domingo, 14 de março de 2010

Um líder que sabe o que quer

O Benfica ganhou ao Nacional, na Madeira, por 1-0. Mantém-se, por isso, na liderança. É, indiscutivelmente, um triunfo importantíssimo: por ser no terreno de um adversário complicado, embora a época não lhe corra de feição, e por anteceder o jogo com o Sp.Braga. Assim, no duelo com os minhotos, de risco máximo e com muito em jogo relativamente à conquista do título de campeão nacional, o Benfica possuirá três pontos de avanço sobre o seu opositor. Os encarnados tiveram que suar, despir o fato de gala de um líder, deixar de lado os galões e colocar mãos à obra. Só assim, com muito sacrifício, mais transpiração do que inspiração, conseguiram levar de vencida a equipa madeirense. Novo teste superado, liderança mantida, novo jogo na caminhada para o título.

Os campeões fazem-se de sofrimento. Nenhuma equipa pode ser sempre brilhante. Os encarnados, aliás, há muito deixaram para trás o frenético ritmo com que iniciaram a época, atemorizando os rivais, funcionando como uma máquina de destruição, juntando inúmeros golos às exibições cheias de força e classe. Em cada jogo, há que saber adaptar a equipa à forma de jogar do adversário, aproveitar as lacunas existentes, praticar um futebol prático e que seja, antes de mais, eficaz. Se der para juntar uma exibição agradável, tanto melhor. O que importa mesmo é vencer. O Benfica é consistente, tem perfeita noção de que nunca nos últimos anos esteve tão perto da glória, pressente que se não falhar irá quebrar a superioridade que o FC Porto tem imposto no campeonato.

Apesar de mais ofensivo, o Benfica encontrou muitas dificuldades para ser verdadeiramente perigoso para a baliza de Rafael Bracali. O Nacional jogou bem, tirou margem aos encarnados, apostou nas transições para criar perigo e procurar um golo. Há mérito na forma como os madeirenses impediram que o Benfica assumisse plenamente o controlo do jogo. Daí que os benfiquistas tenham sido obrigados a um jogo de paciência, insistente, sem ser deslumbrante. Teve uma oportunidade de ouro, aos sessenta e dois minutos, numa grande penalidade (mal assinalada): Cardozo encarou com Bracali, rematou em jeito, não aplicou a potência do seu pé esquerdo, o tiro saiu ao lado do alvo. Convenhamos: num jogo em que a equipa não conseguia desatar o nó, desperdiçar tão soberana ocasião poderia ter sido fatal.

Não houve, sequer, tempo para lamentações. Rúben Amorim, o lateral direito na vez de Maxi Pereira, entrou na área, cruzou rasteiro, a defesa do Nacional descompensou-se, Cardozo, solto, encostou para o fundo da baliza. Redimiu-se, então. Os encarnados festejaram com Tacuara, melhor marcador da equipa, infeliz na grande penalidade, decisivo logo após. Foi fundamental para o jogador, certo, mas, sobretudo, para a vitória da equipa. Em vantagem, já se sabe, este Benfica gere o seu jogo, impõe o ritmo que melhor se lhe ajusta, torna-se ainda mais difícil de superar. E - muito importante - tem estrelinha. O Nacional tentou, obrigou Quim a trabalho, nunca encolheu os ombros. Foi brioso. A vitória, contudo, foi do Benfica: liderança, três pontos a mais, frenesim para o jogo com o Sp.Braga. É daqui a duas semanas...

1 Comentário:

Balakov10 disse...

Este Benfica começa a não entusiasmar como no início da época. Ainda assim, vitória justíssima diante de um Nacional muito mais fraco depois da saida do Rúben.

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