domingo, 18 de julho de 2010

Luis Suárez e Asamoah Gyan: O céu e o inferno

Último minuto do prolongamento. Uruguai e Gana, surpresas da competição, em igualdade. Jogo decisivo para a passagem às meias-finais, um vencedor por apurar, desse por onde desse, nessa noite. Os ganeses, único representante africano, dispõem de um livre. Tem que ser ali, caso contrário só nas grandes penalidades. A equipa sobe, o Uruguai fecha-se. Bola na área, perigo iminente para Fernando Muslera, à espera de um desvio precioso, chance que não se desperdiça. Luis Suárez, herói dos golos uruguaios, trava a bola. Por duas vezes. Na última, com a mão. A chamada mão do diabo.


Asamoah Gyan, estrela ganesa. Um remate certeiro seria muito mais do que um simples golo: a primeira vez que uma selecção africana quebraria a barreira dos quartos-de-final. Gyan tem crédito. Confia em si e sabe que tem o peso de um continente sobre os seus ombros. Respira, olha para Muslera e dispara. A bola bate na trave, com estrondo, saindo para a bancada. O Uruguai festeja, é afortunado e consegue ganhar na lotaria das penalidades. Gyan desespera. Desceu ao inferno. Suárez ficou como herói uruguaio.

Ao longo dos próximos dias, no FUTEBOLÊS, poderá ver as imagens que mostram os momentos mais marcantes do Mundial 2010

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