segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Critérios?

Os lances de bola na mão ou mão na bola são, muito provavelmente, aqueles onde existe maior dificuldade para os árbitros ajuízarem. Um toque com a mão não representa sempre falta: basta que tenha resultado, por exemplo, de um remate a curta distância. É precisamente aí, na avaliação da intencionalidade, que reside o desafio de quem arbitra o jogo. Depende do seu critério, também. Nesta segunda jornada, nos jogos dos grandes, houve casos assim. E quem não se lembra da polémica que deu a mão de Miguel Vítor no Benfica-Nacional da temporada anterior? Relativamente a esse lance na época transacta devo-lhe dizer, leitor, que acho que Pedro Henriques, o árbitro da ocasião, decidiu bem.

Explico porquê: Miguel Vítor estava no chão, claro que sim, mas o seu toque mesmo sendo involuntário acabou por alterar a trajectória da bola. Por isso mesmo, parece-me uma decisão correcta. Haverá quem concorde e quem, como é óbvio, pense o contrário. Aceito. Mas mantenho o que escrevi. Tal como agora, nesta segunda jornada de 2009-10, me parece que João Ferreira - ou o seu assistente... - assinalou bem a grande penalidade que abriu o caminho à vitória do FC Porto sobre o mesmo Nacional. Tal como Pedro Porença no Vitória Guimarães-Benfica, por mão de Flávio Meireles. Errou Olegário Benquerença num remate que, embora tenha sido feito perto, é travado pelo braço (estendido) de Moisés, no Sporting-Sp.Braga. A mim, pessoalmente, parece-me que o problema maior são os critérios. Ou a falta de um que seja uniforme.

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