarada atirou a bola para a bancada.

Tanto falhanço não dá bom resultado. Não pode dar. Aos 84 minutos, Agger jogou bem para Bendtner, que empatou o jogo. Que gelo em Alvalade. Na jogada seguinte, Deco - não merecia perder por nada deste mundo - sacou um coelho da cartola. Começou e concluiu a jogada do penalty, com Nuno Gomes como intermediário e Portugal estava de novo em vantagem. A quatro minutos do fim, a vitória estava quase garantida. Faltava o quase. Morten Olsen meteu a carne toda no assador e mandou a equipa para cima dos portugueses. Queiroz tirou Nani e fez entrar Moutinho para o meio-campo. Não teria sido melhor ter posto Bruno Alves? Até pela estatura dos dinamarqueses. Foi mesmo por aí, pelas alturas, que surgiu o golo de Polsen, o segundo da Dinamarca. Gelado, gelado. Três minutos depois, Martin Jensen marcou o terceiro. Um golo caído do céu aos trambolhões que deu a vitória. Incrível!


"Na noite em que Quim parecia que andava a ver jogos do Bétis, pela maneira como saía da baliza" - Pedro Sousa (RR)

terça-feira, 9 de setembro de 2008

É Caçador mas não é milagreiro!

Não houve milagres. A selecção sub-21 de Portugal não se conseguiu apurar para o Euro 2009. A equipa nacional não foi além de um empate a dois com a Irlanda, última classificada do grupo. Até esteve a ganhar por 2-0, mas a segunda parte foi um autêntico desastre.

Só havia uma hipótese: ganhar. E mesmo assim era preciso uma série de resultados favoráveis à qualificação. O início do jogo trouxe boas indicações, com Portugal a dominar e a criar algumas ocasiões de golo. Aos 37 minutos, Vieirinha recuperou a bola e cruzou para a área, onde Vaz Té aproveitou e abriu o marcador. Um golo mais do que necessário. A equipa animou-se e, mesmo em cima do intervalo, voltou a marcar. Manuel Fernandes, o capitão, fez o segundo golo. Perfeito.

O intervalo fez mal a Portugal. Muito mal. Logo aos 49 minutos, Garvan, com um grande remate, fez o golo da Irlanda. Balde de água fria e a qualificação a fugir. No minuto seguinte, McCarthy esteve próximo do empate, mas Ricardo Baptista - substituiu o lesionado Rui Patrício - opôs-se bem. Depois disso, a equipa nunca mais se encontrou.
Foi então que Garvan resolveu ser desmancha-prazeres, aos 64 minutos, fazendo o empate. Tudo estragado!

Até final, Portugal lançou-se ao ataque, à procura da vitória. E da qualificação. Saleiro, a quinze minutos do fim, esteve perto de marcar. Depois foi a vez de Hélder Barbosa rematar ao ferro. Não chegou.

Desilusão. Enorme desilusão.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Resultados da sondagem

Pedro Sousa, jornalista da RR, foi o vencedor da sondagem realizada aqui no Futebolês. Uma sondagem sobre qual seria o melhor relatador português.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Foi cobardia, sim senhor!

A decisão de Scolari em nunca convocar Vítor Baía para a Selecção Nacional foi a polémica que fez correr mais tinta em Portugal, nestes últimos anos. Apito Dourado à parte, é lógico. Uma decisão que ninguém percebe.

Vítor Baía falou, ontem, pela primeira vez sobre Scolari. Sim, porque durante todos estes anos, não fez uma única crítica ao seleccionador para não criar as tais pressões. E falou para dizer que ainda espera uma explicação por não ter sido convocado e para dizer que Scolari foi cobarde. O agora treinador do Chelsea respondeu dizendo que foi apenas "opção técnica". Como é que o melhor guarda-redes da Europa não é convocado para a Selecção por "opção técnica"? Alguém percebe? Eu acho que é impossível perceber.

Depois é claro que se criam as teorias da conspiração. Ou Vítor Baía criava instabilidade no grupo; ou era testemunha de não sei o quê; ou se fosse convocado era sinal que o seleccionador estava a ceder a pressões exteriores e bla bla bla. Algumas delas ridículas. Mas afinal e, segundo Scolari, a explicação é simples: opção. Não entendo! Alguém entende?

Mas há mais. Com a chegada de Carlos Queiroz, parece que Ricardo perdeu de vez a titularidade da baliza de Portugal. Ele que era intocável para Scolari. Assim à primeira vista, pode parecer que estamos perante dois casos muito semelhantes. Mas nada disso! Ricardo não tem lugar no Bétis, o seu clube. Por isso não joga na Selecção. Vítor Baía era simplesmente o melhor da Europa. Semelhanças? Nenhumas.

Foi cobardia, sim senhor.

Cobardia e opções esquisitas

Vítor Baía voltou à carga. Numa entrevista à Rádio Renascença, o director das relações externas do FC Porto criticou Scolari e disse, ainda, não saber o porquê do seu afastamento. Mas alguém sabe?

"É algo que me entristece bastante, acima de tudo a não frontalidade e a cobardia das pessoas, nomeadamente a do antigo seleccionador nacional em não assumir publicamente as razões do meu afastamento." Mas será que Vítor Baía acredita que Scolari um dia lhe explicará, pessoalmente, os motivos do seu afastamento? A resposta foi clara: "Não, não acredito que tenha coragem porque nunca a teve e agora foi o Carlos Freitas através de um livro que veio falar da minha ausência da Selecção, com motivos que a mim me soam a ridículos. Acaba por ser a voz do próprio Scolari, mas cobardemente, porque não teve coragem de o dizer pessoalmente", disse o ex-guarda-redes do FC Porto.

O tal livro de que Vítor Baía fala é Luiz Felipe, o homem por trás de Scolari, da autoria do jornalista José Carlos Freitas, publicado logo depois do Euro 2008. Nesse mesmo livro, são apontados dois motivos para a não convocatória do então guarda-redes do FC Porto: um deles é o facto de alguns jogadores da Selecção se terem queixado; o outro é que caso Scolari convocasse Baía estaria a ceder às pressões do FC Porto e de José Mourinho.

SCOLARI: "FOI OPÇÃO TÉCNICA"

Confrontado com as críticas de Vítor Baía, Scolari reagiu, dizendo que foi apenas opção técnica. "As escolhas que fiz na época e as que faço agora são de acordo com as minhas convicções. Já falei 120 vezes a mesma coisa, que foi por opção técnica", disse o agora treinador do Chelsea, sem querer falar mais do assunto.

Pronto, está explicado. O melhor guarda-redes da Europa não foi convocado por "opção técnica". Continuamos na mesma.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

As crónicas do BB


CAMPEONATO MAIS EQUILIBRADO?

Primeiramente dizer que esta minha colaboração com o blogue FUTEBOLÊS é mensal e procurarei ao longo dos posts enviados, abordar os mais variados aspectos do fenómeno desportivo em Portugal, e não necessariamente só e apenas o futebol. Acrescentar ainda que as opiniões aqui expressas por mim, apenas e só veiculam o signatário e nunca os mentores do blogue.


Como será este campeonato de futebol? Mais equilibrado e mais emotivo? Estou em crer que sim por duas ordens de razões. Primeiro porque a diferença entre os três grandes parece estar mais curta, segundo porque das restantes equipas poderão emergir algumas que poderão intrometer-se na luta pelos lugares cimeiros.


O FC Porto, campeão em título, perde duas importantes referências, Paulo Assunção e Quaresma. Ganha na transferência do extremo o ponto de equilíbrio para a posição seis, Pelé, que poderá acabar de vez, ou não, com a incerteza que reinava na atribuição da posição de trinco. Perde a magia do cigano, mas ganha velocidade na transição ofensiva com a rapidez e objectividade de Rodríguez, para além de ganhar, face ao que se viu nos primeiros jogos, com a contratação de Hulk. A resposta na primazia da candidatura ao título é proporcional à capacidade de adaptação dos novos reforços a uma casa que está habituada a vencer.


O Sporting está mais adulto e por isso mais maduro, com mais e melhores soluções para todas as posições, o que pode proporcionar uma maior tranquilidade, igual por dizer que a equipa não está tão sujeita a oscilações de forma quer por lesões ou castigos, e com isso ser mais consistente na luta pelo título. Não perdeu nenhuma das suas pedras mais importantes, ganhou com as entradas de Caneira e Rochemback, e tem quatro excelentes soluções para o ataque: Liedson e Derlei (os mais titulares) com Djaló e Postiga na espreita das vagas.


O Benfica está este ano mais forte, com boas soluções do meio campo para a frente e com algumas dificuldades na defensiva, que o regresso de David Luiz e a aparição de Sidney poderão ajudar a resolver, libertando o grego Katsouranis para a sua posição natural, trinco. Isto porque pelo que se viu neste inicio de época, essa posição carece de alguém que saiba defender mas que saiba acima de tudo ser o primeiro lançador de um ataque que tem material para assustar qualquer defesa, Aimar, Cardozo, Reyes, Suazo, assim as mazelas crónicas do argentino o deixem de apoquentar e a adaptação do espanhol se faça mais rápida que nos clubes anteriores.


Braga, Guimarães, Setúbal e Nacional poderão ser os mais atrevidos logo a seguir aos grandes.


Começa mal a penalização por vídeo, com um processo sumaríssimo, já transformado pelo Benfica em processo sumário, a Luisão. Não que a agressão não tenha existido, mas porque os meios de análise e visionamento são desiguais. Em cada jornada há no mínimo três jogos que não são televisionados, logo a captação das imagens faz-se com uma só câmara, o que me leva a perguntar se lances semelhantes ao do central encarnado não aconteceram nas seis partidas não transmitidas nas duas primeiras jornadas.A lei é justa se for aplicada de igual forma para todos.

BERNARDINO BARROS

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Entrevista a Pedro Azevedo (RR) - Parte I

Pedro Azevedo nasceu, na Póvoa de Varzim, a 29 de Novembro de 1967. Fez o primeiro relato de futebol em 1985, numa rádio local, um jogo entre o Varzim e o Gil Vicente. Esteve, depois, um curto tempo na TSF mas não recusou o convite de Ribeiro Cristóvão para entrar para o Departamento de Desporto da Rádio Renascença. Já lá vão 20 anos. Esteve nos grandes momentos internacionais do FC Porto, em Sevilha e na Alemanha. Diz que para alguém ter sucesso numa profissão precisa de ter gosto nela e não se sente um bom relator. Uma entrevista do blogue FUTEBOLÊS.

“NÃO ME CONSIDERO UM BOM RELATOR”

FUTEBOLÊS: A partir de que momento sentiu que daria um bom relator?
PEDRO AZEVEDO: Sem falsas modéstias, nunca me senti um bom relator. Assino as transmissões desportivas com muita paixão e dádiva total. Dou um cunho pessoal aos meus trabalhos. O resto fica para os ouvintes, os únicos que me poderão julgar. Se gostam, agradeço. É um estímulo. E é aos ouvintes que dedico o meu esforço diário, na profissão que abracei.

F: Como chegou à Rádio Renascença?
PA: A convite de Ribeiro Cristóvão, director do Departamento de Desporto da RR. Fiz o último terço da época de 87/88 para a TSF, uma rádio que estava a nascer e que só emitia para a Grande Lisboa. O Ribeiro Cristóvão ouviu e convidou-me. Não hesitei. Foi em Maio de 1988.

F: Quais as referências no jornalismo desportivo?
PA: Ribeiro Cristóvão e Alves dos Santos. Os melhores de sempre, na minha opinião.

F: Qual o segredo para termos um bom relator?
PA: Para se ter sucesso numa profissão, é preciso ter interesse nela. Depois, é necessário juntar dinamismo, sentido crítico, linguagem simples, clara e concreta e usar a imaginação. A experiência acumulada faz o resto. No momento em que escrevo esta resposta (3 Setembro 2008), tenho 1404 relatos de futebol narrados na RR.

F: Momento mais alto da carreira? Aposto na final da Champions em 2004.
PA: Boa aposta. Foi um dos momentos altos, a par da final da Taça UEFA de 2003, as fases finais dos Mundiais de 2002 e 2006 e dos Europeus de 2004 e 2008. Também foi marcante para mim, com pouco tempo de casa, ter sido o escolhido para a cobertura dos Jogos Olímpicos de 92.

F: Vamos agora para um momento triste: a morte de Féher. O que sentiu na altura?
PA: Chorei em directo ao microfone e tive durante vários minutos a voz embargada pela emoção. Foi à minha frente. Senti na forma como Féher caiu no relvado que o jogador tinha falecido naquele instante. Incrível...Chocante! Um momento de grande tristeza.

F: Imagino que sim. O seu colega Pedro Sousa disse-me que faz o que gosta e ainda lhe pagam por isso. Concorda?
PA: Concordo. É um prazer relatar um jogo de futebol. E eu também sou dos que faço o que gosto e gosto do que faço...

F: Incentivava, por isso, alguém que quisesse ser jornalista desportivo?
PA: Sim, desde que esse alguém sentisse vocação.

(CONTINUA)

Entrevista a Pedro Azevedo (RR) - Parte II

(CONTINUAÇÃO)

"CONTINUARÁ A FALAR-SE DE ARBITRAGEM"

F: Certamente que torce por algum clube...
PA: Sim. Todos os portugueses gostam de futebol e têm clube preferido. O meu é o Varzim, o clube da minha terra. É um clube com uma história bonita no futebol português. Vesti a camisola do Varzim, em todos os escalões jovens, e sinto um grande orgulho nisso. Também fui dirigente do clube e em 2007 agraciado com um diploma de reconhecimento pelos serviços prestados. Vibro com as vitórias e sofro com as derrotas do Varzim.

F: Já agora, qual o melhor relator português na sua opinião?
PA: Pedro Sousa.

F: Mudando um pouco de rota. O que acha da Liga Portuguesa?
PA: Tem três grandes defeitos: ganham sempre os mesmos, vive acima das suas possibilidades e importa jogadores de fraca qualidade em detrimento de jovens portugueses que por causa dessas opções comprometem carreiras.

F: Portugal é um país onde se continua a falar muito dos árbitros...
PA: Somos latinos. Será sempre assim.

F: O Apito Dourado é algo que mancha o futebol português?
PA: A lentidão da justiça, mancha ainda mais, o futebol e o país. Basta olhar para casos idênticos noutros países... E depois, o processo ficou desacreditado à nascença por só ter acontecido de Leiria para cima!...

F: Diz-se que o Euro 2004 trouxe melhores condições de trabalho aos jornalistas. É assim?
PA: Sem dúvida. Os estádios portugueses do mapa Euro, são melhores para trabalhar, do que por exemplo, a grande maioria dos estádios ingleses e grande parte dos espanhóis, só para citar os dois melhores campeonatos do Mundo, na actualidade.

F: Mas a verdade é que assistimos a jogos da Premier League com a lotação completa e em Portugal, por vezes, nem um terço da lotação têm... Também isso afecta o trabalho dos jornalistas?
PA: Pode tirar algum entusiasmo aos jogadores e por contágio, aos jornalistas. Os clubes terão de baixar os preços, e expor mais os jogadores ao longo da semana na promoção dos jogos, para atrair público aos estádios.

New look

O Futebolês está diferente. Tem um novo visual, bem mais bonito. Deu algum trabalho... Mas valeu a pena. Agradeço os retoques finais do Diogo Fernandes.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Sporting e Nacional na frente

O FC Porto saiu da pole-position. 1007 dias depois há novo líder na Liga Sagres. Ou melhor, novos líderes. Um é o Nacional. A equipa de Manuel Machado leva dois jogos e duas vitórias. O treinador diz que o objectivo é apenas e só a manutenção, mas acho que a UEFA está nos horizontes. Não digo isto apenas pelos resultados.

O outro líder é o Sporting. Ora os leões venceram o Sp.Braga, no estádio AXA, por 1-0. A equipa de Paulo Bento entrou a ganhar, com um golo de Hélder Postiga - alvíssaras! - logo aos 4 minutos. Depois disso, os jogadores do Sporting foram suficientemente inteligentes para gerir a partida, entregando a iniciativa ao Sp.Braga que quase nunca incomodou Rui Patrício. Apenas por duas ocasiões, em dois cabeceamentos de Linz que saíram um pouco ao lado. E num outro lance em que os arsenalistas reclamam um penalty, quando Meyong e Postiga se embrulharam na área. Ficam as dúvidas, mas o certo é que Bruno Paixão marcou falta do jogador do Sp. Braga. A equipa de Jorge Jesus nunca desistiu e lutou, lutou mas arragou-se demasiado às individualidades e não teve arte nem engenho para chegar ao golo. O jogo acabou definitivamente ao minuto 80, quando João Pereira foi expulso por pisar João Moutinho. Ainda há sumaríssimos não há?

Frente ao Marítimo, que ainda não ganhou na nova Liga Sagres, o Vitória de Guimarães ganhou graças a um golo de Roberto. Desta vez nenhum assistente se lembrou de o anular. Mas também houve erros. E graves. Pedro Henriques parece alérgico a penaltis. Ficou um por marcar a favor dos maritimistas.

Quanto aos outros jogos, a Académica venceu o Rio Ave, graças a um golo soberbo de Garcés, que meteu a bola onde dorme a coruja. Um daqueles golos que vale o preço do bilhete. E por falar em golos de levantar o estádio... Houve mais! Na Trofa, Zé Manel fez um chapéu fantástico a Paulo Lopes, na primeira vitória do Leixões de José Mota na Liga Sagres . No Restelo, Zé Pedro mandou uma bomba para dentro da baliza do Paços de Ferreira, mesmo assim insuficiente para garantir a vitória.

O campeonato volta daqui a três semanas. Pelo meio há Selecção e Taça da Liga.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Negócio fechado: Quaresma é do Inter

Finalmente!! Depois de tanto imbróglio com avanços e recuos, o Inter conseguiu contratar Ricardo Quaresma. Não pelos 40 milhões que Pinto da Costa tanto queria. Por 18,6 milhões e ainda o passe do internacional sub-21 português Pelé, avaliado em 6 milhões €. Mas o Mustang ainda pode render mais 6 milhões aos portistas.

Não era segredo algum. A vontade de Quaresma era só uma: jogar no Inter. Ele já o tinha dito por diversas ocasiões. E Mourinho também nunca escondeu que queria contar com o extremo. Final feliz, por isso. Quanto ao FC Porto, perde aquela que foi a par de Lucho a maior estrela do campeonato passado, mas ganha um reforço de peso: Pelé, um médio defensivo. Ora era mesmo disso que os portistas precisavam.

Voltando ao Harry Potter, que com 24 anos volta a sair para o estrangeiro, depois de uma passagem um pouco conturbada por Barcelona. O FC Porto, principalmente, mas também a própria Liga portuguesa perde um mágico, um jogador fantástico quando inspirado, um verdadeiro talento. O senhor das trivelas. Perde momentos únicos, deliciosos. Obrigado, Ricardo!


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