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Artigos Relacionados:Ontem, em Portugal, surgiu uma surpresa. Uma surpresa gigantesca.
Roberto, o Roberto do Benfica, foi vendido ao Saragoça. Pronto, tudo bem: o portero espanhol era terceira opção, ficou marcado pela época anterior, perdeu o lugar para Artur e Eduardo, ficou sem condições para continuar. Um dos principais propósitos do Benfica, nesta temporada, era colocar Roberto. Vendido ou emprestado. Pelas notícias, o espanhol negou-se a sair por empréstimo e continuou no plantel do Benfica - ele, Artur, Eduardo, Mika e Júlio César. Só lhe restava abandonar o clube. Portanto, até aqui, onde está a surpresa?
A novidade, violenta e estonteante, chega depois de saber que Roberto saiu. A surpresa é que o Benfica encaixa, pela transferência do guarda-redes, oito milhões e seiscentos mil euros. De novo, pausadamente: oito milhões e seiscentos mil euros. Quer isto dizer que, um ano depois de o ter contratado ao Atlético de Madrid, com uma época negra e errante pelo meio, o Benfica consegue transferir Roberto e, com isso, lucrar cem mil euros. Um negócio da China.
O adepto benfiquista interroga-se e sorri com malandrice. É como se não tivesse jogado e lhe tivessem saído milhões e milhões de euros. Cash, assim caídos do céu aos trambolhões, por milagre. Roberto foi um pesadelo, cedeu pontos, não foi o guarda-redes esperado e fraquejou, mas, apesar de tudo isso, de todos os defeitos, acabou por render um montante gigantesco. Como é possível que um clube como o Saragoça, que luta para não descer, que está mergulhado em problemas financeiros, que demonstra contenção nas compras, cometa uma loucura assim, tão grande prova de confiança, para contar com um guarda-redes que já teve mas que falhou completamente no Benfica?
A verdade pura e dura é esta: o Saragoça pagou oito milhões e seiscentos mil euros ao Benfica pelo passe de Roberto Jiménez. Impressionante.
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Artigos Relacionados:Vitórias morais, podem esquecer, não servem. Quando o resultado é negativo, quando o objectivo sai gorado, quando o suor não vale a pena, de nada vale ter jogado bem, ter obrigado o guarda-redes adversário a aplicar-se a fundo, ter dominado e ter acertado nos postes. Tudo isso, no final, representa um zero, um zero gordo, sem validade. Mas nos jogos de preparação, quando a principal meta é a avaliação das capacidades de resposta da equipa e dos jogadores, o caso pode mudar de figura e as vitórias morais até representam, por vezes, ser um bom prenúncio. O FC Porto hoje, na Suíça, sentiu-o: jogou com o Olympique Lyonnais, controlou o jogo, lançou-se ao rival, criou oportunidades e, feitas as contas, acabou derrotado. Por dois-um.
A uma semana do arranque oficial da época, frente ao Vitória de Guimarães, em jogo da Supertaça, o treinador Vítor Pereira deve ter gostado do que viu. A equipa esteve bem, mostrou dinamismo, teve consistência e cumpriu grande parte dos objectivos traçados. Moutinho comandou o meio-campo, Souza apresentou-se menos precipitado e Kléber, o grande destaque da pré-época, mostrou raça, querer e esforço. O dragão ainda se sente órfão das principais figuras, ainda não tem Falcao nem Álvaro Pereira, talvez até nem os venha a ter mais, mas revelou atitude, garra e alternativas válidas.
O que falhou, então, na exibição do FC Porto? Finalizar. Faltou poder de fogo ao dragão, faltou concretizar as oportunidades e consumar o domínio. Hulk tentou, Fucile acertou no poste, o perigo espreitou mas não passou disso, apenas Rúben Micael, de orgulho ferido depois da desfeita de Lisandro López, conseguiu concluir com êxito. O Lyon marcou das duas vezes em que alvejou a baliza de Helton, por Lisandro e Michel Bastos, golos a abrir e fechar o jogo, em dois erros da defesa azul, conseguindo a primeira vitória na pré-temporada. O FC Porto, pelo contrário, perdeu, depois de uma série imaculada. Mesmo que fique com uma vitória moral.
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Artigos Relacionados:O despertador toca. As pestanas soltam-se em dois tempos. O espevitar é forte, violento, faz acelerar o coração e sentir o sangue a pulsar. A cabeça lateja. Lá dentro, um eco, primeiro ao fundo, depois crescente, uma sucessão de imagens e de rostos pelo meio, sempre a bater, sem misericórdia, para fazer estragos. Cadeira de sonho, cadeira de sonho, cadeira de sonho. O som cresce, aumenta, mói e destroça a alma. Traz outras palavras coladas, traz sorrisos, traz imagens de vitória, saltos de alegria. É o clube que eu adoro, daqui não saio, é um sonho, não abdico deste lugar por nada. A pressão é cada vez maior, solta-se o lençol, a almofada vai pelos ares em linha recta. Um Prozac, por favor. Pode ser que a coisa alivie. O que é isto, pá?
Mãos na cara, cabeça baixa, indicadores passados pelos olhos e um movimento rápido para erguer o pescoço. O que é isto, pá? A pergunta repete-se. Foi um pesadelo, só pode ter sido, foi um pesadelo, o André, o nosso André, não fazia isso, ele é um de nós, carago, não nos ia deixar assim. Liga a televisão. Ainda ensonado, com os olhos semicerrados, pode ser que aquilo tenha sido o efeito de um copo a mais, sabe-se lá, há coisas que não se explicam. Não, esqueçam, não há pesadelos, não há ressaca, não há nada a não ser o que é na verdade. Um, dois, vamos lá interiorizar. A realidade pura e dura é que André Villas Boas rescindiu com o FC Porto, pagou os quinze milhões de euros da cláusula e partiu para o Chelsea. Oh não, nem o Prozac ajuda. Cabeça na almofada e esquecido o mundo maldito.
André Villas Boas é, agora, nome proibido para a maior parte dos portistas. Foi um herói, um herói louco, por aquilo que fez, pelas vitórias, pelos recordes, pelos títulos, pelos saltos, por uma época de sonho, mas, não há hipótese, foi tudo por água abaixo. A irritação não sai. O sentimento de traição apodera-se, corrói por dentro, faz mossa e absorve a razão. Porra, pá, pensei que eras um dos nossos, que desilusão, que traidor, que mercenário, és um falso. André foi embora. Tomba do pedestal, perde o crédito, passa a zé-ninguém, só mais um que serviu e foi servido pelo clube, sai sem glória depois de um ano imortal. Deixou o dragão enfurecido, revoltado e em erupção.
A carga pronta e metida nos contentores, adeus, ó meus amores, que me vou. Agradecido. Com quatro títulos ganhos, com um percurso dourado, com uma época que dava para uma estátua logo à primeira tentativa. Mas a vida é feita de momentos. Houve um em que o Chelsea chamou, as libras amontoaram-se, André perdeu-se nos cálculos, viu uma possibilidade única, gostou e aceitou deixar tudo para trás. Não havia como recusar. André era o adepto, era o jovem, era o dragão, era o treinador. Era muitas coisas num só. Os dragões de bancada reviam-se nele. Competente, entusiasmante, categórico e portista. Naquela pose de mão no queixo havia compromisso pela vitória, naquele olhar fixo a vontade de superar tudo, no discurso a capacidade de mudar o destino e nos saltos a alegria de alguém que trabalha por paixão e por gozo. Cadeira de sonho, cadeira de sonho, cadeira de sonho.
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