terça-feira, 4 de novembro de 2008

Euforias e crises...

O FC Porto não está bem. Depois de na semana passada, o Leixões ter gelado o Dragão, agora foi a vez da Naval abater os portistas, com um golo de Daniel Cruz. É lógico que esta situação não é normal, ainda para mais no tricampeão nacional. Pior que isso, é o desnorte evidenciado pela equipa, pelas suas pedras-base.

Ao contrário, o Benfica ganhou, numa exibição de grande carácter e união - complicada desde a expulsão de Reyes perto do intervalo - em Guimarães, frente ao Vitória. Assim como o Sporting que, graças a um golo de Liedson, venceu o Rio Ave em Vila do Conde num jogo com pouco interesse.

Mas falta o melhor e como os últimos são os primeiros, falta o líder. O Leixões. Vitória sobre o Paços e comando isolado. Alguém diria que isso era possível à sétima jornada? Ninguém, certamente! Mas desengane-se quem pensa que este campeonato é normal.

sábado, 1 de novembro de 2008

Aqui há crise...


Não há duas sem três. O FC Porto perdeu pela terceira vez consecutiva. Frente à Naval, na Figueira, depois de Dínamo de Kiev e Leixões. O que já não acontecia desde que farmácia se escrevia com "ph". Um autêntico desnorte.

Os portistas nunca estiveram em campo. Literalmente. Sem atitude, sem garra, sem chama. Apenas duas (sim, duas!) grandes ocasiões de golo. Primeiro quando Lisandro permitiu uma grande defesa a Peiser; depois num cabeceamento de Bruno Alves ao poste. De resto, não houve ideias, nem audácia e, principalmente, não houve inspiração.

Jesualdo também não escapou ao desastre. Naufragou tacticamente. Mandou Lino para a bancada para apostar em Benítez para lateral esquerdo, ao intervalo passou Tomás Costa para essa posição e acabou com Raul Meireles. São trocas a mais e não há sistema que resista. Mas não é o único culpado, evidentemente. Não houve Lucho, nem Rodríguez, nem Lisandro. Sapunaru esteve desastrado, Nuno falhou (e de que maneira) no golo.

O campeão está em crise. É inegável.


PS: Grande atitude de Bruno Alves no final do jogo. Falou com os adeptos e com os jornalistas sem rodeios. Grande.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Olha quem voltou!


Maradona e Carlos Bilardo estão de volta para comandar a Selecção da Argentina. "El Pibe" será o seleccionador (sim, o seleccionador) e Bilardo, treinador campeão mundial em 1986, será director-técnico. Que dupla!

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Nacional e Leixões lideram!

O Nacional e o Leixões são líderes do campeonato. À sexta jornada. Ninguém diria, mas é verdade.
Os leixonenses, de José Mota, ganharam 3-2 ao FC Porto, em pleno Estádio do Dragão. Uma vitória histórica, que serviu para aumentar o volume da contestação a Jesualdo Ferreira e aos jogadores portistas. E também para quebrar aquela velha máxima de que o FC Porto não perde duas vezes seguidas, ainda para mais em casa.
Já o Nacional, a fazer um grande campeonato, ganhou em casa ao Vitória de Setúbal (aquém do esperado) e saltou para o topo, com os mesmos 13 pontos do Leixões. Manuel Machado está em alta.
O Benfica ganhou, suado!, à Naval e está, três anos depois, à frente dos outros dois grandes, também porque o Sporting não foi além de um empate a zero em Paços de Ferreira. De resto, destaque para o mau início de época do Marítimo europeu.

sábado, 25 de outubro de 2008

Benfica-Hertha, 1-1: ter o pássaro na mão...


Nem bem nem mal. O Benfica empatou em Berlim, frente ao Hertha, na primeira jornada da fase de grupos da Taça UEFA. Para os encarnados fica um sabor amargo, até porque estiveram em vantagem. Mas um ponto é sempre um ponto, ok.

Começaram logo no aquecimento os problemas para Quique Flores. Yebda lesionou-se, o que fez com que Binya saltasse para a titularidade. Quanto ao jogo propriamente dito, o Benfica até começou bem. Ainda não tinham sido completados os primeiros cinco minutos, quando Nuno Gomes - fez dupla com Cardozo - rematou um pouco ao lado da baliza de Drobny. Mas foi só e apenas isto, porque depois a equipa encarnada recuou no terreno e permitiu que o Hertha de Berlim subisse as suas linhas. Aos 38 minutos, Veronin esteve muito perto de marcar, mas Quim opôs-se com uma grande defesa e manteve o empate até ao intervalo.

SAIU A LOTARIA A LUCIEN FAVRE

No reatamento, ambos os técnicos mexeram nas suas equipas. Lucien Favre colocou Kacar em troca com Dardai e no Benfica entrou Suazo para o lugar de Cardozo. Seis minutos depois, Di María colocou a bola no fundo da baliza do Hertha, após assistência de Nuno Gomes. O Benfica estava em vantagem na capital alemã.

Pouco depois, os treinadores voltaram a mexer. No Benfica entraram Urreta e Carlos Martins e no Hertha, Kaká e Pantelic. E foi com a entrada de Pantelic que Favre ganhou. Aos 74 minutos, o sérvio empatou a partida, num grande remate de fora da área, com a bola ainda a bater em Maxi. Até ao final, os germânicos tentaram sempre chegar-se à baliza de Quim, em busca do golo da vitória. Sem sucesso, porém.

Sp.Braga-Portsmouth, 3-0: Super-Braga vai Aguiar!


Grande, grande Braga! A equipa de Jorge Jesus venceu o Portsmouth por 3-0 numa empolgante noite de futebol. E os (arrogantes) ingleses foram despachados sem piedade.

Querer, entrega, sofrimento e grande união. Assim se construiu a vitória do Sp.Braga, que não tem nem de perto nem de longe as capacidades do Portsmouth. Pelo menos teoricamente, porque os jogos decidem-se dentro do campo e aí a equipa portuguesa foi bem melhor.
Apesar do resultado final, o jogo não foi um passeio. Nem poderia ser. Os ingleses têm uma equipa de estrelas e dois ases de trunfo na frente: Peter Crouch e Jermain Defoe.

Mas logo aos 7 minutos, o jogo de Harry Redknapp ficou estragado. Culpa de Luís Aguiar, que marcou um sensacional golo de livre. Euforia nas bancadas do Municipal de Braga, que não mais se calou. Porém, até ao intervalo as oportunidades foram do Portsmouth. Por duas vezes, Defoe, após assistências de cabeça de Crouch (quem mais?) esteve perto do golo, mas Eduardo defendeu bem.

COMEÇAR A MARCAR

A equipa de Jorge Jesus foi para o intervalo em vantagem. A segunda parte não podia ter começado melhor. Luís Aguiar - enorme! - colocou para Meyong que deixou a bola correr para Renteria, que fez o segundo. Grande festa. O golo foi o mote para que o Sp.Braga controlasse as operações, sem que o Portsmouth fizesse muito. Marcou ainda um golo, anulado (mal!) pelo árbitro.

Em cima dos noventa, a cereja no topo do bolo. Alan marcou o terceiro e os ingleses sairam de Braga com três golos na mala e uma grande azia. Redknapp e David James que o digam.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Shakhtar-Sporting, 0-1: a um passo dos oitavos


Foi sofrido, sim senhor, mas contou. O Sporting ganhou em Donetsk frente ao Shakhtar e está a um pequeno passo de uma inédita passagem aos oitavos de final da Champions. A equipa de Paulo Bento fez um jogo matreiro, dando a iniciativa aos ucranianos, deixando-os assumir a partida, mas no momento certo resolveu a questão.

Tanto o Sporting como o Shakthar entraram com cautelas redobradas, preocupando-se primeiramente em defender a sua baliza e só depois tentando alguma coisa no ataque. Apesar do equilíbrio inicial, os ucranianos criaram alguma supremacia, muito por culpa de Fernandinho e Jadson, contando com a preciosa ajuda dos laterais Srna - o melhor - e Rat. O Sporting, por seu lado, apresentou um esquema de contenção, com Veloso a lateral esquerdo e Rochemback na posição 6. Chegou-se ao intervalo sem grandes oportunidades. Ou até nenhumas. O Shakhtar estava por cima, mas sem efeitos práticos. Tudo a pisar ovos.

BARALHAR E VOLTAR A DAR

A segunda parte começou da mesma forma, com o Shakthar por cima. Rat subiu bem no terreno e Moreno, de cabeça, atirou ao lado da baliza de Rui Patrício. Respondeu Liedson, depois de um bom trabalho de Moutinho. Porém, nos minutos que se seguiram o Sporting pôs-se a jeito e permitiu que o Shakthar avançasse em direcção à baliza de Patrício. Paulo Bento, nada satisfeito com o que a equipa produzia, mexeu. Entrou Grimi para o seu posto natural, passando Miguel Veloso para o centro, Rochemback para a direita e Moutinho para a esquerda. Apenas uma alteração na equipa, mas muitas modificações nas peças, que baralharam por completo os jogadores do Shakthar. Entrou também Pereirinha, o suplente que joga sempre. Foi então que surgiu a oportunidade de o Sporting marcar. E assim foi. Roca colocou a bola na área, Derlei com um passe de calcanhar isolou Liedson e o levezinho atirou para o fundo da baliza de Pyatov. Um tiro, um melro.

Depois foi só fechar o baú. A sete chaves. Os ucranianos bem tentaram, mas o Sporting defendeu com unhas e dentes - Polga e Patrício em grande - e garantiu os três preciososo pontos que o deixam a um pequeno passo (vitória contra o mesmo Shakhtar, entenda-se) dos oitavos. Pela primeira vez.


"Com todo o respeito, mas a única diferença entre este jogo e um do INATEL é a proeminência das barrigas" - Pedro Sousa