domingo, 6 de setembro de 2009

Discutir ou não tácticas

Não acho que se deva discutir a táctica entre treinadores e jornalistas. A frase pertence a Carlos Queiroz e foi proferida ontem, no Parken Stadium, em Copenhaga, na análise do seleccionador ao empate de Portugal. Ao ler as declarações de Queiroz, lembrei-me da entrevista que fiz a Pedro Azevedo há pouco mais de duas semanas. Durante a nossa conversa, o jornalista da Rádio Renascença contou-me uma situação engraçada, insólita até, de um treinador que lhe pediu uma opinião sobre a táctica que deveria usar.

Porque não?, foi a questão que me colocou naquele momento. Admito que perguntei o mesmo a mi próprio. Vendo bem, acredito que seria algo de bom para o futebol pois permitiria um maior conhecimento daquilo que o treinador pretende e, acima de tudo, as condições em que se encontram os jogadores. Não chego ao ponto de pensar que os treinadores devam telefonar aos jornalistas a pedir um parecer, obviamente, mas acho importante que se discuta a forma como determinada equipa joga. Afinal, a análise táctica das equipas é uma função do jornalista.

Não pretendo com isto fazer qualquer crítica a Carlos Queiroz, leitor. Para ele, não faz sentido discutir a táctica com um jornalista e ponto. A mim, parece-me que seria uma boa experiência que poderia até diminuir as críticas de que, não raras vezes, os treinadores são alvo porque existiria um conhecimento mais aprofundado da realidade da equipa. Cabe ao treinador decidir se quer abordar ou não esse tipo de assuntos nas conferências de Imprensa. Mas... porque não?

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