sábado, 31 de janeiro de 2009

A linguagem do futebol


Há uma linguagem própria para o futebol. São aquelas palavras que se ouvem todos os dias quer pela televisão quer pela rádio ou mesmo no estádio e que qualquer apaixonado por futebol conhece. É engraçado ouvir dizer que um jogador é a arma-secreta, que estava acampado ou que levou uma traulitada. Ou ainda que foi um passe de bandeja feito com régua e esquadro. É isto o futebolês.

O futebolês é um jogo de palavras, de imaginação e criatividade. Os relatos de futebol pela rádio estão recheados de metáforas e dessas expressões da gíria. Para um adepto fanático, não há dificuldade nenhuma em saber que a zona do agrião é aquela parte da área junto à marca do penalty e que um buldozer é um jogador que joga com tudo, com toda a garra. Mas para quem anda um pouco desligado destas coisas, percebe-se o porquê de, por vezes, não conseguirem perceber o que o relator ou narrador quis dizer quando afirmou que a equipa estava a usar o chuveirinho para a área ou que foi um golo de antologia. Mas não são só os jornalistas e comentadores que cultivam o futebolês. José Maria Pedroto falou, enquanto treinador do FC Porto, num roubo de igreja. Mourinho no autocarro em frente à baliza.

Eu confesso que sou daqueles que acompanha os relatos dos jogos, mesmo estando a ver na televisão. Não só pela emoção e intensidade que a rádio tem mas porque é aí que o futebolês mais é usado. Ouvir dizer que um jogador é um autêntico passador e tem uns pézinhos que parecem dois ferrinhos de engomar é algo delicioso - para quem ouve, claro. É isto a linguagem do futebol. Ou então que uma equipa está a dar um festival ou um bigode a outra que não consegue sair do ferrolho e pode levar uma cabazada. Confusos? O que se quis dizer foi que uma determinada equipa está a dominar o jogo e o adversário não consegue sair da zona defensiva e arrisca uma goleada. Simples.

Todos aqueles que gostam mesmo de futebol conhecem estas expressões de cor e salteado. Quando é para falar de uma boa jogatana não há ninguém que não use o futebolês. Mesmo sem querer.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Taça de Portugal: A lei do mais forte

Paços de Ferreira, FC Porto e Nacional estão apurados para as meias-finais da Taça de Portugal. Falta ainda o vencedor do jogo entre o Vitória de Guimarães e o Estrela da Amadora, adiado para 17 de Fevereiro, para ficar completo o quadro de equipas. Equipas essas da Liga Sagres, portanto. Porque o Atlético de Valdevez, sensação da prova, ficou pelo caminho. De forma cruel, mas imperou a lei do mais forte.

Os quartos-de-final começaram bem, no Paços de Ferreira-Naval. Um jogo emotivo, sem aquela monotonia a que estamos habituados e, sobretudo, com golos. Muito golos. Oito, para ser preciso. O Paços marcou cinco, a Naval ficou-se pelos três. Ninguém, certamente, esperaria tal resultado. Quer pela morfologia das duas equipas quer pelas condições metereológicas, com intensa chuva e um relvado pesadão. Não costumam ser as melhores condições para jogar. Rui Miguel foi o herói da tarde, com um hat-trick. Quem dera que fosse sempre assim.

Com o Paços já apurado, entraram em campo o FC Porto e o Leixões. Havia grandes expectativas, quanto mais não fosse pela vitória que os leixonenses conseguiram no Dragão para a Liga Sagres. Porém, este jogo tinha características bem diferentes: primeiro porque era a eliminar, um mata-mata como diria Scolari; depois porque os momentos das duas equipas não tinham nada de parecido em relação ao jogo do campeonato, com uma subida de rendimento dos portistas e uma quebra do Leixões. O jogo começou da melhor maneira para o FC Porto, com o golo. Por Mariano González, depois de uma boa jogada com Lucho e Lisandro pelo meio. Estavam decorridos cinco minutos. O Leixões tentou, depois, o tudo por tudo e assistiu-se, até final, a um jogo de grande qualidade. Disputado, intenso, vivo e recheado de oportunidades. Só foi pena não terem havido mais golos. O de Mariano chegou para levar o FC Porto para as 'meias'. E com caminho aberto para a conquista da Taça. Na teoria, pois.

Tempo também para o Atlético de Valdevez-Nacional da Madeira. A equipa sensação da Taça, depois de afastar quatro equipas da Liga de Honra - Olhanense, Gil Vicente, Oliverense e Santa Clara - recebeu o Nacional. E perdeu, foi eliminado nos penaltis. Que forma tão cruel de sair de cena! O Atlético (com salários em atraso, é bom lembrar!) bateu-se de forma quase heróica. Esteve pertinho de ganhar quando, a dois minutos do final do tempo regulamentar, Cara obrigou Bracalli a uma enorme defesa para a barra. O jogo foi para prolongamento e, finalmente, para os penaltis. Aí notou-se a inexperiência desta equipa da II Divisão. O Nacional levou a melhor. Está apurado. Mas há que tirar o chapéu ao Valdevez e ao seu treinador, Micael Sequeira.

Em resumo, Paços de Ferreira, FC Porto e Nacional são os apurados. Falta um, ou Guimarães ou Estrela. Saber-se-à a 17 de Fevereiro. Até lá regressa a Liga Sagres. Ah, e a Taça da Liga - se os problemas sobre quem são os apurados forem resolvidos, claro.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

O tema do costume e Mesquita Machado

O futebol em Portugal precisa de uma reflexão profunda. Foi mais ou menos isto que disse Mesquita Machado, quando apresentou as razões da sua demissão do cargo de presidente da Assembleia Geral da FPF - estive quase, quase a escrever um texto sobre isso mas mudei de ideias. Porém, eu acrecento que para além de uma reflexão, o futebol português precisa é de uma autêntica revolução. Desde baixo.

Os últimos meses têm sido passados a falar sobre arbitragem. Começou com Bruno Paixão no Sporting-FC Porto, da Taça, e agigantou-se com Pedro Henriques no Benfica-Nacional e o famoso caso da mão na bola ou bola na mão. Desde aí tem sido uma enxurrada de erros, com os jogos de Sp.Braga com Benfica e FC Porto em grande destaque. São erros a mais. Erros graves. Mas temos que reconhecer que os árbitros estão sob pressão e estas situações só o pioram. Porque sabem que ao mínimo erro terão o Mundo em cima. Os árbitros e Vítor Pereira, o presidente do Conselho de Arbitragem. De que todos se querem ver livres. E alguém gosta de trabalhar sob pressão? Não me parece.

Contudo, muitos adeptos de futebol têm a ideia que só os grandes é que jogam em Portugal (eu também o faço, por vezes). Ora vamos ver os últimos jogos de que tanto se fala, o Benfica-Sp.Braga e o Sp.Braga-FC Porto. Duas arbitragens medonhas de Paulo Baptista e de Paulo Costa - este último que, segundo Mesquita Machado, estaria nomeado para o jogo da Luz - que para além de beneficiarem dois grandes, prejudicaram o Sp.Braga. Duas jornadas consecutivas. Alguém pensou nisso? Talvez, porém interessa mais dizer que o Benfica e o FC Porto foram ajudados. E foram, sem dúvida. Os prejudicados foram os bracarenses. E isso é que importa. Pois se não fossem esses dois jogos, o Sp.Braga estava bem mais acima na classificação. Como disse Mesquita Machado - e essa foi uma das razões da sua demissão - e sem ser preciso Playstation.

De tudo isto fica uma ideia: os árbitros precisam de ser blindados, de estarem protegidos da crítica e não terem pressão. Isso não acontece, infelizmente. Porque cada um rema para o seu lado e não há união. Pelo menos é o que parece.

domingo, 25 de janeiro de 2009

Este líder também teve mãozinha

ANÁLISE JORNADA 15 - LIGA SAGRES

Está confirmado que há alguma alergia ao primeiro lugar e não há que lhes valha. O que quer dizer que o líder voltou a mudar. Na última jornada da primeira volta, chega o FC Porto, o campeão, à liderança. Que vem direitinha das mãos do Benfica, depois de uma semana de interregno para os portistas. Também com uma mãozinha do árbitro, tal como tinha sucedido na passada ronda. Mas isso já não é notícia, pois não?


Invertendo a ordem dos acontecimentos, comecemos pelo jogo do novo líder, o FC Porto. Que jogou fora, com o Sp.Braga. O que é sinónimo de grande emoção, disputa e incerteza. Esta vez não foi excepção. A equipa de Jorge Jesus, que já havia feito uma excelente exibição na Luz, entrou com tudo e teve vinte minutos com uma intensidade enorme onde empurrou o FC Porto para a sua área, completamente encostado às cordas. Os portistas limitavam-se a defender, impotentes para mais. Conseguiram depois equilibrar e aos poucos sacudir a pressão inicial. Surgiu o golo de Rodríguez, para o FC Porto. Injusto. E beneficiando de uma posição irregular, é verdade - no fim vamos ao árbitro, para não variar. De um momento para o outro, o jogo mudou totalmente. Marcou a seguir, à meia-hora de jogo, Lisandro num presente da defesa bracarense. Foi uma machadada no jogo. O Sp.Braga atarantou-se um pouco, desorganizou-se e o FC Porto continuou mais perigoso, com mais oportunidades para aumentar. A segunda parte confirmou isso mesmo. Com dois golos de vantagem, os portistas entregaram a iniciativa ao Sp.Braga que, verdade seja dita, falhou no último passe, na finalização. Os arsenalistas tinham mais posse, mais ataques e coleccionaram cantos mas não foram perigo iminente para Helton. Acabou o jogo com a vitória do FC Porto. E com a liderança do campeonato. Vamos agora ao árbitro, ou melhor, à equipa de arbitragem. Com muitos erros. Parece estar a tornar-se um hábito. Paulo Costa e os assistentes contribuíram. O primeiro golo do FC Porto é precedido de fora-de-jogo de Hulk que assistiu Rodríguez; depois há o golo mal anulado a Tomás Costa, pouco antes do intervalo e ainda queixas do Sp. Braga em dois penaltis (ou terão sido três?) por marcar a favor do Sp.Braga: um puxão de Cissokho (boa estreia) a Alan, um derrube de Helton a Meyong - difícil análise- e uma mão de Guarín num cruzamento de João Pereira. Paulo Costa não marcou nenhum. Um fartote!

Agora, o jogo do ex-líder, o Benfica. A jogar no Restelo, frente ao Belenenses, a equipa de Quique Flores não mostrou os argumentos que lhe eram exigívies. Quanto mais pela condição de líder. Ok, é verdade que o estado do relvado não ajudava nada a jogadores tecnicistas como os encarnados mas isso não pode ser desculpa para tudo. Até porque o jogo do Benfica não se pode limitar a ser pontapé para a frente à espera que Suazo resolva. Apenas os primeiros quartos de hora, tanto da primeira como da segunda parte, demonstraram intensidade e vontade de vencer. Di María fez figura de corpo presente, Suazo desperdiçou até dizer chega e aquelas não eram condições para Aimar. Faltou atrevimento a este Benfica, com cautelas defensivas a mais. Mas houve também o árbitro. Entre penaltis por marcar (o Benfica reclama dois, o Belenenses um) e outros disparates, foi fraquinho. Para variar.

O jogo da equipa que poderia ser líder mas falhou, o Sporting. A formação de Paulo Bento jogou um dia depois do Benfica e sabia que em caso de vitória dobraria o campeonato em primeiro lugar. Era preciso ultrapassar o Nacional, na Choupana. Não é tarefa fácil para quem quer que seja. Falhou. Num jogo bem dividido, com oportunidades e um resultado justo. Marcou primeiro Nenê para o Nacional (atenção a este jogador) num chapéu sensacional a Rui Patrício, empatou Vukcevic para o Sporting. Os leões tiveram um antes e um depois de Vuk, que saiu por lesão. A equipa ressentiu-se dessa saída e perdeu o poder ofensivo que tinha até então. O Nacional equilibrou também a balança depois da entrada de Mateus e já depois de ter estado muito próximo de ganhar - Patrício defendeu um penalty de Nenê. Qualquer das duas equipas estiveram perto de ganhar e de perder. Empataram. E bem. Palavra para a prestação de Artur Soares Dias, o árbitro. Do melhor que se tem visto nos últimos tempos. Fosse sempre assim.

Animação no topo, animação no fundo. Destaque para a vitória do Estrela da Amadora, 2-0, sobre o Rio Ave que demonstra que mesmo sem dinheiro e com todas as dificuldades que se conhecem, o Estrela consegue resultados bem positivos. Um exemplo. Na enésima estreia de Carlos Cardoso como treinador do Vitória de Setúbal em jogos do campeonato, os problemas na finalização mantiveram-se. Resultado: vitória 1-0 da Naval, no Bonfim. O Paços de Ferreira quebrou a boa série de resultados do Trofense, com uma vitória por 3-1, depois da vitória sobre o Benfica e o empate no Dragão. O Leixões empatou, pela terceira vez consecutiva, a zero. Na Madeira, ante o Marítimo, a única equipa a querer vencer. Está diferente a equipa de José Mota. Mas é normal.

Na última jornada da primeira volta, o líder voltou a mudar. Até quando?

sábado, 24 de janeiro de 2009

O Benfica e as críticas de Quique

É mais um texto sobre o Benfica. Quase um anexo do outro, o real Benfica de Quique. Porque algo não está bem com os encarnados. Não tanto pelos resultados - empatou a zero no Restelo o que lhe pode tirar a liderança - ou pelas exibições que também não têm sido nada famosas. São pelas opções e declarações de Quique Flores. O treinador espanhol mudou o seu discurso de forma radical e, contrariamente ao que fazia no príncipio, decidiu disparar contra os jogadores. Em público.

Primeiro foi o caso de Quim. O guarda-redes português, considerado por muitos o melhor, saiu da equipa depois de um erro contra o Vitória de Setúbal. Um erro que custou dois pontos aos encarnados. Cedeu a baliza a Moreira, ele que também falhou na derrota com o Trofense e a Moretto (na Taça da Liga) que não é nem de perto nem de longe guarda-redes para o Benfica. Para mim, Quim é o melhor guarda-redes que Quique tem à disposição. Regressou ontem, no Restelo, à convocatória mas foi para o banco. Até quando? Sim, porque Moreira e Moretto já tiveram erros parecidos aos de Quim. Ou piores.

A seguir foram as palavras para Balboa. Quique disse não gostar do rendimento do extremo espanhol e que não sabia se era jogador para o Benfica. Tem razão. Balboa tem sido uma autêntica nulidade. Porém, criticar publicamente não me parece a melhor opção. Os adeptos gostam, é sinal de disciplina. O jogador não, perde motivação. E foi Quique quem o quis contratar. Paradoxal.

No final do jogo com o Belenenses, ontem, o visado foi outro: Jose Antonio Reyes. Quique Flores afirmou que 'se o jogador não joga é porque há algum problema' e que 'tem muitas manchetes nos jornais mas rendimento zero'. Volta a ter razão o treinador, pois Reyes não tem tido a importância que dele se esperava. Mas daí a dizer que são machetes a mais... Também as indirectas a Sidnei ficaram expressas no final da partida. Podem dizer que Quique é frontal e não arranja desculpas, não se queixa do árbitro (que prejudicou os encarnados no Restelo) e chama os "bois pelos nomes". Contudo, essas situações causam mal-estar nos jogadores. Até que ponto não tivesse sido melhor Quique ter assumido a sua responsabilidade, a exemplo de Mourinho no passado jogo com a Atalanta e ter protegido os jogadores?

Quique tem razão. Mas parece-me que não está a escolher o melhor caminho para exigir mais à equipa. Até por serem jogadores bem conhecidos e escolhidos por si. Assim como Aimar que não tem estado nos melhores dias. Mas também Di María e Suazo. O argentino não tem dado uma para a caixa e o hondurenho tem apenas quatro golos no campeonato. Quando há Cardozo, que na época passada, de pesadelo, marcou mais de vinte golos. Ou ainda Nuno Gomes. Quique Flores já tinha dito que o Benfica não ia jogar bonito, porque o que interessa são os resultados. Mas também não pode ser só pontapé para a frente e esperar que Suazo resolva.

Duas entrevistas exclusivas com Pedro Azevedo



Pedro Azevedo nasceu, na Póvoa de Varzim, a 29 de Novembro de 1967. Fez o primeiro relato de futebol em 1985, numa rádio local, um jogo entre o Varzim e o Gil Vicente. Esteve, depois, um curto tempo na TSF mas não recusou o convite de Ribeiro Cristóvão para entrar para o Departamento de Desporto da Rádio Renascença. Já lá vão vinte anos. Esteve nos grandes momentos internacionais do FC Porto, em Sevilha e na Alemanha. Diz que para alguém ter sucesso numa profissão precisa de ter gosto nela e não se sente um bom relator - Clique aqui para ler esta entrevista (Setembro de 2008)

Falta ainda mais de uma hora para a última edição de Bola Branca no dia 21 de Agosto de 2009. A última da semana, marcada para as 22h30. Em ponto, sem qualquer atraso. Pedro Azevedo procura novidades e ultima os textos para que tudo corra bem. Será mais uma edição na carreira, ultrapassada que está a barreira das vinte mil. No entanto, os cuidados têm de ser sempre os mesmos. Afinal, nada pode escapar ao ouvinte. Pelo meio, com um olho no jogo que dá na televisão e outro no gravador, ainda há tempo para uma entrevista. De cerca de quarenta minutos que voaram. Já está tudo?! - Clique aqui para ler esta nova entrevista exclusiva, realizada em Agosto de 2009

NOTA: As fotografias presentes na entrevista têm créditos de José Luís Moreira e datam dos dias 28 e 29 de Maio, aquando do workshop Informação Desportiva na Rádio.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

"Se não acreditam no futebol, não vão ao futebol"

Quem o diz é Vítor Pereira, presidente do Conselho de Arbitragem da Liga. E foi infeliz. Disse-o numa altura em que cada vez mais os árbitros estão expostos e em que tanto se debate sobre a profissionalização. É uma afirmação paradoxal àquilo que esta Liga de Hermínio Loureiro defende: melhor futebol e estádios cheios. Sporting e Sp.Braga foram dos mais queixosos, pedindo imediata demissão de Vítor Pereira. O presidente do CA respondeu que 'obviamente não me demito'. E fez bem, pois não é caso para isso.

Vítor Pereira não mediu o impacto das suas palavras. Não foram felizes, como também não foram quando disse que não podia contratar árbitros no mercado de Inverno. Mas percebe-se o desabafo.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Como isto anda...

Mais uma polémica no futebol português, mais uma. Agora na Taça da Liga. Isto porque os regulamentos da competição estão em desacordo com aquilo que é defendido pela Liga de Clubes. Ora bem, no regulamento está escrito que o primeiro factor de desempate é o goal-average. Então se assim fosse quem passaria às meias-finais seria o... Belenenses e não o Vitória de Guimarães. Sim, porque goal-average é a o quociente entre os golos marcados e os golos sofridos, logo diferente do goal-diference onde se faz a diferença entre golos.

Depois da explicação, vamos ao caso concreto: Vitória e Belenenses terminaram com os mesmos pontos. A equipa de Guimarães com 3-2 em golos, enquanto que os azuis de Jaime Pacheco com 2-1. Ora calculando o goal-average, o Vitória ficava com 1,5 e o Belenenses com 2. Não restam dúvidas de quem passaria à próxima fase. Porém, a explicação da Liga para esta situação é que "actualmente, em todas as competições internacionais, a referência ao 'goal-average' expressa a diferença entre golos marcados e sofridos". Entretanto, o Belenenses tentou impugnar o sorteio (será que vem aí um novo caso Mateus?) mas sem sucesso - o adversário do Benfica é mesmo o Vitória.

Isto realmente há coisas que só em Portugal. E tudo no dia em que os presidentes das federações ibéricas acordaram que vão concorrer em conjunto ao Mundial 2018.

domingo, 18 de janeiro de 2009

O real Benfica de Quique

É um texto sobre o Benfica. Sobre o Benfica de Quique Flores, o Benfica que foi campeão de Inverno. Sobre o Benfica que foi eliminado da Taça de Portugal e que não esteve nada bem na UEFA. Uma equipa de altos e baixos, por isso. Mas afinal de que é capaz este Benfica? Porque bons jogadores tem de sobra...

Para começar, talvez seja melhor recordar a época anterior dos encarnados: um autêntico desnorte, onde todos todos falavam e ninguém se entendia. Os erros começaram cedo, logo na primeira jornada, com o despedimento precoce de Fernando Santos. Chegou Camacho, visto pelos benfiquistas como salvador da Pátria. Acabou por se revelar outro erro de 'casting', as exibições não foram boas e os resultados muito menos. Saiu e chegou Chalana, o terceiro técnico da época, uma solução interna. Aguentou como pôde mas foi só um prolongar da agonia de um Benfica que estava completamente à deriva. Terminou fora dos lugares da Liga dos Campeões e a mais de vinte pontos do FC Porto, o campeão.

Algo não estava bem. Não havia organização nem muito menos estabilidade. Houve a necessidade de pôr ordem na casa. Luís Filipe Vieira ficou apenas com a parte directiva e deixou o futebol nas mãos de Rui Costa. O maestro começou cedo a planear a nova época tentando manter o que de bom tinha sobrado da temporada passada. Encontrou em Quique Flores, ex-treinador do Valência, a pessoa ideal para recolocar, a curto-médio prazo, o Benfica no bom caminho. Com o treinador encontrado, depois de se ter falado em Carlos Queiroz e Eriksson, havia que montar a equipa. Vieram jogadores com provas dadas - Aimar, Suazo e Reyes - a que se juntaram outros como Yebda, Carlos Martins e Sidnei (jovem central com grande potencial). Apesar disso, Quique sempre teve um discurso calculista e, acima de tudo, realista. Nunca pediu o céu e a lua, pediu trabalho e dedicação. Para que o Benfica fosse melhor e quebrasse com o passado recente. Sem pressa. Não se iludiu.

Mas vamos à prática. A base deste Benfica de Quique Flores assenta num jogador: Katsouranis. Peça fundamental no meio-campo quer em tarefas defensivas quer a fazer a ligação com o ataque. Também a linha mais recuada está bem mais sólida do que na época anterior. Maxi Pereira parece que estabilizou na direita, Luisão (mesmo assim continua a fazer das suas!) e Sidnei entendem-se bem no centro e Jorge Ribeiro, vindo do Boavista, ganhou o lugar na esquerda. Na frente há David Suazo, o homem-golo, servido quer por Nuno Gomes quer por Reyes ou ainda por Aimar. Mas nem tudo são rosas, existem problemas. Não só ao nível do jogo mas também ao nível táctico, começando pelo facto de Quique, passado tanto tempo, não ter ainda uma equipa-base e estar ainda numa espécie de período de experiências (o caso da baliza de onde saiu Quim, passou Moreira e agora Moretto prova-o). Em termos de construção de também existem problemas na ligação de sectores e no fio-de-jogo. Se calhar por isso, Quique opta jogar feio e ser eficaz do que acumular vitórias morais. E também é verdade que se tem dito que o Benfica é uma equipa de altos e baixos e com algumas oscilações. Capaz de jogos dominadores onde ganha e convence - Sporting e Nápoles, por exemplo - e de outros onde não sai nada bem - Olympiacos e Trofense, são casos mais gritantes - e onde a atitude também não convence ninguém. Neste momento, depois de eliminado da UEFA e da Taça de Portugal tem todas as suas atenções viradas para a Liga Sagres. Se não a ganhar haverá fracasso, assumidamente.

Depois de tudo isto fica a pergunta: o que vale realmente este Benfica? Logo se verá. Mas Quique já teve o mérito de apagar a má imagem deixada na temporada passada. Ao menos isso.

sábado, 17 de janeiro de 2009

Especiais

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Outra vez os árbitros... e os assistentes

Eu confesso que não gosto de criticar os árbitros. Ok, eu sei que isso não é muito normal em Portugal mas é verdade. Isto apesar de os árbitros serem vistos como os vilões, como aqueles que estão ali para prejudicar os outros. É este o pensamento da maior parte das pessoas. Eu prefiro acreditar que são erros. Mas uma coisa ninguém pode negar: a arbitragem portuguesa é incompetente. Simplesmente. E não venham cá com teorias de cinema que este é do clube A, do clube B ou do clube C. É não saber.

De qualquer forma chega uma altura em que os erros se sucedem e não há defesa possível. Como agora. Se já não bastasse toda a polémica em torno da arbitragem de Paulo Baptista na Luz, no Benfica-Sp.Braga, três dias depois houve um caso ainda mais grave. Aconteceu no Rio Ave-Sporting, da Taça da Liga. O único golo do jogo, de Vukcevic, foi marcado em escandalosa posição de fora-de-jogo. O jogador estava quase encostado ao poste e atrás do guarda-redes do Rio Ave, imagine-se. António Vilaça, o assistente de Jorge Sousa, a meia dúzia de metros não viu. Só ele não viu. Como Luís Tavares não viu a posição irregular de David Luiz na Luz. Assistentes? Em quê? Nada, zero.

Estes dois casos aconteceram num espaço de uma semana. O da Luz foi num domingo, o de Vila do Conde na quarta-feira seguinte.
Certo está Jorge Jesus quando diz que oa árbitros não sabem mais. É verdade. E eu confesso que não gosto de criticar os árbitros. Acreditem ou não.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Cristiano Ronaldo, perdão, o melhor jogador do Mundo


Cristiano Ronaldo ganhou o prémio FIFA para melhor jogador do Mundo. Justamente pela época sensacional que teve e pelos títulos que ganhou, tanto individual como colectivamente. Pode não se gostar dele mas merece-o. É vaidoso? Sim, sem dúvida. É convencido? Também é. Mas é acima de tudo o melhor jogador do Mundo. E é isso que conta para um jogador de futebol. Parabéns por isso.

A mão do Trofense... e de Paulo Baptista!

ANÁLISE JORNADA 14 - LIGA SAGRES

O campeonato voltou a mudar de líder. Voltou o Benfica ao primeiro lugar. Por culpa do Trofense. Depois de na jornada anterior, ter retirado a liderança aos encarnados, a equipa da Trofa devolveu-a, devido ao empate no Dragão, frente ao FC Porto. Numa jornada envolta em muita polémica, o campeão voltou a falhar em casa. Será que ninguém quer o primeiro lugar?

Antes do FC Porto-Trofense houve o jogo da jornada, o Benfica-Sp.Braga. Um jogo com polémica de sobra e pano para mangas. Uma arbitragem desastrosa de Paulo Baptista (e os assistentes, claro) com interferência no resultado final e com claro prejuízo dos minhotos - não há que o negar. O Sp. Braga foi melhor, dominou mais a partida mas esbarrou sempre ou em David Luiz ou em Moreira. O Benfica esteve lento, apático e sem grandes ideias ofensivas à semelhança daquilo que tinha feito ante o Trofense. Em cima do intervalo, marcou David Luiz, em posição irregular. Afinal quais são as razões de queixa dos arsenalistas? Começam no golo do Benfica, em claro fora-de-jogo; chegam ao penalty forçado, um penaltyzinho, sobre Di María que Eduardo defendeu e ainda um claro penalty de Luisão sobre Matheus (este não deixa dúvida nenhuma, foi a arrancar pela raiz). São erros que fazem parte do futebol, ok. Razão tem Jorge Jesus que na conferência de imprensa disse achar não haver intencionalidade, mas que os árbitros não sabem mais. Tão claro como isso. Os árbitros não sabem mais. É de La Palice.

Já depois do jogo da Luz, o FC Porto recebeu o Trofense. Era à partida um jogo bom para os campeões nacionais manterem a liderança, se bem que a equipa de Tulipa tivesse vencido o Benfica na jornada anterior. Terminou a zero. Porém, foi um daqueles jogos em que o resultado final poderia ter sido uma vitória por três ou quatro golos de diferença.O FC Porto foi melhor, teve mais oportunidades, mais posse mas não conseguiu finalizar. Teve uma bola no poste, teve duas em cima da linha tiradas por Tiago Pinto e Delfim e teve ainda uma, cómica, no fim: Rodríguez com a baliza escancarada rematou para o golo mas apareceu o corte de... Guarín, colega de equipa. No lugar errado à hora errada. Este lance resume o jogo, um misto de azar e aselhice. O Trofense instalou o autocarro em frente à baliza e usou e abusou do pontapé para o ar. Um daqueles jogos que irritam. Quanto mais não fosse pelo antijogo. São estratégias...

Contudo, não foi só o Benfica a beneficiar do empate do FC Porto. Também o Sporting aproveitou para ultrapassar os portistas e igualar a equipa de Quique Flores no primeiro lugar (vantagem no confronto directo para os benfiquistas). Em Alvalade, no jogo com o Marítimo pensava-se que o recente anúncio da não recandidatura de Soares Franco à presidência poderia ter alguma interferência. Nada disso. O Sporting entrou bem, determinado e conseguiu vencer os insulares. Marcou primeiro Vukcevic, que parece estar a regressar ao seu melhor e mais tarde marcou Liedson, o golo da ordem. Sem fazer grandes ondas, Paulo Bento tem conseguido levar a equipa para cima.

Na luta por lugares da UEFA, o Nacional está a fazer um excelente campeonato. E confirmou-o mais uma vez ao vencer na Mata Real por 3-2. Se bem que ainda tenha passado por algumas dificuldades na segunda parte, já depois de estar a vencer por três golos ao intervalo. O Leixões começa agora a perder o fulgor inicial e já leva cinco jogos sem ganhar, tal como o Vitória de Setúbal (é uma desilusão!) que arrancou um empate no Estádio do Mar. Mais um nulo a juntar ao do Dragão e de Matosinhos, aconteceu em Guimarães no jogo entre o Vitória e o Estrela da Amadora. O cerco começa a apertar sobre o castelo. É uma frase feita mas aplica-se na perfeição. No jogo entre últimos, o Belenenses estragou a estreia de Carlos Brito no Rio Ave e mostrou que o treinador tem muito a fazer neste seu segundo regresso a Vila do Conde. Também a Naval voltou às vitórias, contra a Académica, no derby do Centro.

Uma coisa de bom: jornada disputada somente no fim-de-semana, apenas quatros jogos televisionados e outros quatro jogos ao domingo à tarde. Bem melhor do que jogar à segunda às nove da noite. Ao menos isso!

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

A Taça da Liga

A Taça da Liga não chama público aos estádios. A Taça da Liga não cativa nem jogadores nem treinadores. Mas afinal qual a sua importância? Nenhuma, dirão muitos. Outros mais diplomáticos responderão que é uma competição nova, começada a época passada e que ainda procura a sua afirmação. Pois.

Aquilo que todos concordam é que são jogos para cumprir calendário. Quase como a Liga Intercalar. Como se viu ontem no FC Porto-V.Setúbal. Onde apareceram Diogo Viana e Rabiola. Visto assim, a Taça da Liga tem utilidade. Mas acho que o anúncio da não recandidatura de Soares Franco teve mais impacto.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

De bicicleta para o topo

ANÁLISE JORNADA 13 - LIGA SAGRES

Depois de uma jornada de empatas, houve mudanças na Liga Sagres: começando pelo número de golos marcados (desta vez tiraram a barriga de misérias) até à classificação. Especialmente no topo, onde o FC Porto é o novo líder. Para isso muito contribuiu o Trofense que bateu o Benfica, por 2-0, sem espinhas. Tulipa, durante a semana bem tinha avisado que tudo era possível, mas será que alguém o levou a sério? Se calhar não.

De La Palice. A vitória do Trofense sobre o Benfica é o destaque da jornada. Ou a vitória do último contra o primeiro. Na conferência de imprensa que antecedeu o jogo, Tulipa deixou bem claro que a sua equipa ia fazer de tudo para ganhar e que jogavam onze contra onze. Disse também que este Benfica oscila muito (assim como já tinha dito Manuel Machado). Nada mais certo, como se viu. Na Trofa, os encarnados sem Katsouranis e Reyes foram uma equipa sem fio de jogo, sem ideias, muito desgarrada. David Suazo foi o melhor mas sentiu demais a ausência de Nuno Gomes - sim, porque o capitão é mestre para servir o ponta-de-lança - e nunca teve grande apoio quer de Aimar quer de Di María. Primeiro Reguila com a enorme colaboração de Moreira e depois Hélder Barbosa fizeram os golos. A que se juntaram defesas preciosas de Paulo Lopes e uma exibição enorme de Hugo Leal (sim, esse Hugo Leal).

Passando da Trofa para a Choupana, para o Nacional-FC Porto. Teoricamente uma deslocação difícil para os portistas. Quanto mais não fosse pelo excelente campeonato que a equipa de Manuel Machado tem feito e o empate na Luz, na ronda anterior. Pois bem, as dificuldades do FC Porto não foram só na teoria, foram bem reais. O Nacional chegou cedo à vantagem e assim foi até ao intervalo. Porém, na segunda parte o FC Porto entrou bem melhor, mais rápido, mais ofensivo. Já depois de Hulk ter empatado, Rodríguez fez um golo sensacional de bicicleta. Um golo de se lhe tirar o chapéu e estava a reviravolta no marcador consumada. Contudo, num final à Hitchcock e onde a bola não parava, Miguel Fidalgo voltou a empatar. 2-2, dez minutos para o fim. Após Bracalli ter negado o golo a Lisandro, foi o Nacional quem esteve perto de marcar mas o cabeceamento de Fabiano saiu por cima. Foi então o FC Porto o último a rir: depois de um remate de Guarín, Filipe Lopes cortou a bola com a mão, penalty assinalado por Pedro Proença (arbitragem impecável). Lucho converteu-o e 2-3, aos 90 minutos. Agora sim, a vitória não fugia. Hulk, nos descontos, ainda marcou mais um. Um jogaço!

O Sporting foi o primeiro dos três grandes a entrar em campo. Em Setúbal, onde não tem tido grande sorte nos últimos anos, não precisou de muitas correrias para vencer. Um golo de Liedson e outro de Moutinho bastaram. O Vitória não fez cócegas, está uma equipa inofensiva, sem conseguir criar lances de perigo e conta erros atrás de erros. Não foi um jogo bom, nem de perto nem de longe, mas foi uma vitória clara do Sporting, que assim iguala o Benfica.

Golos, houve muitos golos na jornada 13 da Liga Sagres. Destaque para o jogo entre o Rio Ave e o Vitória de Guimarães, que tal como na Choupana terminou com um 2-4. Um jogo sem autocarros e com equipas apostadas em ganhar, que ditou o afastamento de João Eusébio dos vilacondenses. Mais golos na vitória por 4-1 do Marítimo sobre o Paços de Ferreira. Porém, na Amadora, um golo bastou para que o Estrela ganhasse à Naval e quebrasse um período de três meses sem ganhar. E em Coimbra, houve um nulo, o único da jornada. Entre o Leixões e a Académica. E a culpa é de Beto.

Quando assim é, o futebol agradece. E nós também.

sábado, 3 de janeiro de 2009

As Crónicas do BB


TREINADORES PORTUGUESES

O lugar ao sol está pela hora da morte, e agora até estamos em época do astro rei pouco ou nada brilhar, mas a vida não é fácil para ninguém. Neste caso vertente para os treinadores portugueses, os mais experientes, há quem lhes chame os “velhos”, que estão a ser preteridos, para dar lugar aos novos.


Desaprenderam? Não acompanharam os novos métodos e terminologia tão em voga? Estagnaram no tempo? Não me parece e a prova disso mesmo está no sucesso que os treinadores portugueses vão tendo por esse mundo fora.


José Mourinho é o mais mediático e o caso de maior sucesso. Logo a seguir vem o de Manuel José, sempre desalinhado com o sistema, mas caso de sucesso no Egipto, onde é um autêntico faraó para os adeptos do seu clube, a quem já proporcionou a alegria de poderem festejar por quatro vezes o título de campeões africanos. Segue-se Bernardino Pedroto, com uma curiosa e desassombrada entrevista ao nosso colega Paulo Montes, onde fala do seu pai, José Maria Pedroto.


O técnico português está há nove anos em Angola e soma quatro títulos conquistados naquele país, sendo um dos casos de sucesso dos treinadores da “velha guarda”, e por lá vai continuar a ter sucesso pois a regra manda que devemos ficar onde nos sentimos bem e onde somos desejados.


Por último o caso do “velho” Calisto, que foi passeado em ombros por autêntica multidão no Vietname, onde cometeu a proeza de pela primeira vez consagrar aquele país como campeão do Sudoeste Asiático. Henrique Calisto está há sete anos no Vietname a exercer uma profissão que tinha “abandonado” há uns anos em Portugal. Lembro-me bem da sua festa de despedida, em Matosinhos, onde anunciou a sua relação mais estreita com a política, tendo sido presidente da Junta de Freguesia de Matosinhos. O futebol falou mais alto uns anos depois e o Vietname foi a sua paragem. Em boa hora, porque pôde passear aos ombros dos vietnamitas, com a bandeira portuguesa aos seus ombros.


Mais uma prova inequívoca que “velhos são os trapos”, provando que o saber e a competência não dependem da idade, nem de ser mais ou menos predestinado para o novo léxico do futebol, onde há pérolas como “conduzir bem a bola em posse”. Como se alguém possa conduzir algo sem dela ter a posse.


Ainda bem que os “velhos” treinadores portugueses continuam a dar cartas no futebol mundial, pois como disse Henrique Calisto “os treinadores portugueses já venceram na Europa, na África e na Ásia”.


OS DESTAQUES DE 2008

Figura do Ano – Cristiano Ronaldo

Treinador do Ano – Jesualdo Ferreira

Acontecimento do Ano – Jogos Olímpicos

Pior momento do futebol português – Apito Final

Desilusão do Ano – Prestação da selecção no Euro 2008

BERNARDINO BARROS

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