domingo, 25 de janeiro de 2009

Este líder também teve mãozinha

ANÁLISE JORNADA 15 - LIGA SAGRES

Está confirmado que há alguma alergia ao primeiro lugar e não há que lhes valha. O que quer dizer que o líder voltou a mudar. Na última jornada da primeira volta, chega o FC Porto, o campeão, à liderança. Que vem direitinha das mãos do Benfica, depois de uma semana de interregno para os portistas. Também com uma mãozinha do árbitro, tal como tinha sucedido na passada ronda. Mas isso já não é notícia, pois não?


Invertendo a ordem dos acontecimentos, comecemos pelo jogo do novo líder, o FC Porto. Que jogou fora, com o Sp.Braga. O que é sinónimo de grande emoção, disputa e incerteza. Esta vez não foi excepção. A equipa de Jorge Jesus, que já havia feito uma excelente exibição na Luz, entrou com tudo e teve vinte minutos com uma intensidade enorme onde empurrou o FC Porto para a sua área, completamente encostado às cordas. Os portistas limitavam-se a defender, impotentes para mais. Conseguiram depois equilibrar e aos poucos sacudir a pressão inicial. Surgiu o golo de Rodríguez, para o FC Porto. Injusto. E beneficiando de uma posição irregular, é verdade - no fim vamos ao árbitro, para não variar. De um momento para o outro, o jogo mudou totalmente. Marcou a seguir, à meia-hora de jogo, Lisandro num presente da defesa bracarense. Foi uma machadada no jogo. O Sp.Braga atarantou-se um pouco, desorganizou-se e o FC Porto continuou mais perigoso, com mais oportunidades para aumentar. A segunda parte confirmou isso mesmo. Com dois golos de vantagem, os portistas entregaram a iniciativa ao Sp.Braga que, verdade seja dita, falhou no último passe, na finalização. Os arsenalistas tinham mais posse, mais ataques e coleccionaram cantos mas não foram perigo iminente para Helton. Acabou o jogo com a vitória do FC Porto. E com a liderança do campeonato. Vamos agora ao árbitro, ou melhor, à equipa de arbitragem. Com muitos erros. Parece estar a tornar-se um hábito. Paulo Costa e os assistentes contribuíram. O primeiro golo do FC Porto é precedido de fora-de-jogo de Hulk que assistiu Rodríguez; depois há o golo mal anulado a Tomás Costa, pouco antes do intervalo e ainda queixas do Sp. Braga em dois penaltis (ou terão sido três?) por marcar a favor do Sp.Braga: um puxão de Cissokho (boa estreia) a Alan, um derrube de Helton a Meyong - difícil análise- e uma mão de Guarín num cruzamento de João Pereira. Paulo Costa não marcou nenhum. Um fartote!

Agora, o jogo do ex-líder, o Benfica. A jogar no Restelo, frente ao Belenenses, a equipa de Quique Flores não mostrou os argumentos que lhe eram exigívies. Quanto mais pela condição de líder. Ok, é verdade que o estado do relvado não ajudava nada a jogadores tecnicistas como os encarnados mas isso não pode ser desculpa para tudo. Até porque o jogo do Benfica não se pode limitar a ser pontapé para a frente à espera que Suazo resolva. Apenas os primeiros quartos de hora, tanto da primeira como da segunda parte, demonstraram intensidade e vontade de vencer. Di María fez figura de corpo presente, Suazo desperdiçou até dizer chega e aquelas não eram condições para Aimar. Faltou atrevimento a este Benfica, com cautelas defensivas a mais. Mas houve também o árbitro. Entre penaltis por marcar (o Benfica reclama dois, o Belenenses um) e outros disparates, foi fraquinho. Para variar.

O jogo da equipa que poderia ser líder mas falhou, o Sporting. A formação de Paulo Bento jogou um dia depois do Benfica e sabia que em caso de vitória dobraria o campeonato em primeiro lugar. Era preciso ultrapassar o Nacional, na Choupana. Não é tarefa fácil para quem quer que seja. Falhou. Num jogo bem dividido, com oportunidades e um resultado justo. Marcou primeiro Nenê para o Nacional (atenção a este jogador) num chapéu sensacional a Rui Patrício, empatou Vukcevic para o Sporting. Os leões tiveram um antes e um depois de Vuk, que saiu por lesão. A equipa ressentiu-se dessa saída e perdeu o poder ofensivo que tinha até então. O Nacional equilibrou também a balança depois da entrada de Mateus e já depois de ter estado muito próximo de ganhar - Patrício defendeu um penalty de Nenê. Qualquer das duas equipas estiveram perto de ganhar e de perder. Empataram. E bem. Palavra para a prestação de Artur Soares Dias, o árbitro. Do melhor que se tem visto nos últimos tempos. Fosse sempre assim.

Animação no topo, animação no fundo. Destaque para a vitória do Estrela da Amadora, 2-0, sobre o Rio Ave que demonstra que mesmo sem dinheiro e com todas as dificuldades que se conhecem, o Estrela consegue resultados bem positivos. Um exemplo. Na enésima estreia de Carlos Cardoso como treinador do Vitória de Setúbal em jogos do campeonato, os problemas na finalização mantiveram-se. Resultado: vitória 1-0 da Naval, no Bonfim. O Paços de Ferreira quebrou a boa série de resultados do Trofense, com uma vitória por 3-1, depois da vitória sobre o Benfica e o empate no Dragão. O Leixões empatou, pela terceira vez consecutiva, a zero. Na Madeira, ante o Marítimo, a única equipa a querer vencer. Está diferente a equipa de José Mota. Mas é normal.

Na última jornada da primeira volta, o líder voltou a mudar. Até quando?

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