quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Sp.Braga-Standard Liège, 3-0: Xeque ao rei!

Jorge Jesus tinha dito na véspera que este jogo seria o mais difícil da Taça UEFA para o Sp.Braga, logo a seguir àquele com o Milan em San Siro. Mas não foi assim tão complicado, ou pelo menos não pareceu. Porque os jogadores tiveram o mérito de descomplicar. Também contaram com alguma sorte, é verdade. Mas isso é parte integrante do futebol. E que fica para segundo plano perante tamanha categoria.

Ainda não estavam decorridos cinco minutos quando Meyong esteve pertinho de marcar, depois de uma boa jogada de Renteria. Foi o primeiro aviso de que este Sp.Braga europeu não estava para brincadeiras e queria resolver o jogo bem cedo. Respondeu o Standard de Liège por De Camargo, para demonstrar que os campeões belgas de Laszlo Böloni também têm aspirações a seguir em frente; Eduardo opôs-se com uma grande defesa e sacudiu a pressão para bem longe dali. Foi pouco depois disso que surgiu o primeiro golo. E que golo! Renteria tirou Oneyewu do caminho e rematou, em arco, para o ângulo da baliza de Espinoza. De levantar o estádio. Ainda no primeiro quarto de hora de jogo, o Sp.Braga colocava-se em vantagem.

Porém, a resposta do Standard demorou apenas sete minutos: aos 22', De Camargo - o perigo iminente dos belgas assim como Dalmat, este mais na segunda parte - isolou Mbokani que, cara-a-cara com Eduardo, não teve arte nem engenho para empatar. O Sp.Braga agradeceu e voltou a marcar. A defesa belga dormiu na parada e depois de uma excelente jogada colectiva, Andre Leone rematou para o fundo da baliza. Melhor era impossível. A partir daí, do segundo golo, a equipa de Jorge Jesus entregou a iniciativa de jogo e passou a ter o controlo e a gestão a partida, explorando as transições rápidas.

XEQUE...MATE?

A segunda parte foi só uma confirmação da grande exibição do Sp.Braga. Ou foi ainda melhor do que a primeira. Uma verdadeira equipa grande, sempre unida, personalizada e a trocar bem a bola. Sim, porque esta também não era a noite do Standard que foi perdendo fulgor e baixando o rendimento à medida que o tempo passava. Apesar de serem os belgas a ter a iniciativa de jogo e de terem que correr atrás do prejuízo, os jogadores do Sp.Braga conseguiam sempre manter o perigo longe da baliza de Eduardo. O Standard andava ao ritmo do francês Dalmat. Mas foi César Peixoto, na cobrança de um livre, quem esteve perto do golo e ainda deixou a ilusão de golo aos adeptos. Ilusão, apenas.

Foi então que surgiu o terceiro golo, aos 83 minutos. Marcado por Luis Aguiar após um passe genial de Alan. A euforia tomou conta das bancadas do Municipal de Braga. Numa noite perfeita do Sp.Braga. Que deu xeque nesta equipa belga do Standard de Liège. A segunda mão dirá se foi ou não um xeque-mate.

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