quinta-feira, 9 de abril de 2009

Bernardino Barros e os sete ofícios - Parte I


Bernardino Barros é um dos mais conceituados comentadores de futebol. Decidiu cedo ser jornalista, jornalista desportivo, a grande paixão. Experimentou de tudo, desde jornais, televisões e rádios. Actualmente está na Renascença, desde 2004. Diz que não se importa que falem mal dele pois aquilo que quer é que falem. Tal como num relato, não há tempo para descanso. É sempre em parada & resposta.


"NÃO ME VEJO SEM FAZER RÁDIO"


FUTEBOLÊS: O Bernardino começou cedo no jornalismo desportivo. O que o levou?

BERNARDINO BARROS: Primeiro porque o desporto sempre foi a minha paixão. Todo o desporto, futebol, ténis, basquetebol, etc. Depois porque queria viver as incidências desses desportos por dentro e não só como mero espectador. Finalmente porque o gosto pela escrita era, e ainda é, muita, optei por escrever as emoções de quem vivia de perto os acontecimentos desportivos. Comecei no bissemanário Norte Desportivo, dirigido por Alves Teixeira, a fazer jogos de juniores e juvenis. Depois passei para o Comércio do Porto, onde fazia preferencialmente a página dedicada ao basquetebol, o meu desporto preferido, futebol e ténis.


F: Quais as referências?

BB: Os que marcaram a minha infância. Na escrita, Amadeu José de Freitas, Vítor Santos, Carlos Pinhão, Manuel Dias e Aurélio Márcio. Na rádio, António Pedro, Justiniano Vargues, David Borges, Ribeiro Cristóvão, José Barroso e o meu saudoso Jorge Perestrelo. Hoje as referências são outras.


F: Passou por jornais, televisões e rádios. Tem preferência por algum?

BB: Gosto e gostei de trabalhar em todas essas áreas, mas a paixão é, e será sempre, a rádio. Não me vejo sem fazer rádio. É diferente de tudo. É intimista, ninguém nos conhece, só reconhecem a voz. Obriga-nos ao improviso e não há como emendar os erros, ou falhanços. Obriga a uma grande concentração. Como costumo dizer “a rádio em directo obriga-nos e ensina-nos a trabalhar no arame sem rede”.


F: Actualmente está na Renascença. Como chegou lá?

BB: Depois de 14 anos na TSF e desiludido com o rumo que a rádio tomava na altura em que resolvi mudar (2004), essa minha intenção chegou aos ouvidos do Pedro Azevedo. Como precisavam de um comentador no norte do país, e depois de saber se eu estava receptivo a um convite para mudar, e perante a minha confirmação, falou com o Ribeiro Cristóvão, que me convidou pessoalmente. Entrei em Março de 2004 e cá me mantenho com toda a energia, fazendo parte de uma das mais prestigiadas equipas desportivas do país, integrando uma rádio de referência.


F: Habitualmente tem comentários bem dispostos, sobretudo, quando acompanhado de Pedro Sousa no relato. Acha que fazem a dupla ideal?

BB: Não há duplas ideais. Gosto muito de trabalhar com os dois Pedros. Pela particularidade do Pedro Sousa ser mais aberto na forma como relata, proporciona-se que possa ser mais aberto na forma como comento, mas não me parece que seja assim tão sorumbático na forma como trabalho em equipa com o Pedro Azevedo. São dois estilos diferentes, com os quais caso bem.


F: Até porque trabalha mais com Pedro Azevedo.

BB: O hábito de trabalhar com o Pedro Azevedo, faz com que haja uma grande cumplicidade entre nós, sabendo quando entramos na respiração um do outro, quando as pausas são necessárias, e sobretudo como lemos o jogo nas suas mais variadas vertentes. Como diz o ditado “o hábito faz o monge” e o nosso hábito é muito maior. Acima de tudo são dois excelentes profissionais, dois excelentes amigos e para mim os melhores relatadores em actividade em Portugal.


(CONTINUA)

1 Comentário:

Anónimo disse...

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