quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Pela enésima vez, um texto sobre árbitros

Em Portugal fala-se demasiado dos árbitros. Todas as semanas, umas atrás das outras há queixas da arbitragem. Algumas com razão pois concordo com quem diz que os árbitros portugueses erram de mais. É de La Palice e não há como negar. Mas há que perceber que quanto mais pressão se fizer, pior será. Porque não há cultura desportiva, simplesmente. Quer nos jogadores que cada vez mais aproveitam as críticas e são mestres na arte de simular; quer nos dirigentes e treinadores, os mesmos que reclamam e gritam alto e bom som que são prejudicados mas quando são eles os beneficiados desculpam-se sempre, ou "estava longe" ou "não deu falo sobre o assunto". Há quem chame a isso falta de coerência. Para mim é hipocrisia.

Contudo, são os adeptos quem mais se manifestam contra as arbitragens. Mas apaudem o antijogo: gostam que um jogador arranque um penalty, chamam-lhe inteligente; não gostam que outro não queira enganar o árbitro e pretenda prosseguir a jogada, é um jogador "sem experiência" e que não sabe aproveitar. Porém, se for um jogador da equipa adversária a mergulhar dentro da área já é um falso, um enganador. E pratica antijogo. Paradoxal, não? Mas é assim que funciona.

Com tanta simulação e com tanta crítica é normal que os árbitros estejam afectados (ia escrever desnorteados...). Porque eles têm que decidir em segundos, sem direito a repetições de todos os ângulos e mais alguns. Será que vai haver uma jornada em que ninguém se queixe das arbitragens? Não me parece. Sinceramente.

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