sábado, 21 de março de 2009

Taça da Liga: Quim ganhou na (inesperada) lotaria!


O futebol é um jogo de opostos, de sorte e de azar, em que o mesmo protagonista tanto é herói como vilão. Quim é um exemplo disso. Depois de um par de épocas em que vestiu a capa de salvador, acabou empurrado para o banco por Quique Flores, após um erro frente ao Vitória de Setúbal. Não mais foi titular no campeonato. Porém, regressou à baliza na Taça da Liga. E voltou a ser herói. Na final, Sporting e Benfica acabaram empatados e chegaram aos penaltis. Quim defendeu três. E os encarnados ganharam. Irónico, não?

Houve quem falasse durante a antevisão que este poderia ser um jogo que serviria para salvar a época de uma das equipas, daquela que ganhasse. Ora vencer um troféu é sempre importante, seja ele qual for, e ainda para mais derrotando o velho rival tem um sabor especial. Ambos os treinadores fizeram mudanças em relação às equipas-base. Paulo Bento entregou a baliza a Tiago e colocou Pereirinha na vez do lesionado Izmailov. Do lado do Benfica, além de Quim, Quique Flores entregou também a titularidade a Rúben Amorim e confiou os dois lugares mais ofensivos a Nuno Gomes e Suazo, fazendo com que Aimar caísse mais sobre a esquerda.

Foi precisamente dos pés do capitão que surgiu a primeira chance de golo, aos 4 minutos. Porém, Tiago foi melhor e susteve o remate. Tinha sido um bom começo, com as equipas soltas e a mostrarem aquilo que pretendiam. A esse lance de Nuno Gomes respondeu Liedson, pouco depois de cumprido o primeiro quarto de hora da partida, com um remate cortado por David Luiz sob a linha de golo. O jogo estava entretido e assim chegou ao intervalo. Pelo meio, apenas Aimar na cobraça de um livre levou algum perigo a uma das balizas.


COMEÇAR COM GOLO E ACABAR COM... GALO!

O intervalo foi bom para o Sporting que entrou com tudo na segundo parte. Entrou a marcar. literalmente. Após uma jogada pela esquerda, golo de Pereirinha na recarga a um remate de Liedson ao poste. Estava desbloqueado o resultado. Em vantagem, a equipa de Paulo Bento ficou por cima do adversário, conseguindo mais domínio e mais lances de perigo. Porém, já depois de Derlei e Polga terem assustado Quim com dois cabeceamentos perigosos e de Quique Flores ter colocado Di María para o lugar de Nuno Gomes fazendo com que Aimar voltasse à posição onde mais tem sido utilizado, a servir o ponta-de-lança, o Benfica ameaçou verdadeiramente a baliza de Tiago num remate de Miguel Vítor, de cabeça, que embateu na trave. Estavam jogados 67 minutos, oito antes do empate.

Avancemos, então, esse curto espaço de tempo. Paramos no minuto 73: Lucílio Baptista assinala penalty para o Benfica por mão de Pedro Silva. Uma decisão errada, pois a bola bateu no peito de Pedro Silva - que atitude foi aquela ao empurrar o árbitro após ter visto o segundo amarelo? - que gerou uma enorme confusão entre os sportinguistas. Passada a polémica, Jose Antonio Reyes não tremeu e empatou a partida, a um quarto de hora do final. De um momento para o outro, tudo tinha mudado. Chegaram as grandes penalidades, sem prolongamento.

Ora, aqui não há justiças ou injustiças. Há sim eficácia na hora de marcar. O Sporting até começou em vantagem, devido à defesa de Tiago perante o remate de Aimar e do remate de Katsouranis para a bancada. Pelo meio, Quim defendeu o penalty de Rochemback. Defendeu também os remates de Derlei e Hélder Postiga, deixando assim caminho aberto para que o Benfica ganhasse a Taça da Liga. No momento da verdade, Carlos Martins enganou Tiago e deu a vitória aos encarnados. Para o Sporting fica a frustração de ter voltado a perder nos penaltis, à semelhança da temporada passada ante o Vitória de Setúbal.

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