sábado, 5 de setembro de 2009

Cinco árbitros será a melhor solução?

Pode causar alguma estranheza mas já vai ser possível observar, nas partidas da Liga Europa, a introdução de mais dois membros à equipa de arbitragem. Esses ficarão situados na linha de fundo, ou seja, servindo como árbitros de baliza. A inovação já foi testada no Europeu de sub-19 e teve bons resultados, o que levou o International Board a aprovar a medida. O objectivo destes novos elementos passa, sobretudo, por decidir sobre determinadas situações que aconteçam dentro da grande área. Por essa razão, o FUTEBOLÊS falou com Cruz dos Santos, jornalista especializado em arbitragem, a fim de saber a sua opinião. "Não concordo", foi a resposta pronta.

Segundo Cruz dos Santos, estes novos árbitros poderão trazer mais duas visões de um lance e, assim, contribuir ainda para maior polémica. Apenas em caso de saber se a bola ultrapassa a linha de golo seria uma ajuda importante:
"Ajudará para apurar se a bola entrou ou não na baliza - e este é o aspecto mais importante - mas não para decidir um fora-de-jogo, por exemplo, já que o árbitro se encontra atrás da baliza. No penalty poderão dar a sua opinião mas repare-se que se tratam apenas de mais assistentes e continua a haver um único chefe de equipa que tomará a decisão final. E aí, com três ou cinco árbitros, vai sempre dizer-se que é do Benfica, do FC Porto ou do Sporting".

Mas não poderia ser facilitada a tarefa do árbitro principal? "Vejamos que, ainda há pouco tempo, existiu grande polémica acerca do penalty assinalado sobre Lisandro no Dragão. Através das imagens é nítido que não há falta, mas será que o árbitro de baliza ajudaria?", questiona-se.
Em desacordo com esta medida agora implementada, Cruz dos Santos afirma que existiam melhores opções para ajudar a diminuir os erros: "Penso que a colocação de chip na bola ou a utilização do vídeo seria melhor. No entanto, existirá sempre polémica e isso também faz parte do jogo", concluiu.

Nota

Por motivos de ordem pessoal, Bernardino Barros não poderá colaborar com o FUTEBOLÊS de forma tão permamente como tem feito até aqui - semanalmente. A sua rubrica Em futebolês, a análise a cada jornada do campeonato nacional, ficará assim suspensa até que a situação esteja ultrapassada. Só depois o leitor poderá voltar a encontrar o espaço de opinião assinado por Bernardino Barros.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Os problemas internos e as provocações externas

Todos os jogos são, para cada jogador, como gigantescos adversários que têm de driblar. Sabemos como o futebol pode ser cruel: num segundo cria um herói mas em metade do tempo o destrói. Não há jogador algum que tenha apenas bons momentos, que esteja sempre em alta, que tudo lhe saia bem. Seria impossível que assim fosse, também, porque não estamos a falar de um robot mas sim de um humano errante. É aqui, precisamente, que entra a componente psicológica de cada um. Para um jogador de topo mundial, não chega ter talento de sobra.

O mesmo acontece num clube: pode ter meia-dúzia de figuras de proa mas, se não houver uma equipa forte e unida, nunca conseguirá alcançar o sucesso. Pretendo, com isto, chegar ao actual momento da Selecção nacional. Portugal está, neste momento, numa situação complicada para conseguir o apuramento para o Mundial 2010. Aliás, penso que haverá uma larga percentagem de portugueses que já não têm esperança em que como Portugal consiga a presença na África do Sul. Portanto, como é uma situação complicada,deveria existir maior cuidado na forma como se tratam algumas situações.

Não pretendo colocar em causa o espírito de grupo da Selecção nem muito menos a atitude com que encaram cada jogo. Tivemos, no entanto, bem recentemente dois casos que podem melindrar a estabilidade que se exige nesta altura. Primeiro, houve o mal-entendido entre os dirigentes da Federação e Cristiano Ronaldo devido ao facto de o capitão nacional ter falhado o particular com o Liechtenstein - Madaíl e Queiroz criticaram o Real Madrid mas Ronaldo mostrou-se desiludido com os responsáveis e os adeptos portugueses por terem posto em causa a sua gripe que o impediu de jogar.

Agora, durante a semana que antecede os jogo decisivos frente à Dinamarca e à Hungria, Gilberto Madaíl falou num aumento dos prémios em caso de vitória sobre os dinamarqueses e os húngaros. Deco ficou incomodado com as declarações, considerou-as infelizes, garantiu que nada há a apontar à atitude dos jogadores e que não estão na Selecção devido aos prémios. Não querendo empolar em demasia estas duas situações, parece-me que foram mal geridas e são absolutamente prejudiciais, ainda para mais se atentarmos à fase complicada em que a Selecção nacional se encontra.

Houve ainda tempo para algumas provocações dos jogadores dinamarqueses. É a tal psicologia que se falou acima. John Dahl Tomasson, capitão da Selecção de Morten Olsen, afirmou que Portugal foi ao Brasil comprar um ponta-de-lança - algo que, de acordo com o Maisfutebol, já motivou um pedido de desculpa oficial. Simon Kjaer, defesa-central, quando questionado sobre a forma de parar Cristiano Ronaldo avançou que terá de levar algumas pancadas. São declarações que nos fazem recordar Stijn Stijnen, guarda-redes belga, que em 2007 afirmou algo semelhante (bem mais duro, contudo!). As palavras dos dinamarqueses, mais do que qualquer prémio monetário, devem ser motivadoras para os jogadores portugueses. E para afixar no balneário, como um dia fez Mourinho...

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Liedson e a Selecção

Carlos Queiroz chamou, à primeira oportunidade, Liedson para fazer parte da Selecção portuguesa que irá atacar os jogos com a Dinamarca e a Hungria. Tratam-se de dois jogos absolutamente cruciais, de vitória obrigatória, para Portugal poder marcar presença no Mundial 2010. A chamada do jogador agora português, longe de ser consensual, era esperada face à crise de golos que a Selecção tem vivido. No entanto, Queiroz não poderá cair na tentação de alterar toda a sua filosofia e o modo de jogar para integrar Liedson.

Poderemos começar pela legitimidade da chamada do jogador do Sporting à Selecção nacional. Na opinião de alguns adeptos, tal não deveria ter acontecido. Duas objecções colocadas passam pelo crescente número de naturalizados - com Liedson serão três - e ainda pela idade do avançado - com trinta e dois anos é uma solução de momento e não com vista para o futuro - que contrasta com a renovação que Carlos Queiroz tem procurado levar a cabo. Pessoalmente, mantenho a minha visão desde o princípio: depois de Deco e Pepe, Liedson tem toda a legitimidade para ser chamado. Afinal, é a essa a vontade do treinador e do jogador.

Porém, existe essa tal diferença de idades entre Liedson e os outros dois naturalizados. É compreensível que se fale dos trinta e dois anos do Levezinho porque, caso Portugal falhe a ida à África do Sul, poucas mais oportunidades terá para se mostrar e ser útil à nossa Selecção. Seja como for, creio que, neste momento, Carlos Queiroz e os portugueses apenas se têm de preocupar com a qualificação para o Campeonato do Mundo do próximo ano. Só depois, olhar para novos horizontes que passarão pela renovação da equipa.

Com a inclusão de Liedson, surge outro problema: o esquema táctico. Queiroz afirmou, numa entrevista recente, que o 4x4x2 em losango seria a nova fórmula que aplicaria. Para Liedson é perfeito: está habituadíssimo a ele no Sporting e gosta de jogar com um parceiro na frente de ataque. No entanto, neste passado recente, nunca foi utilizado na Selecção. E poderá ser prejudicial para alguns jogadores. Para Cristiano Ronaldo, sobretudo, pois poderá passar a jogar como segundo ponta-de-lança e sabemos que essa não é a posição onde é mais forte. Neste momento, certo apenas que Carlos Queiroz apostará no losango.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Os planteis após o fecho do mercado

O mercado encerrou anteontem, os planteis estão completos, não há mais mudanças. Fossem ou não os desejados dos treinadores, são os que podem ter e é assim que atacarão a nova época. Olhando para os três grandes de Portugal, o Benfica foi a equipa que mais milhões investiu no reforço do plantel. Também o FC Porto, procurando colmatar saídas importantes, teve de abrir os cordões à bolsa. Bem diferente é o caso do Sporting. As diferenças de orçamento entre os três, são bem conhecidas de todos.

Aliás, os responsáveis leoninos já afirmaram que este é o plantel possível. Não é certamente o que mais desejariam mas é o que as condições do clube permitem. Matías Fernández, Filipe Caicedo e Miguel Angulo (jogador de 32 anos, experiente, para contrastar com a muita juventude existente) foram os reforços que chegaram a Alvalade, de onde, para além das dispensas de Paulo Bento, apenas saiu Fábio Rochemback. Carlos Saleiro, avançado formado no clube esteve no Vitória de Setúbal, e também regressou à providência. No ataque, agora orfão de Derlei, ainda não está encontrado o parceiro certo para Liedson. Na defesa, sobretudo nas laterais, reside o maior problema de Paulo Bento.

O Benfica, neste segundo mandato de Luís Filipe Vieira na presidência, apostou tudo no sucesso desportivo. Para isso, o clube foi obrigado a um esforço financeiro: manteve os principais jogadores que já estavam no clube e investiu mais de vinte milhões no reforço do plantel. Katsouranis (vendido ao Panathinaikos), Reyes (regressou ao Atlético de Madrid, após o empréstimo) e Yebda (emprestado ao Portsmouth) foram as saídas registadas. Quanto a reforços: Júlio César, Shaffer, Patric - entretanto já emprestado ao Cruzeiro! -, Javí Garcia, Ramires, César Peixoto, Keirrison, Weldon e Saviola chegaram pela primeira vez à Luz, ao passo que Luís Filipe regressou após a lesão de Maxi Pereira. O ataque é, de longe, o sector mais deste Benfica pela excelente relação quantidade/qualidade existente. Na baliza têm surgido alguns contra-tempos e, mesmo havendo três bons guarda-redes, nenhum deles é de classe mundial.

O FC Porto viu-se privado, desde logo, de Lucho González e Lisandro López, dois jogadores fundamentais nas últimas conquistas dos portistas. Seguiu-se a partida de Cissokho, um lateral chegado em Janeiro, para o Lyon. Três titulares que saíram, três reforços a chegar: Belluschi, Falcao e Álvaro Pereira, por esta ordem, foram os substitutos que os responsáveis azuis-e-brancos encontraram. A estes, para completar o lote de novos jogadores, juntam-se Beto, Maicon, Nuno André Coelho, Maicon, Valeri, Prediger, Varela e Orlando Sá. Deste grupeto, apenas Silvestre Varela, extremo vindo do Estrela, tem sido utilizado por Jesualdo Ferreira neste início de época - em bom plano, acrescente-se. O ataque não terá problemas pois Falcao tem-se mostrado um goleador e ainda há Hulk e Rodríguez para as alas. Até agora, mais preocupante, o meio-campo ainda não mostra a capacidade e a rapidez do passado.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Um Diós na pele de génio


Jogavam-se os quartos-de-final do Mundial 86, no México. Quase cento e quinze mil pessoas no estádio Azteca para ver o Argentina-Inglaterra. O jogo que reunia todas as atenções. Na selecção argentina estava um tal de Diego Armando Maradona, já depois de ter saído de Barcelona, mas ainda sem atingir o seu apogeu. Estava marcado para esse dia, 22 de Junho, na capital mexicana. Pela frente uma Inglaterra comandada por Bobby Robson, um velho conhecido nosso, que tinha em Gary Lineker a grande figura. A partida começou bem e foi entretido até ao intervalo. Desgraça, não havia golos. Faltava inspiração para descomplicar a coisa.

Nem é tarde nem é cedo, isso resolve-se.
O jogo tinha recomeçado há seis minutos, precisamente. Maradona levou a bola colada ao seu pé esquerdo, sempre no seu estilo, entregou-a para Jorge Valdano e correu para o centro da área inglesa. A bola sofreu um ressalto num adversário e subiu: Diego Armando Maradona, do alto do seu metro e sessenta e cinco, elevou-se e atirou para dentro da baliza. Como era possível ele ter chegado com a cabeça onde Peter Shilton, o guarda-redes britânico, não chegou com as mãos? Não era, de facto. Só desviando a bola com a mão. Foi o que aconteceu. Fue la mano de Diós, disse ele.

O árbitro tunisino Ali Bennaceur apontou para o centro do terreno, a Argentina colocava-se em vantagem.
Os ingleses protestaram mas de nada lhes valeu. A simulação tinha sido bem feita. Ok, foi batota. Claro que não é bom para o futebol, mas ficou gravado na memória de todos os adeptos. Porém, o melhor ainda estava para chegar. Jogaram-se apenas mais quatro minutos. Maradona, outra vez. Pegou na bola ainda no meio-campo da celeste, livrou-se de dois ingleses com uma finta genial, correu, correu e correu até entrar na área da Inglaterra. Foi deixando os adversários pelo caminho, impotentes, deitados no relvado como uma onde que arrasta tudo.

Já dentro da área, Maradona estava a um palmo da glória. Apenas tinhas Terry Fenwick, o mais resistente dos defesas britânicos, na pressão e Peter Shilton. Nova finta, guarda-redes fora da jogada, golo. O melhor golo alguma vez visto. De la hostia! exclaramaram os argentinos. Esse momento, essa jogada, esses sucessivos dribles catapultaram Maradona para um estatuto sobrenatural. Os adeptos fizeram uma longa vénia, bem merecida, àquele que ainda hoje é considerado um Deus do futebol. A partir dessa tarde de Junho, no México, nada voltaria a ser igual. Os ingleses nunca lhe perdoarão. A batota pura do primeiro golo apagou-se perante tamanha obra de arte.

Actualmente, há quem faça um paralelo com Lionel Messi e até se diz que é discípulo de Maradona. Certo que têm mesmo algumas semelhanças, não só no aspecto físico. A estrela do Barcelona já provou, nalguns momentos, ser capaz de imitar do ídolo. E esses dois golos que El Pibe fez frente a Inglaterra foram reeditados por Messi, ambos em 2007-08. Contra o Getafe, para a Taça do Rei, fintou uma série de jogadores e marcou um golo de antologia. Mais tarde, num derby entre Barcelona e Espanhol, fez um golo com a mão. Tal como o de 1986, este também valeu. Foram dois momentos de génio, de imitação perfeita de Diós. Diego Armando Maradona, muchas gracias.

Liga Sagres: Tirar a barriga de misérias!

ANÁLISE

Até ao início do jogo Benfica-Vitória de Setúbal, hoje, tinham havido sete empates a zero. Em vinte e três jogos, sem dúvida que é um número exagerado. Tanta falta de golos. Afinal, qualquer jogador dá tudo para os marcar e é por isso que o futebol existe. No entanto, não há fome que não dê em fartura. Normalmente, é assim. Foi o que aconteceu no encerramento da terceira jornada: 8-1 (oito-a-um, à antiga!) aplicado pelo Benfica aos sadinos serviu para os adeptos de futebol tirarem a barriga de misérias. Portanto, foi a ronda com mais golos - mesmo tendo havido três nulos - onde os três grandes saíram vencedores. Na frente, continua o Sp.Braga. Mais uma vez.


Diabólica. Foi precisamente assim que Jorge Jesus definiu a exibição do Benfica ante o Vitória de Setúbal. Marcar cinco golos em pouco mais de meia-hora é, de facto, impressionante e mostra bem o caudal ofensivo de que os encarnados dispuseram. Chegou aos oito e, acima de tudo, poderiam ter sido mais. No entanto, é também exemplificativo de como os sadinos são frágeis. E sentem-se frágeis, sobretudo, o que poderá ser um reflexo dos atrasos que sofreram na pré-época e que impediram uma maior engrenagem. Em resumo: o Benfica mostrou-se fortíssimo, o Vitória não foi capaz de contrariar sequer essa tendência. Destaque para o hat-trick de Cardozo. E finalmente um de penalty, Óscar!

Confortável, sem brilhantismo, foi a vitória do FC Porto. Na Figueira da Foz, o local onde havia, já lá vão mais de trezentos dias!, sofrido a última derrota para o campeonato nacional. Desta vez, foi bem diferente e a equipa de Jesualdo Ferreira ganhou bem. O excelente princípio, com o golo de Falcao (o terceiro noutros tantos jogos) ao oitavo minuto, não deu tempo para que os fantasmas da última época entrassem em cena. No entanto, à passagem dos primeiros vinte minutos, o dragão adormeceu: acomodou-se sobre o resultado, deu a iniciativa à Naval, ficou expectante. Os figueirenses perderam os receios e procuraram o golo da igualdade. Estiveram, até ao intervalo, mais perto da área de Helton do que o FC Porto da de Peiser. Outro bom início, novo golo. De Varela. A menos de vinte minutos do final, Rolando, num auto-golo, devolveu alguma emoção ao jogo. Por pouco. Na jogada seguinte, Farías fechou uma vitória justa para o FC Porto.

Crucial. Era assim o jogo do Sporting frente à Académica, em Coimbra. Ainda à procura da primeira vitória nos sete jogos oficiais realizados, Paulo Bento sabia bem da importância que esta partida tinha para a sua equipa. Não que a partir daí ficasse tudo bem, óbvio, mas uma derrota seria igual a um péssimo arranque na luta pelo título. O jogo não foi bom: muitos passes errados, poucas ocasiões e jogo muito centrado sem que fosse possível haver rasgos nas defesas contrárias. O Sporting, porém, foi sempre mais incisivo junto da baliza de Ricardo. Apenas Yannick Djaló conseguiu algumas jogadas de bom nível. Já na segunda parte, apareceu o primeiro golo. Liedson, agora já português e também ainda à espera de marcar nesta época, desviou, com classe, um excelente cruzamento de Vukcevic. Yannick, coroando uma boa exibição, fez o segundo golo da vitória. Justa e importante.

O Sp.Braga começou a época a meio-gás e sendo afastada da Liga Europa mas continua totalmente vitoriosa neste arranque da Liga Sagres. Depois de vencer a Académica e o Sporting, os bracarenses bateram o Belenenses num jogo em que Hugo Viana (autor de dois golos) esteve em destaque. Marítimo e Rio Ave, apesar de empatarem com União de Leiria e Leixões, respectivamente, somam cinco pontos e têm começado bem. A equipa de José Mota, sensação da época anterior, e o Nacional (empate com o Olhanense) ainda não conseguiram vencer e contam com dois empates, algo partilhado pelo Vitória de Guimarães que terminou com um nulo o seu jogo em Paços de Ferreira. Olhanense, Paços e Leiria contam com três empates. Na cauda, com apenas um ponto, Naval, Académica e Vitória de Setúbal.