sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Taça de Portugal: A lei do mais forte

Paços de Ferreira, FC Porto e Nacional estão apurados para as meias-finais da Taça de Portugal. Falta ainda o vencedor do jogo entre o Vitória de Guimarães e o Estrela da Amadora, adiado para 17 de Fevereiro, para ficar completo o quadro de equipas. Equipas essas da Liga Sagres, portanto. Porque o Atlético de Valdevez, sensação da prova, ficou pelo caminho. De forma cruel, mas imperou a lei do mais forte.

Os quartos-de-final começaram bem, no Paços de Ferreira-Naval. Um jogo emotivo, sem aquela monotonia a que estamos habituados e, sobretudo, com golos. Muito golos. Oito, para ser preciso. O Paços marcou cinco, a Naval ficou-se pelos três. Ninguém, certamente, esperaria tal resultado. Quer pela morfologia das duas equipas quer pelas condições metereológicas, com intensa chuva e um relvado pesadão. Não costumam ser as melhores condições para jogar. Rui Miguel foi o herói da tarde, com um hat-trick. Quem dera que fosse sempre assim.

Com o Paços já apurado, entraram em campo o FC Porto e o Leixões. Havia grandes expectativas, quanto mais não fosse pela vitória que os leixonenses conseguiram no Dragão para a Liga Sagres. Porém, este jogo tinha características bem diferentes: primeiro porque era a eliminar, um mata-mata como diria Scolari; depois porque os momentos das duas equipas não tinham nada de parecido em relação ao jogo do campeonato, com uma subida de rendimento dos portistas e uma quebra do Leixões. O jogo começou da melhor maneira para o FC Porto, com o golo. Por Mariano González, depois de uma boa jogada com Lucho e Lisandro pelo meio. Estavam decorridos cinco minutos. O Leixões tentou, depois, o tudo por tudo e assistiu-se, até final, a um jogo de grande qualidade. Disputado, intenso, vivo e recheado de oportunidades. Só foi pena não terem havido mais golos. O de Mariano chegou para levar o FC Porto para as 'meias'. E com caminho aberto para a conquista da Taça. Na teoria, pois.

Tempo também para o Atlético de Valdevez-Nacional da Madeira. A equipa sensação da Taça, depois de afastar quatro equipas da Liga de Honra - Olhanense, Gil Vicente, Oliverense e Santa Clara - recebeu o Nacional. E perdeu, foi eliminado nos penaltis. Que forma tão cruel de sair de cena! O Atlético (com salários em atraso, é bom lembrar!) bateu-se de forma quase heróica. Esteve pertinho de ganhar quando, a dois minutos do final do tempo regulamentar, Cara obrigou Bracalli a uma enorme defesa para a barra. O jogo foi para prolongamento e, finalmente, para os penaltis. Aí notou-se a inexperiência desta equipa da II Divisão. O Nacional levou a melhor. Está apurado. Mas há que tirar o chapéu ao Valdevez e ao seu treinador, Micael Sequeira.

Em resumo, Paços de Ferreira, FC Porto e Nacional são os apurados. Falta um, ou Guimarães ou Estrela. Saber-se-à a 17 de Fevereiro. Até lá regressa a Liga Sagres. Ah, e a Taça da Liga - se os problemas sobre quem são os apurados forem resolvidos, claro.

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