terça-feira, 2 de agosto de 2011

Quando sai a sorte grande... sem jogar!

Ontem, em Portugal, surgiu uma surpresa. Uma surpresa gigantesca.


Roberto, o Roberto do Benfica, foi vendido ao Saragoça. Pronto, tudo bem: o portero espanhol era terceira opção, ficou marcado pela época anterior, perdeu o lugar para Artur e Eduardo, ficou sem condições para continuar. Um dos principais propósitos do Benfica, nesta temporada, era colocar Roberto. Vendido ou emprestado. Pelas notícias, o espanhol negou-se a sair por empréstimo e continuou no plantel do Benfica - ele, Artur, Eduardo, Mika e Júlio César. Só lhe restava abandonar o clube. Portanto, até aqui, onde está a surpresa?


A novidade, violenta e estonteante, chega depois de saber que Roberto saiu. A surpresa é que o Benfica encaixa, pela transferência do guarda-redes, oito milhões e seiscentos mil euros. De novo, pausadamente: oito milhões e seiscentos mil euros. Quer isto dizer que, um ano depois de o ter contratado ao Atlético de Madrid, com uma época negra e errante pelo meio, o Benfica consegue transferir Roberto e, com isso, lucrar cem mil euros. Um negócio da China.


O adepto benfiquista interroga-se e sorri com malandrice. É como se não tivesse jogado e lhe tivessem saído milhões e milhões de euros. Cash, assim caídos do céu aos trambolhões, por milagre. Roberto foi um pesadelo, cedeu pontos, não foi o guarda-redes esperado e fraquejou, mas, apesar de tudo isso, de todos os defeitos, acabou por render um montante gigantesco. Como é possível que um clube como o Saragoça, que luta para não descer, que está mergulhado em problemas financeiros, que demonstra contenção nas compras, cometa uma loucura assim, tão grande prova de confiança, para contar com um guarda-redes que já teve mas que falhou completamente no Benfica?


A verdade pura e dura é esta: o Saragoça pagou oito milhões e seiscentos mil euros ao Benfica pelo passe de Roberto Jiménez. Impressionante.

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