quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Talentos

Anderson Polga e Raul Meireles são dois jogadores que qualquer adepto de futebol se habituou, em temporadas anteriores, a ver como referências das suas equipas. Dois pêndulos, tal como se convencionou chamar, absolutamente cruciais para os seus treinadores. Agora, o panorama é diferente. O brasileiro, campeão mundial pelo seu país, na Ásia, não tem velocidade, falha no jogo aéreo e perdeu capacidade de antecipação. Transfigurou-se. O mesmo acontece com Meireles: não possuiu a capacidade para abrir espaços nas defesas contrárias ou para fazer as transições rápidas como outrora, e parece algo desgastado - estamos ainda no início da época. Não perderam talento, obviamente. Mas é estranho, não é?

Pablo Aimar e Óscar Cardozo vivem na perfeita antítese dos dois casos de cima: estão ene vezes melhores do que na temporada transacta. Aqui, também, Quique Flores deve ser chamado à razão porque não colocava El Mago a jogar na sua posição e preferiu sempre a mobilidade de David Suazo aos golos de Tacuara. Jorge Jesus resolveu o problema. Não estranha, por isso, que este Benfica seja Aimar e mais dez, sendo ele o centro do jogo atacante, e que Cardozo, apesar de paradão, mostre os seus dotes de goleador. O talento que ambos têm já todos nós conhecíamos. Não estava era bem potencializado.

Daniel Carriço e Rui Patrício têm apenas vinte e um anos de idade mas são actualmente, tal como Liedson, as figuras maiores do Sporting. Chegaram da formação do clube leonino e tiveram ascensões diferentes. Pior o guarda-redes que ficou, sem que nada tenha feito para isso, no meio de uma guerra entre Paulo Bento e Stojkovic. Devo dizer, leitor, que fui dos que muitos desconfiei da sua qualidade. Evidente que ainda precisa de evoluir, no entanto é inegável que está cada vez mais completo e melhor. Carriço chegou na temporada transacta: aproveitou uma ausência de Tonel para se juntar a Polga no centro da defesa. Somou exibições de grande nível, conquistou a titularidade e agora é um verdadeiro líder da equipa. Inquestionável mesmo. Lá está: é preciso tempo para o talento se ir aprimorando.

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