segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Taça da Liga: A lógica de ganhar o mais forte

Jogo de confirmação, acima de tudo, e de estreias. Confirmação: o FC Porto, declaradamente apostando pouco na competição, está nas meias-finais da Taça da Liga, após vencer o Estoril. Estreias: de Rúben Micael, contratação recente, chamado à primeira oportunidade por Jesualdo Ferreira, e de Orlando Sá a marcar com a camisola portista em jogos oficiais. De resto, pouco mais a registar - além, ainda, do brilhante golo de Belluschi. Vitória do FC Porto, a equipa mais forte. Numa exibição que não foi inspirada, nem pouco mais ou menos, antes suficiente para vincar as diferenças entre as equipas. Do grupo A, sai também outro apurado: a Académica venceu o Leixões, conseguiu ser o melhor segundo classificado e assumiu a última vaga.

Rio Ave e Benfica, empatados na pontuação, com vantagem para os vila-condenses, tinham o tira-teimas na última jornada. Aos encarnados, não olhando aos resultados alheios para a definição do segundo melhor classificado, a vitória era o único caminho. O Rio Ave complicou a tarefa, mas o objectivo foi cumprido. Sobressaiu Cardozo. Não a marcar, o seu atributo, a assistir: Carlos Martins, primeiro, Dí María na confirmação da vitória. A equipa de Carlos Brito, como é seu apanágio, não deu o jogo por perdido e tentou de tudo para garantir o empate (que, diga-se, lhe dava a passagem). Em vão, contudo. Alain Kardec, reforço do Benfica, poderia ter-se estreado a marcar, mas acertou, por duas vezes, no poste.

Passados os problemas internos, esquecido o conflito com Sá Pinto, Liedson manteve a titularidade. Poderia ter algum castigo, mas a administração leonina não o quis: o Levezinho é um jogador fundamental, imprescindível até. Decidiu, na Trofa, com um golo oportuno, uma cabeçada que projectou o Sporting para a próxima fase da Taça da Liga e desfez as aspirações do Trofense. Ninguém duvida, então, da sua importância. Sétima vitória consecutiva dos leões, um ciclo importante, alcançada numa partida controlada e gerida pelo Sporting, perante um adversário que procurou incomodar Rui Patrício, mas não dispôs dos mesmos argumentos. Numa luta com armas desiguais, venceu quem é melhor. Naturalmente.

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