domingo, 23 de agosto de 2009

Liga Sagres: Vitória, vitória... e liderança!

ANÁLISE

Destaque a quem mais o merece, antes de mais: o Sp.Braga é, com todo o mérito, líder do campeonato português. É a única equipa que conseguiu vencer os dois jogos, o que lhe dá uma vantagem de dois pontos sobre a concorrência. Nesta segunda jornada derrotou, em Alvalade, o Sporting num jogo em que ficou provada toda a categoria da equipa de Domingos Paciência. Nos sportinguistas, criou um enorme desconforto porque já vêem o Benfica e FC Porto a uma vitória de distância. Ainda agora começou, ok, mas convém não facilitar. Nada que seja.

Um verde muito esbatido é aquilo que representa, por esta altura, o Sporting. Ainda sem conseguir vencer em jogos oficiais nesta temporada, a equipa leonina não teve capacidade para dar seguimento à boa exibição europeia frente à Fiorentina (de longe, a melhor até agora) e foi derrotado pelo Sp.Braga. De forma justa pois os bracarenses mostraram-se sempre superiores na partida. No Sporting, o losango de Paulo Bento é completamente manietado pelos adversários e existe uma apatia gritante - o segundo golo, marcado por Meyong, é um bom exemplo de como, num canto, estava tudo parado. Os adeptos manifestaram-se com assobios, mostrando desagrado por serem os eternos segundos. Dois golaços de Alan e Yannick que merecem ser relevados.

Suada, bem suada!, foi a vitória do Benfica alcançada em Guimarães. Invertendo a ordem dos acontecimentos, o golo: marcado a um minuto dos noventa, numa cabeçada indefensável de Ramires, após um cruzamento milimétrico de Fábio Coentrão (tem sido uma supresa muito positiva). Até aí, os encarnados sentiram dificuldades para derrubar um Vitória guerreiro e camaleónico, tal como Nelo Vingada havia dito. Com menos um elemento desde os 63 minutos, por acumulação de amarelos de Flávio Meireles - foi precisamente nesse momento que Cardozo teve nos pés a oportunidade de dar vantagem à equipa mas voltou a desperdiçar uma grande penalidade, - os vimaranenses estiveram quase a tirar pontos à equipa de Jorge Jesus. Durou a esperança até Ramires a quebrar e dar a vitória aos encarnados. Sem brilhantismos, com sacrifício.

Não há outra forma de analisar o que se passou no FC Porto-Nacional que não seja começando pelo minuto 66 da partida. Foi aí que os portistas conseguiram desbloquear um resultado guardado a sete chaves. Cléber tocou a bola com a mão, penalty. Seguiu-se uma enorme confusão e quer o autor da falta quer Clebão acabaram por ser expulsos. Num ápice, o Nacional ficou reduzido a nove elementos. Mas bom, sem Lucho, foi Falcao a assumir a cobrança da falta: poucos metros de balanço, remate colocado, golo. O jogo acabou aí. Faltava ainda quase meia parte para jogar mas seria impossível que os insulares (também acusando o desgaste do jogo com o Zenit, na quinta-feira, para a Liga Europa) se batessem da mesma forma. Rolando e o regressado Rodríguez aumentaram e fixaram a vantagem em três golos. Vitória justa mas demasiado pesada para aquilo que o Nacional fez.

Repare o leitor que, na análise acima, não houve uma referência à equipa de arbitragem. Geralmente, quando tal acontece é significado de que não houve contestação e que o árbitro passou quase despercebido. Desengane-se pois não foi o que aconteceu. Apenas não houve essas tais referências porque, acima de tudo, importa ver o que as equipas produziram. No entanto, e apenas com duas jornadas, as arbitragens não têm sido boas. Em Alvalade, Olegário deixou duas penalidades por assinalar (uma para cada lado); no FC Porto-Nacional, tal como disse Manuel Machado, faltou bom-senso a João Ferreira depois de ter marcado a grande penalidade - um lance confuso pois o árbitro apontou, primeiro, para o pontapé de canto e, posteriormente, emendou talvez alertado pelo assistente - e Pedro Proença deixou o castelo em polvorosa. Mau prenúncio.

2 Comentários:

Anónimo disse...

alguem diga a este senhor, que o campeonato tem mais equipas e mais jogos...

Ricardo Costa disse...

Anónimo,

Garanto-lhe que sei isso. Obrigado pelo comentário.

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