terça-feira, 20 de julho de 2010

Eduardo e Fábio Coentrão: Lutadores e vencedores

África do Sul revelou Eduardo ao Mundo. O guarda-redes português mostrou garra, alma, uma incomensurável vontade de se mostrar e uma segurança que sustentou a selecção portuguesa. Na forma como cantou o hino, a plenos pulmões, como defendeu, como gesticulou, como gritou e tentou espevitar os companheiros, levá-los para a frente, garantindo que não precisavam de se preocupar porque estavam bem guardados. Eduardo foi uma surpresa, mesmo para quem realizou uma época de tão elevado nível, mostrando que Portugal tem um guarda-redes eficaz. Saiu do Mundial destroçado mas muito valorizado. A desconfiança caiu.

Fábio Coentrão transfigurou-se. De um extremo imaturo e impreparado para o topo, nasceu um lateral-esquerdo de enorme valia, com grande margem de progressão e, mantendo a sua postura irreverente, sempre em acção no jogo. A época que realizou abriu-lhe as portas da selecção. Chegou, ganhou o lugar a Duda e venceu. Procurou superar-se como defesa, impedindo os rivais de progredir e, depois disso, atacar, explorar a sua velocidade, jogando olhos nos olhos. Teve audácia, ambição e conseguiu ser, como Eduardo, o jogador português em maior destaque no Mundial. Sergio Ramos foi o adversário que maiores problemas causou. Voltou reforçado.

Ao longo dos próximos dias, no FUTEBOLÊS, poderá ver as imagens que mostram os momentos mais marcantes do Mundial 2010

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