terça-feira, 10 de março de 2009

Olha, ganharam os três!

ANÁLISE JORNADA 21 - LIGA SAGRES

Pela segunda vez esta época, os três grandes ganharam os seus jogos. O que equivale por dizer que se mantém tudo igual, as mesmas posições, as mesmas distância. Ou melhor, existe uma única diferença: agora falta menos uma jornada para jogar. E as decisões estão cada vez mais próximas. E tudo, tudo está em aberto.


O FC Porto era, à partida, aquele que tinha a tarefa mais complicada. Jogava com o Leixões, no Estádio do Mar. Era esperado um jogo intenso e disputado. Jesualdo Ferreira tinha mais um impedimento, a juntar aos laterais Fucile e Sapunaru: o castigo de Rodríguez, por acumulação de cartões amarelos. Foi então com Tomás Costa no lado direito da defesa e Mariano González e Farías - jogou na vez de Lisandro, poupado - no ataque que o FC Porto entrou no relvado. O começo prometeu muito, tendo um Leixões mais pressionante e mais rematador. Porém, a primeira grande oportunidade de golo saiu dos pés de Hulk, depois de uma arrancada a todo o gás. A equipa portista começou a tomar conta do jogo e instalou-se no meio-campo contrário. Depois de mais uma ou duas ameaças, apareceu o primeiro golo. Marcado por Lucho, de penalty. O Leixões perdeu um pouco o norte e não mais conseguiu dar seguimento à boa exibição dos primeiros minutos. Ao intervalo, a vitória assentava na perfeição aos portistas. A segunda parte começou, praticamente, com o segundo golo: erro enorme de Laranjeiro, corrida de Hulk para a baliza e já está. Aí a história do jogo ficou contada. O resto deu para o FC Porto começar a preparar o jogo da Liga dos Campeões, com o Atlético Madrid. E houve mais golos, sobretudo: o terceiro do FC Porto marcado por Raul Meireles após um nó cego de Farías a Brayan Angulo e uma simulação fantástica de Hulk; depois disso, marcou El Tecla; e para finalizar, em cima dos 90 minutos, Diogo Valente aproveitou um autêntico cabaz de Helton e reduziu a desvantagem para 4-1. Um resultado que só confirma que este FC Porto gosta mesmo é de jogar fora.

O Benfica de Quique Flores tem uma vertente masoquista, sem dúvida. Os encarnados chegaram à Figueira da Foz, para defrontar a Naval, um dia depois do jogo do FC Porto com o Leixões, sabendo que não tinham qualquer margem de erro e só a vitória servia. Porque em caso contrário, ficariam com o primeiro lugar mais longe. Conscientes disso mesmo, o jogadores do Benfica entraram com tudo. Três minutos jogados: livre de Reyes, mau alívio da defesa da Naval e remate de Aimar, de primeira, para dentro da baliza de Peiser. Porém, por paradoxal que pareça, o golo foi a pior coisa que podia ter acontecido à equipa de Quique Flores. Foram então os figueirenses a ter mais bola, mais controlo, a jogar a toda a largura. Estavam melhores do que o Benfica, há que dizê-lo. Mas não criavam perigo para a baliza de Moreira. E foi isso que valeu aos encarnados, secos de ideias e acumulando erros. A segunda parte continuou na mesma toada e, aos 53 minutos, a Naval chegou mesmo ao golo. Marcou Marcelinho com um bom remate cruzado. E foi este golo que mudou o jogo, mudou tudo. O Benfica acordou e percebeu que tinha que fazer muito mais para ganhar. Apareceu, finalmente, Di María que carregou a equipa para a frente. Já depois desse mesmo Di María ter acertado na barra, os encarnados chegaram ao segundo golo. Num cabeceamento de Katsouranis, em cima da baliza, após um cruzamento de Miguel Vítor. Era o golo da vitória. Este Benfica gosta mesmo de sofrer.

O Sporting entrou em campo primeiro que os rivais, tendo assim a possibilidade de colocar pressão extra nos outros jogos. Pela frente tinha o Paços de Ferreira, em Alvalade. Paulo Bento fez três alterações em relação ao jogo do Dragão: Rui Patrício regressou à baliza, jogando também Grimi e Adrien em vez dos lesionados Caneira e Rochemback. A equipa entrou bem, dinâmica e com boa troca de bola. O golo não tardou. Estavam jogados oito minutos e Liedson atirou para o fundo da baliza de Coelho que deu um autêntico frangão. O Paços estava com imensas dificuldades em acertar as marcações, em conseguir jogar. No oposto, os leões estavam bem melhores, sempre mais perigosos. O segundo golo já se adivinhava até que surgiu mesmo, aos 35 minutos, numa cabeçada imparável de Derlei - ele que já havia estado perto de marcar. Para a segunda parte, Paulo Sérgio lançou Cristiano para a frente de ataque levando também a uma mudança em termos tácticos. Com a alteração, os pacences conseguiram ser melhores do que tinham sido no primeiro tempo. Contudo, não incomodavam Rui Patrício. O jogo perdeu interesse e até os adeptos desligaram, fazendo a festa na bancada. Porque o resultado há muito que estava feito.

Na jornada em que os três grandes ganharam, as equipas com aspirações europeias claudicaram e nem Nacional nem Sp.Braga aproveitaram a derrota do Leixões, para se destacarem no quarto lugar. A equipa de Manuel Machado perdeu, em Setúbal, frente ao Vitória que assim recebeu um enorme balão de oxigénio enquanto que os bracarenses empataram, na Amadora, com o grande Estrela que é um exemplo a todos os níveis. Na luta pela manutenção, o Rio Ave cedeu um empate frente ao Marítimo, já em descontos, com um golo sensacional de Djalma; a Académica venceu o Trofense por 1-0 e o Vitória de Guimarães derrotou o Belenenses que está cada vez mais afundado. Porém, nada está decidido.

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