O mau discurso do Benfica
Não costuma ser bom quando dirigentes ou treinadores, ainda antes da época arrancar, prometem o céu e a Terra aos adeptos. Geralmente, são declarações que se cobram quando os resultados não aparecem e as promessas não passam disso mesmo. Certo, José Mourinho prometeu o título quando foi apresentado no FC Porto e cumpriu mas é um caso à parte, sem qualquer paralelo. Ora, um dos males do Benfica tem sido precisamente esse: o discurso, tão utilizado, de que esta época é que vai ser. Luís Filipe Vieira, sempre que as coisas correm bem, puxa dos galões. É aquilo a que se chama embandeirar em arco.
Vamos a um exemplo, ocorrido na temporada passada: com estes adeptos e esta equipa ninguém nos pára, afirmou o presidente como que a enaltecer o apoio manifestado. Nessa altura, o Benfica tinha a liderança do campeonato, deixara o FC Porto para trás e, pela primeira vez desde o título em 2005, parecia lançado para a glória. Porém, nada disso aconteceu como o leitor bem sabe. O treinador era Quique Flores, realista e racional, que nunca levantou os pés do chão. Nunca entrou na euforia que, a certa altura, se gerou. Aliás, foi o primeiro a acalmá-la. E, por isso, acusado de falta de ambição.
Esta época, com Jorge Jesus, o Benfica volta a começar mal. O discurso de apresentação do novo treinador mostrou ambição e a verdade é que os adeptos benfiquistas gostaram. Depois disso, numa entrevista, Luís Filipe Vieira adiantou sem rodeios que Jesus é o melhor treinador português. É um bom treinador, sem dúvida, mas obviamente que não é o melhor. Se, na temporada passada, Quique não entrava nesse jogo de palavras para convencer os adeptos, Jorge Jesus fá-lo. Ainda ontem, após o empate com os suíços do Sion no primeiro jogo de preparação: vai ser muito difícil travar esta equipa.
É certo e sabido que Jorge Jesus é assim, diz o que pensa. No entanto, agora que chegou a um grande clube e tem imensa pressão, não o pode fazer da mesma forma que fazia antes porque qualquer passo em falso ser-lhe-à cobrado. Os próprios benfiquistas ficam divididos: uns acreditam que é mesmo este ano que o clube chega ao título e motivam-se com estas declarações; outros ouvem, ano após ano, o mesmo discurso que não tem qualquer resultado. Jesus até pode ter razão, pode ser que venha a ser difícil parar o Benfica mas não o deve dizer. Isso apenas se verá no decorrer do campeonato. Para, no final, se fazerem as contas. Não agora.
Vamos a um exemplo, ocorrido na temporada passada: com estes adeptos e esta equipa ninguém nos pára, afirmou o presidente como que a enaltecer o apoio manifestado. Nessa altura, o Benfica tinha a liderança do campeonato, deixara o FC Porto para trás e, pela primeira vez desde o título em 2005, parecia lançado para a glória. Porém, nada disso aconteceu como o leitor bem sabe. O treinador era Quique Flores, realista e racional, que nunca levantou os pés do chão. Nunca entrou na euforia que, a certa altura, se gerou. Aliás, foi o primeiro a acalmá-la. E, por isso, acusado de falta de ambição.
Esta época, com Jorge Jesus, o Benfica volta a começar mal. O discurso de apresentação do novo treinador mostrou ambição e a verdade é que os adeptos benfiquistas gostaram. Depois disso, numa entrevista, Luís Filipe Vieira adiantou sem rodeios que Jesus é o melhor treinador português. É um bom treinador, sem dúvida, mas obviamente que não é o melhor. Se, na temporada passada, Quique não entrava nesse jogo de palavras para convencer os adeptos, Jorge Jesus fá-lo. Ainda ontem, após o empate com os suíços do Sion no primeiro jogo de preparação: vai ser muito difícil travar esta equipa.
É certo e sabido que Jorge Jesus é assim, diz o que pensa. No entanto, agora que chegou a um grande clube e tem imensa pressão, não o pode fazer da mesma forma que fazia antes porque qualquer passo em falso ser-lhe-à cobrado. Os próprios benfiquistas ficam divididos: uns acreditam que é mesmo este ano que o clube chega ao título e motivam-se com estas declarações; outros ouvem, ano após ano, o mesmo discurso que não tem qualquer resultado. Jesus até pode ter razão, pode ser que venha a ser difícil parar o Benfica mas não o deve dizer. Isso apenas se verá no decorrer do campeonato. Para, no final, se fazerem as contas. Não agora.

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Este tipo de discurso faz parte do JJ. Quem não se lembra da tirada dele ao Schuster "se tivesse a equipa dele dava-lhe 3 sem espinhas". Pode não ter sido exactamente assim, mas foi algo do género. Ou então "sou o melhor a nível de táctica do campeonato". É algo mais forte que ele, no fundo o homem acha-se mesmo a Paula Rego. Eu até gosto desse feitiozinho dele, apesar de ser critico há muitos anos do discurso que todas épocas se repete com frases feitas "ninguém nos pára" e afins.
Talvez a direcção devesse aproveitar este ano para ser mais contida no que diz, e deixar as frases mais agressivas para o JJ porque é algo que ele faz quer treine o benfica, quer treino o carcavelinhos.
afectado,
Exactamente, é isso, não podia estar mais de acordo. Esse tipo de discurso com vitória anunciada dá, quase sempre mau resultado, e será cobrado quando os maus resultados surgirem. Contenção e humildade é preferível.
PS: Para o Shuster foi "muda ao cinco, acaba aos dez".
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