terça-feira, 27 de janeiro de 2009

O tema do costume e Mesquita Machado

O futebol em Portugal precisa de uma reflexão profunda. Foi mais ou menos isto que disse Mesquita Machado, quando apresentou as razões da sua demissão do cargo de presidente da Assembleia Geral da FPF - estive quase, quase a escrever um texto sobre isso mas mudei de ideias. Porém, eu acrecento que para além de uma reflexão, o futebol português precisa é de uma autêntica revolução. Desde baixo.

Os últimos meses têm sido passados a falar sobre arbitragem. Começou com Bruno Paixão no Sporting-FC Porto, da Taça, e agigantou-se com Pedro Henriques no Benfica-Nacional e o famoso caso da mão na bola ou bola na mão. Desde aí tem sido uma enxurrada de erros, com os jogos de Sp.Braga com Benfica e FC Porto em grande destaque. São erros a mais. Erros graves. Mas temos que reconhecer que os árbitros estão sob pressão e estas situações só o pioram. Porque sabem que ao mínimo erro terão o Mundo em cima. Os árbitros e Vítor Pereira, o presidente do Conselho de Arbitragem. De que todos se querem ver livres. E alguém gosta de trabalhar sob pressão? Não me parece.

Contudo, muitos adeptos de futebol têm a ideia que só os grandes é que jogam em Portugal (eu também o faço, por vezes). Ora vamos ver os últimos jogos de que tanto se fala, o Benfica-Sp.Braga e o Sp.Braga-FC Porto. Duas arbitragens medonhas de Paulo Baptista e de Paulo Costa - este último que, segundo Mesquita Machado, estaria nomeado para o jogo da Luz - que para além de beneficiarem dois grandes, prejudicaram o Sp.Braga. Duas jornadas consecutivas. Alguém pensou nisso? Talvez, porém interessa mais dizer que o Benfica e o FC Porto foram ajudados. E foram, sem dúvida. Os prejudicados foram os bracarenses. E isso é que importa. Pois se não fossem esses dois jogos, o Sp.Braga estava bem mais acima na classificação. Como disse Mesquita Machado - e essa foi uma das razões da sua demissão - e sem ser preciso Playstation.

De tudo isto fica uma ideia: os árbitros precisam de ser blindados, de estarem protegidos da crítica e não terem pressão. Isso não acontece, infelizmente. Porque cada um rema para o seu lado e não há união. Pelo menos é o que parece.

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