quarta-feira, 26 de agosto de 2009

A viola tocou mais alto no fado leonino

Sexta tentativa, novo falhanço. Após cinco jogos oficiais sem vencer, o Sporting tinha obrigatoriamente de marcar, pelo menos, mais um golo do que a Fiorentina para seguir para a fase de grupos da Liga dos Campeões. Um remate extraordinário de João Moutinho, a dez minutos do intervalo, deu esperança aos adeptos portugueses. Era legítimo que assim fosse porque, durante toda a primeira parte, o Sporting teve o domínio e foi sempre mais incisivo junto à baliza de Frey. A Fiorentina empatou, depois do descanso. Ficou tudo desfeito, ali.

A entrada de Jovetic foi a pedra de toque para mudar o jogo. Ou melhor: o jovem médio montenegrino revelou-se um verdadeiro diamante. Ao intervalo, em desvantagem na partida e na eliminatória, Cesare Prandelli decidiu arriscar e trocar um lateral (Gobbi) por Jovetic, juntando-o a Mutu e Gilardino no ataque à baliza de Rui Patrício. A verdade é que a alteração teve resultados imediatos pois os italianos apertaram o cerco e o Sporting perdeu a coesão defensiva que havia tido até aí. Nove minutos após o recomeço, Jovetic rematou forte para o golo do empate.

A Fiorentina estava, de novo, em vantagem. Certo que ainda faltava muito tempo para jogar mas, sem poder contar com Vukcevic, Postiga e Caicedo, que armas teria Paulo Bento para procurar ainda virar a eliminatória? Muito poucas, é um facto. Carlos Saleiro e Tonel - bem exemplificativo do que foi escrito atrás: um central foi o último trunfo atacante - foram lançados numa tentativa de conseguir chegar à baliza de Sebastian Frey (mais uma bela exibição). Porém, os viola fecharam-se bem sobre uma vantagem preciosa e trancaram todos os caminhos para o sucesso leonino. Era preciso um verdadeiro milagre à semelhança do que aconteceu na Holanda.

Soou o apito final de Howard Webb e o Sporting caiu da Liga dos Campeões. Terá agora a oportunidade de discutir a Liga Europa, sim, mas há uma diferença abissal entre ambas principalmente no aspecto financeiro. Porém, nesta liga milionária apenas os mais fortes sobrevivem. Os leões deram, no primeiro tempo, mostras de ter capacidade de seguir em frente, no entanto, com um aumento da Fiorentina em busca da igualdade, sobressaíram as debilidades de uma equipa algo imatura para uma prova tão complicada - oito jogadores da formação, no final, é um número excessivo.

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