segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

De bicicleta para o topo

ANÁLISE JORNADA 13 - LIGA SAGRES

Depois de uma jornada de empatas, houve mudanças na Liga Sagres: começando pelo número de golos marcados (desta vez tiraram a barriga de misérias) até à classificação. Especialmente no topo, onde o FC Porto é o novo líder. Para isso muito contribuiu o Trofense que bateu o Benfica, por 2-0, sem espinhas. Tulipa, durante a semana bem tinha avisado que tudo era possível, mas será que alguém o levou a sério? Se calhar não.

De La Palice. A vitória do Trofense sobre o Benfica é o destaque da jornada. Ou a vitória do último contra o primeiro. Na conferência de imprensa que antecedeu o jogo, Tulipa deixou bem claro que a sua equipa ia fazer de tudo para ganhar e que jogavam onze contra onze. Disse também que este Benfica oscila muito (assim como já tinha dito Manuel Machado). Nada mais certo, como se viu. Na Trofa, os encarnados sem Katsouranis e Reyes foram uma equipa sem fio de jogo, sem ideias, muito desgarrada. David Suazo foi o melhor mas sentiu demais a ausência de Nuno Gomes - sim, porque o capitão é mestre para servir o ponta-de-lança - e nunca teve grande apoio quer de Aimar quer de Di María. Primeiro Reguila com a enorme colaboração de Moreira e depois Hélder Barbosa fizeram os golos. A que se juntaram defesas preciosas de Paulo Lopes e uma exibição enorme de Hugo Leal (sim, esse Hugo Leal).

Passando da Trofa para a Choupana, para o Nacional-FC Porto. Teoricamente uma deslocação difícil para os portistas. Quanto mais não fosse pelo excelente campeonato que a equipa de Manuel Machado tem feito e o empate na Luz, na ronda anterior. Pois bem, as dificuldades do FC Porto não foram só na teoria, foram bem reais. O Nacional chegou cedo à vantagem e assim foi até ao intervalo. Porém, na segunda parte o FC Porto entrou bem melhor, mais rápido, mais ofensivo. Já depois de Hulk ter empatado, Rodríguez fez um golo sensacional de bicicleta. Um golo de se lhe tirar o chapéu e estava a reviravolta no marcador consumada. Contudo, num final à Hitchcock e onde a bola não parava, Miguel Fidalgo voltou a empatar. 2-2, dez minutos para o fim. Após Bracalli ter negado o golo a Lisandro, foi o Nacional quem esteve perto de marcar mas o cabeceamento de Fabiano saiu por cima. Foi então o FC Porto o último a rir: depois de um remate de Guarín, Filipe Lopes cortou a bola com a mão, penalty assinalado por Pedro Proença (arbitragem impecável). Lucho converteu-o e 2-3, aos 90 minutos. Agora sim, a vitória não fugia. Hulk, nos descontos, ainda marcou mais um. Um jogaço!

O Sporting foi o primeiro dos três grandes a entrar em campo. Em Setúbal, onde não tem tido grande sorte nos últimos anos, não precisou de muitas correrias para vencer. Um golo de Liedson e outro de Moutinho bastaram. O Vitória não fez cócegas, está uma equipa inofensiva, sem conseguir criar lances de perigo e conta erros atrás de erros. Não foi um jogo bom, nem de perto nem de longe, mas foi uma vitória clara do Sporting, que assim iguala o Benfica.

Golos, houve muitos golos na jornada 13 da Liga Sagres. Destaque para o jogo entre o Rio Ave e o Vitória de Guimarães, que tal como na Choupana terminou com um 2-4. Um jogo sem autocarros e com equipas apostadas em ganhar, que ditou o afastamento de João Eusébio dos vilacondenses. Mais golos na vitória por 4-1 do Marítimo sobre o Paços de Ferreira. Porém, na Amadora, um golo bastou para que o Estrela ganhasse à Naval e quebrasse um período de três meses sem ganhar. E em Coimbra, houve um nulo, o único da jornada. Entre o Leixões e a Académica. E a culpa é de Beto.

Quando assim é, o futebol agradece. E nós também.

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