sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Liga Europa: Da perfeição a morrer na praia

Nada poderia ter corrido melhor. O Benfica conseguiu, frente ao Everton, a melhor exibição da época. Roçou mesmo a perfeição. Novo recital de futebol ofensivo: cinco golos marcados aos ingleses que - embora o Everton seja uma equipa que se coloca logo após os big four em Inglaterra tinham várias ausências importantes - se mostraram impotentes para contrariar a verdadeira corrente futebolística lançada pelos encarnados. É uma verdade de La Palice mas que importa, cada vez mais, ser frisada: o ataque do Benfica é, de facto, terrível para as defesas contrárias e, ontem, Di María, Cardozo e Saviola foram os expoentes máximos. Juntou-se a derrota do AEK, frente ao BATE Borisov, para dar a liderança do grupo à equipa portuguesa e concluir uma noite de gala.

O resultado foi bom, a exibição poderia ter sido bem melhor. Distingamos, então, o importante do acessório. Importante: O Sporting alcançou o pleno de vitórias na Liga Europa e tem o apuramento para a fase seguinte praticamente assegurado. Acessório: tal como já havia sido apanágio em encontros anteriores, a prestação da equipa sportinguista voltou a deixar muito a desejar. Os leões entraram com o pé direito, graças a um golo de Miguel Veloso, criaram mais ocasiões para marcar mas... acabaram por ficar à mercê de algum sofrimento, agudizado pelo golo do empate dos letões do Ventspils - uma equipa bem abaixo da portuguesa. O tento da vitória, absolutamente merecido, surgiu de um remate extraordinário de João Moutinho, a cinco minutos do final. Assim sendo, objectivo cumprido.

Poderia ter havido outra sorte. O Nacional da Madeira foi derrotado, em San Mamés, pelo Athletic Bilbao. Não é, à primeira vista, um resultado surpreendente porque os espanhóis possuem argumentos superiores aos da equipa insular que se tem batido bem nas provas europeias. Porém, acabou por ser uma morte na praia. Rúben Micael, jogador do momento, à semelhança do que já havia feito ante o Áustria de Viena, deu aos portugueses a possibilidade de sonharem em como era possível vencer os bascos. A primeira parte foi, a todos os níveis, excepcional. Contudo, na segunda etapa, a equipa portuguesa ficou demasiadamente retraída e não resistiu à pressão do Athletic que conseguiu vencer a partida. Que pena foi não ter havido seguimento.

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