quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Sporting-Bayern, 0-5: O sonho ficou desfeito


Pois, faltam as palavras. Este era à partida um jogo equilibrado, se bem que com um ligeiro favoritismo do Bayern. Os próprios treinadores assumiram-no, tal e qual. Mesmo assim, as expectativas eram elevadas, o público compareceu em Alvalade. Mas acabou por não ser nada disso. O Sporting foi melhor na primeira parte mas chegou ao intervalo a perder, devido à eficácia total dos alemães; no reatamento quando esteve perto de empatar, a equipa de Paulo Bento voltou a sofrer. Após o terceiro golo foi penoso ver o jogo do Sporting. A eliminatória, essa, está decidida!


Paulo Bento fez algumas alterações na equipa habitual: a defesa foi revolucionada e dos habituais titulares apenas Polga se manteve, entrando Caneira, Abel e Tonel para conferir mais experiência e mais centímetros; no meio-campo jogou Romagnoli na vez de Vukcevic. O Bayern, já se sabe, tem jogadores fulcrais como Ribéry, Luca Toni ou Klose, por exemplo. Mas não se pense que o jogo esteve sempre decidido, desde início. Pelo contrário, foi o Sporting quem mais perto esteve de marcar primeiro, aos 12 minutos, quando Polga apanhou a bola a jeito dentro da área e rematou para a baliza de Rensing. Tudo parecia indicar que seria golo. Não foi. Porque Philipp Lahm, qual milagreiro, cortou a bola sobre a linha. Respondeu dois minutos depois o Bayern de Munique, num lance em que Ribéry não conseguiu acertar na baliza de Tiago depois de Luca Toni ter ganho a bola nas alturas, no local onde é mais perigoso. Nesta fase estava melhor o Sporting que conseguia parar os movimentos de ataque do Bayern e impossibilitar que Luca Toni e Klose, os avançados, tivessem a bola no pé. Porém e, apesar de estarem melhor no jogo, não conseguiam criar grande perigo para a baliza de Rensing pois Oddo e Demichelis iam resolvendo os problemas que a equipa do Sporting colocava.

Marcou o Bayern, aos 42 minutos. Por Ribéry, depois de um erro enorme de Derlei e, também, de uma hesitação entre Caneira e Tonel. Uma remate e um golo; eficácia total. Num jogo onde a equipa portuguesa estava a ser melhor. Mas já se sabe o quão frios são estes alemães que assim foram para o intervalo em vantagem. Contudo, essa frieza foi ainda mais visível aos 57 minutos, altura em que Miroslav Klose fez o segundo para o Bayern. Em posição de fora-de-jogo e sem merecer, diga-se. Até porque três minutos antes disso o Sporting dispôs de uma oportunidade soberana para empatar, não fosse Abel ter sido egoísta ao preferir o remate quando tinha Moutinho, isolado, na marca de penalty.

UM AUTÊNTICO PASSEIO ALEMÃO

Paulo Bento tinha então de fazer alguma coisa e decidiu trocar Izmailov e Abel por Vukcevic e Pereirinha. A ideia era dar mais profundidade ao jogo ofensivo e tentar chegar-se à baliza de Rensing mas saiu precisamente o contrário. Foi por essa altura, aos 63 minutos, que Rochemback varreu Lahm dentro da área; penalty que Ribéry converteu com categoria, 3-0. E o Sporting acabou aqui. Não mais incomodou Rensing e teve imensas dificuldades para ultrapassar o meio-campo até. O Bayern galvanizou-se e deu um autêntico amasso. Como mudou o jogo da primeira para a segunda parte. O terceiro golo foi a pedra de toque.

Chegou a ser penoso ver o Sporting da segunda parte, sem chama, sem querer, sem nada, era uma autêntica anarquia. Os erros sucediam-se em catadupa, as oportunidades do Bayern de Munique também; já dava para tudo. Aos 84 minutos marcou Luca Toni, o quarto. O outro, o último, aconteceu já para lá dos 90 minutos. Foram cinco, no final. Uma goleada das antigas que há muito não se via na Liga dos Campeões, principalmente nesta fase. Bem feitas as contas durou até ao primeiro golo o sonho do Sporting. A segunda mão em Munique será apenas uma mera formalidade do calendário.

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