quinta-feira, 10 de setembro de 2009

A salvação playoff

Já imaginou um Mundial sem jogadores como Ronaldo, Messi ou Ribéry? À partida, ninguém o faria, mas actualmente é bem provável que assim seja. O mesmo é dizer que Portugal, Argentina e França, por esta ordem, podem não estar presentes na África do Sul. Aliás, o cenário mais fácil, sem que tenhamos de olhar para os pontos e os jogos de cada um deles, é mesmo o da exclusão da África do Sul. A confirmar-se serão, todas elas, enormes surpresas. Vejamos os resultados do Mundial da Alemanha, o último: França foi vice-campeã, Portugal quarto classificado e a Argentina, uma das equipas mais espectaculares da prova, caiu nos quartos-de-final.

A Selecção portuguesa, a que realmente mais nos interessa, tem como já é sabido uma situação bem complicada. Após a vitória de ontem, em Budapeste, resta a Portugal vencer os outros dois jogos (Hungria, de novo, e Malta, ambos em casa) e esperar que a Suécia, actualmente na segunda posição do grupo e o principal rival da nossa Selecção, perca pontos. Mesmo assim, o segundo posto apenas garante a presença num playoff e não a entrada directa no Mundial. Porém, o surpreendente empate da Dinamarca, líder com cinco pontos de vantagem em relação a Portugal, frente à Albânia, obriga os dinamarqueses a vencer o jogo com os suecos. Os portugueses poderão ter muito a ganhar neste clássico escandinavo. Mas, mais importante, é obrigatório vencer jogos que restam.

O reinado de Diego Armando Maradona à frente da sua Argentina, tem-se revelado um verdadeiro fracasso. A Selecção albiceleste está, neste momento, fora do Mundial 2010 pois encontra-se na quinta posição do seu agrupamento e apenas os quatro primeiros são apurados directamente. O cenário, que por si já não era bom, agravou-se ontem com a derrota frente ao Paraguai - já apurado, assim como o Brasil - o que fez com que os argentinos caíssem para o lugar que dá acesso ao playoff. O início de campanha foi positivo, no entanto, a Argentina entrou em verdadeira queda livre. A derrota sofrida na Bolívia, em La Paz, por 6-1, marca uma equipa que não mais se encontrou. Resta lutar, como afirmou Maradona, até à última gota de sangue.

Também a França, sob o comando do polémico Raymond Domenech, está numa posição delicada. Aliás, ontem, a Sérvia, líder do grupo 7, poderia ter confirmado a qualificação directa para o Mundial da África do Sul, caso vencesse os franceses. O jogo terminou empatado e os sérvios mantiveram os quatro pontos de vantagem (faltam disputar seis). Dessa forma, os franceses deverão centrar-se, também, na conservação do segundo lugar para tentarem carimbar a presença na fase final do Mundial via playoff. Além disso, para contribuir para uma maior instabilidade no seio da Selecção gaulesa, têm vindo a público alguns problemas entre Domenech e jogadores como Henry ou Malouda.

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