terça-feira, 3 de março de 2009

Crónicas do BB


O NOSSO FUTEBOL DE VÁRIAS PERSPECTIVAS

Foram muito diferentes os dois clássicos que se jogaram em Fevereiro. Alvalade assistiu a um empolgante duelo entre leões e águias, com muitos golos, futebol de ataque e muita emoção. O Dragão viu um jogo sensaborão, com muita luta e entradas violentas, um árbitro desadequado, redundando tudo num espectáculo pobre. O que dita estes comportamentos díspares? O medo de perder? O receio de ao tentar a vitória poder perder pontos? Seja qual for a resposta, e os treinadores não são tão abertos ao ponto de o declararem, preferindo dizer que jogam sempre para ganhar, mesmo quando o anti-jogo é patente. Quem perdeu foram os espectadores, os de sofá e os de bancada.

Grande vai a bronca, como habitualmente, sobre o passivo dos grandes clubes, clamando que estão na falência técnica. Grave ilusão. Que vivem acima das suas posses, é verdade. Que gastam tolamente, também não o é menos. Mas basta ao FC Porto vender, Lucho, Bruno Alves ou Hulk, ao Sporting vender, João Moutinho, Miguel Veloso ou Vukcevic, e ao Benfica, Aimar, Reyes ou Cardozo, para reduzirem a cinzas o passivo. Já agora nem precisam de os vender todos, basta só um ou dois jogadores. Os activos dos clubes, os jogadores, não são cotados pelo valor de mercado, por ser variável, mas sim pelo valor de referência, muito abaixo da realidade, por isso a "falência técnica" é um flop. Preocupem-se com outros factores bem mais preocupantes da sociedade portuguesa.


O FC Porto faz uma inflexão clara na sua política de contratações, abandonando o mercado estrangeiro (preponderância argentina) e preferindo o mercado português. Ou seja, perante as fracas apostas nas contratações de inúmeros laterais esquerdos e direitos que não "pegaram", para além de médios de condição duvidosa e de atacantes que só a "teimosia" de Jesualdo Ferreira ainda fazem continuar de dragão ao peito, agora aponta-se baterias a jovens e bons valores portugueses como Varela e Miguel Lopes (já contratados) ou Beto (desejado). Que haja olhinhos para os muitos jogadores emprestados, que estão a fazer boa época, Nuno Coelho, Tengarinha, Ibson, Renteria, Candeias e outros tantos que se calhar, para vingarem no Dragão, só precisariam de metade das oportunidades que são dadas a Mariano.


Excelente época, aconteça o que acontecer daqui para diante, do Leixões de José Mota, do Nacional de Manuel Machado, do Braga de Jorge Jesus e do Estrela de Vidigal e Lázaro. Má época de Belenenses, V. Setúbal, Rio Ave e V. Guimarães, os três primeiros com a "corda na garganta" a apertar cada vez mais, e a equipa de Manuel Cajuda a definhar jogo após jogo, numa política de contratações dúbia (não se gastou dinheiro na continuidade de Ghilas para se contratar "pés de chumbo" como Douglas ou Jean Coral), com a "ebulição interna" a estender-se ao elenco directivo, com uns de um lado e outros do outro, e Vasco Santos ao meio, como pomo da discórdia.

Por último de referir a "lata" de Vítor Pereira, continuando de pedra e cal num lugar a que está agarrado como "lapa em rocha", apesar das asneiras que vai fazendo na nomeação dos árbitros para os jogos, e na liderança de uma "equipa" que funciona mal e com cada um a tocar o seu instrumento. Não falta muito para aparecerem os verdadeiros líderes da arbitragem a clamarem pelo lugar do menino Vítor. Mas não admira que com tão fraco prior a freguesia ande toda dividida e à deriva.

Assim vai o reino do futebol...
BERNARDINO BARROS

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