domingo, 21 de novembro de 2010

A motivação para o sucesso

Há uma teoria que defende a motivação como ponto de partida para o sucesso. Quem está feliz, de bem com a vida, tem paz de espírito e consegue fazer mais e melhor. Todos concordam. O rendimento aumenta em proporcionalidade directa com a motivação. A selecção portuguesa, por exemplo, agora está motivada. Há uns meses, na África do Sul, não estava: Carlos Queiroz parecia tranquilo, com a solução para todos os problemas, a serenidade em pessoa, mas, lá no fundo, perdia-se nas suas dúvidas, nos seus receios e nos seus medos. Portugal jogou à sua imagem: pragmático, expectante, temerário. Com Paulo Bento, a selecção ganhou nova vida. Rompeu com o passado, enrolou-o numa bolinha de papel, fez mira ao caixote do lixo e esqueceu os erros, os vícios e a postura utilizada. Agora está confiante.

Portugal joga, cresce, progride com a bola no pé, não teme o adversário, respeita-o, conseguindo, com a união do talento e da qualidade de cada um, criar um grupo forte. Uma equipa é isso: uma família, onde se juntam diversos egos e o objectivo é potencializar cada um deles em busca de uma finalidade comum.
Portugal vergou a Espanha. Não foi um arrufo de vizinhos, uma disputa territorial ou uma quezília com nuestros hermanos. Foi uma vitória sobre o campeão do Mundo. E que antes fora campeão da Europa. O tiki-taka espanhol, à Barcelona, foi aniquilado, pressionado, impossibilitado de surtir efeito. Espanha foi manietada.O maior mérito de Paulo Bento é, leitor, a simplicidade como encara as coisas. Não é desleixado, não deixa a preparação por mãos alheias ou não quer saber da forma como joga o adversário.

Paulo Bento consegue não criar problemas onde não existem: se tem bons jogadores, que jogam nos melhores clubes europeus, há que os aproveitar, mentalizar da importância de representarem a selecção nacional, não lhes pedir que sejam heróis, porque não os há, mas que, fazendo o melhor que podem, sejam capazes de levar Portugal para a frente. Do nada, Portugal ganhou à Espanha. Foi brilhante, roçou a perfeição, recuperou a chama, alimentou a garra e deixou os espanhóis, atónitos e incapazes, plenamente perdidos. Por momentos, a selecção esqueceu-se do mau período que passou. O próprio país sorriu -
eh, pá, não é todos os dias que se ganha aos espanhóis.

Lá voltamos ao início, leitor: acha que se não estivesse motivada, vivendo atolada em dificuldades e sem esperanças, apesar do jogo ser particular, Portugal poderia ganhar? A motivação é meio caminho andado para o sucesso.

NOTA: Artigo escrito para a parceria com o blogue Império Futebolístico.

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