sábado, 28 de março de 2009

Selecção: Que venha a calculadora!

Foram ene remates mas zero golos. Não há forma de Portugal conseguir colocar a bola dentro da baliza. Num jogo fundamental para o apuramento para o Mundial 2010, já por si complicado, a Selecção voltou a vacilar. Jogou bem, teve momentos muito bons em termos colectivos e fartou-se de rematar. Não marcou, porém. Obteve um nulo com a Suécia, no Dragão. Agora há que acreditar.

Sabia-se, à partida, que o embate com a Suécia não seria nada fácil para Portugal. Contudo, este era o momento ideal para que a Selecção Nacional desse a volta às adversidades e ficasse mais próximo do apuramento para o Mundial da África do Sul. Na antevisão, Carlos Queiroz tinha pedido alegria e um jogo tipicamente português para o conseguir. Eduardo estreou-se na baliza, Duda foi o lateral esquerdo, Pepe subiu para trinco e a frente de ataque foi composta por Danny, Ronaldo e Simão. Além disso, Queiroz apostou em Tiago para o lugar de Deco, que ficou no banco por não estar na totalidade das suas capacidades devido a uma paragem prolongada. Contudo, sentiu-se a falta do médio do Chelsea e, sobretudo, da sua magia. Do outro lado, Lars Lagerback não pode contar com Ibrahimovic o que por si só já representa uma vantagem para o adversário.

A uma melhor entrada da Suécia respondeu Portugal com a primeira grande chance de golo, aos quinze minutos, num remate de Pepe que passou perto do poste. Esta foi, talvez, a pedra de toque para que a equipa nacional conseguisse assentar o seu jogo. Três minutos volvidos, nova chance: Cristiano Ronaldo, isolado por Tiago, tentou o chapéu a Isaksson mas a bola saiu ao lado. Veio depois um remate de Duda ao poste. Portugal dispunha de mais oportunidades, estava melhor e já seria justo se estivesse em vantagem. A isso responderam os suecos, num remate de cabeça de Elmander que passou por cima da baliza de Eduardo. Ainda antes do intervalo, Simão, depois de uma jogada colectiva genial, dispôs da melhor ocasião de golo mas a bola, teimosa, saiu para fora. Entretanto surgiu mais uma contrariedade para Carlos Queiroz com a saída, por lesão, de Bosingwa que estava a ser um elemento fulcral no jogo ofensivo devido ao entendimento com Ronaldo. Ricardo Carvalho foi a solução encontrada, com a entrada de Rolando para o centro da defesa.

TENTAR DE TODAS AS FORMAS POSSÍVEIS

Na segunda parte era preciso marcar golos. A exibição estava a ser boa, havia oportunidades mas faltava marcar. Por essa razão, Portugal voltou a entrar no Dragão com uma enorme determinação e vontade de ganhar. Contudo, foram os suecos a criar mais perigo, num cabeceamento de Larsson após uma saída atabalhoada de Eduardo. Respondeu, depois, Danny com um remate à malha lateral. O jogo estava mais dividido e mais aberto. Voltou a estar perto do golo a Suécia mas Eduardo foi melhor e conseguiu parar o remate de Elmander. Os remates de Portugal sucediam-se quer fosse de longa distância ou de bola parada. Mas era mais do mesmo. Carlos Queiroz decidiu, então, fazer entrar Deco para o lugar de Tiago, para abrir mais espaços, aos 62 minutos.

Foi com o mágico em campo que a equipa lusa cresceu: aos 72 minutos, protagonizou um bom lance e obrigou Isaksson a uma defesa apertada; pouco tempo depois, voltou a tentar a sua sorte, sem sucesso. Como sempre. O tempo começava a apertar e a esperança em ver Portugal marcar já não era a mesma. A seis minutos do final, Cristiano Ronaldo, em plena pequena área, teve uma oportunidade soberana para o fazer mas cabeceou por cima. Foi o último lance de verdadeiro perigo. Agora, resta acreditar porque a qualificação está muito, muito complicada.

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