quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

E se fosse em Portugal?

Vi ontem o último jogo do ano da Premier League, o Hull City - Aston Villa. Foi um jogo esquisito, nem parecia inglês, tirando que tinha a lotação esgotada: poucas oportunidades e muito futebol directo. O Aston Villa, que tem feito um campeonato sensacional, marcou aos 87 minutos num auto-golo de Zayate. Mil vezes injusto, pois o Hull estava por cima e foi sempre mais perigoso.

Mas o que importa nisto tudo é o que aconteceu no terceiro minuto de compensação, quando o árbitro Steve Bennett assinalou penalty a favor do Hull, que poderia ter ditado o empate. Contudo, depois de consultar o seu assistente, Steve Bennett recuou na sua decisão e mandou marcar pontapé-de-baliza. Ainda bem que assim foi, pois a bola bateu na barra e não na mão de um jogador do Villa. O assistente foi mesmo assistente.

Depois deste lance lembrei-me da entrevista de Vítor Pereira, presidente do Conselho de Arbitragem da Liga, que disse que alguns árbitros assistentes chegam à primeira categoria sem terem vinte jogos de séniores. Assim é difícil serem assistentes no verdadeiro sentido.

domingo, 28 de dezembro de 2008

Mais um campeão: Henrique Calisto


Henrique Calisto é campeão no Vietname. Mais um treinador português a fazer história no estrangeiro. Tal como Manuel José, Bernardino Pedroto e... José Mourinho, claro está.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Há férias... mas a polémica continua!


O campeonato está de férias mas nem parece. Já não dão meia-dúzia de jogos na televisão, ok, mas continua a falar-se dos árbitros. Sempre eles. Um em particular: Pedro Henriques. O do Benfica-Nacional, do golo anulado a Cardozo aos 92 minutos que daria a vitória aos encarnados. Um erro enorme, diz-se quase em coro.

Apesar de todas as críticas, Pedro Henriques continua a defender aquilo que viu: que a mão de Miguel Vítor alterou a trajectória da bola e colocou-a nos pés de Cardozo. Verdade? Completamente. Então o que tanto se discute? A intencionalidade ou não de Miguel Vítor. O jogador do Benfica estava caído no relvado e a bola embateu no seu braço. Não há intencionalidade, é certo, mas tal como diz Pedro Henriques a bola alterou a sua trajectória. É esta a versão do árbitro. E de poucos mais, pois todos o acusam de ter errado.

Eu confesso que não sei se Pedro Henriques decidiu bem ou não. Só não acho bem que se crucifique o árbitro. Ou é fácil decidir bem numa fracção de segundos? Pois.

(Imagem: Futebolartte)

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Bom Natal, malta!

Bom Natal a todos os leitores e colaboradores do FUTEBOLÊS. Obrigado e um abraço.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Três guarda-redes como actores principais

ANÁLISE JORNADA 12 - LIGA SAGRES

O que têm em comum Boris Peskovic, Marcos e Rafael Bracalli para além de serem guarda-redes de futebol? Uma ajuda: o primeiro é o titular da baliza da Académica, o segundo defende no Marítimo e o terceiro é o guarda-redes do Nacional da Madeira. Isso mesmo, as equipas que empataram os grandes nesta jornada. Tudo a zeros em Alvalade, no Dragão e na Luz. O que faz com que o Benfica seja campeão de Inverno, 15 anos depois.


Vamos pela ordem das coisas, primeiro Peskovic. O guarda-redes eslovaco da Académica que nesta época encostou Pedro Roma foi o principal responsável pelo empate da Briosa frente ao Sporting, em Alvalade. A equipa de Paulo Bento bem tentou chegar ao golo, mas com este guarda-redes era missão impossível. Aquela defesa em que Peskovic consegue vencer a inércia do seu movimento e mudar a trajectória do seu movimento define a sua exibição: assombrosa.

Agora Marcos. O guarda-redes do Marítimo já é um habitué nestas andanças. É verdade que não fez defesas como as de Peskovic e que o jogo do FC Porto foi mais transpirado do que inspirado mas o "goleiro" de Lori Sandri foi fundamental para o nulo que impediu os portistas de assumirem a liderança (pelo menos enquanto o Benfica não jogava). E na única fez em que Marcos não conseguiu defender, Van der Linden teve um corte in extremis em cima da linha. Semelhanças com o jogo de Alvalade? Algumas, sem dúvida.

Por fim Rafael Bracalli que, ainda sem a projecção de Peskovic e Marcos, foi importante para o empate conseguido pelo Nacional na Luz. Não teve grande trabalho, é verdade, mas correspondeu bem quando chamado e com segurança máxima. Para exemplo ficam as defesas fantásticas a cabeceamentos de Luisão e Yebda. Não é isso que se pede a um guarda-redes? Bracalli não fraquejou. E do outro lado Moreira, o D.Sebastião da Luz, também foi importante para que o Benfica não fosse derrotado, numa altura em que estava completamente em cima do Nacional. Contudo, para além dos guarda-redes houve ainda outro protagonista: Pedro Henriques, o árbitro. O lance aconteceu aos 91 minutos e teria dado a vitória à equipa encarnada. Pedro Henriques anulou-o por mão de Miguel Vítor. Bem ou mal? Não sei, sinceramente. Os factos: não há dúvida nenhuma de que a bola bate na mão de Miguel Vítor e muda a sua trajectória (tal como disse Pedro Henriques) mas o jogador do Benfica está deitado no chão e não é um gesto voluntário. De uma coisa ninguém duvida: a polémica vai ser acesa.

Esta foi uma jornada atípica. 0-0 nos jogos dos três grandes (a jogar em casa). A que se junta também o empate do Leixões com o Estrela, no Estádio do Mar. É a confirmação de que a equipa de José Mota se dá melhor fora do que em casa. Em ascensão está o Sp.Braga que derrotou o Rio Ave e parece querer cada vez mais chegar-se à frente da classificação. Passando agora para o fundo da tabela, o Belenenses deixou o último lugar para o Trofense após derrotar a equipa de Tulipa por 3-2. De onde há muito saiu o Paços de Ferreira que afinou a máquina.

O futebol vai de férias. Também merece, digo eu.

Palpites a mais...

Não acho bem que alguém próximo de um jogador de futebol dê palpites sobre as opções dos treinadores. Seja ele pai, irmão ou empresário. Os jogadores de futebol não são nenhumas prima-donas e por isso devem assumir que por vezes não estão bem, que falham. E todos falham, isso é normal no futebol. Mas também concordo que por vezes a imprensa desportiva é muito sensacionalista, procura logo casos. É preciso perceber que os jornalistas estão a fazer o seu trabalho e não apenas a passar o tempo.

Além do mais, o fraco rendimento dos jogadores não é culpa dos jornalistas e a falta de ideias também não. Muito menos dos árbitros que, em Portugal, parecem ter culpa de tudo. Os erros são normais, acontecem a todos. E há que perceber isso. Porque ao criticar treinadores, administradores e até jornalistas só estão a fazer mal àqueles que pretendem defender. Não traz benefícios nenhuns antes pelo contrário.

Imagino que todos saibam a quem me refiro. Ou se calhar também me refiro a “ninguém”.

(Também postado no FUTEBOLARTTE)

Manchester é campeão do Mundo com a mãozinha de Van der Sar


O Manchester United é campeão do Mundo de Clubes. Um golo de Rooney, servido por Ronaldo bastou para vencer os equatorianos da Liga de Quito. Isto apesar de a equipa de Alex Ferguson (mais um título!) ter jogado quase toda a segunda parte com menos um elemento devido à exulsão de Vidic. Van der Sar foi enorme.

Na final do Mundial de Clubes estavam o Manchester United - vencedor da Liga dos Campeões - e a Liga de Quito, equipa vencedora da Taça Libertadores. Por isso mesmo era esperado um bom jogo e dividido, embora o Manchester tivesse o favoritismo. Os primeiros minutos confirmaram isso mesmo. A equipa inglesa tinha mais bola e criava mais perigo, enquanto que a Liga de Quito jogava mais compacta, com cautelas defensivas.

À passagem dos 20 minutos, Park dispôs de uma boa oportunidade mas não conseguiu finalizar. A quatro minutos do intervalo foi Rooney quem esteve perto do golo, mas sem sucesso. Ambas as situações a passe de Cristiano Ronaldo. Mas onde andava Ronaldo andavam logo os polícias da Liga de Quito. Muitas preocupações com o jogador português. No início da segunda parte, aos 49 minutos, a missão do United ainda se complicou mais devido à expulsão de Vidic. Ferguson prescindiu então de um avançado (Tevez) para colocar o jovem Evans no centro da defesa.

ENORME VAN DER SAR

Foi pouco depois da expulsão de Vidic, que Ronaldo apareceu mesmo: servido por Wayne Rooney, o jogador português libertou-se dos defesas equatorianos mas não conseguiu bater o guarda-redes Cevallos. A Liga de Quito, com mais um elemento, perdeu o medo e começou a ser mais perigosa para Van der Sar. Alejandro Manso, o melhor da LDU, esteve mesmo perto de marcar aos 63 minutos, mas o guarda-redes holandês opôs-se com uma defesa fantástica.

A defesa de Van der Sar a garantir o empate foi talvez o mote para que o Manchester fosse novamente para cima da Liga de Quito. E conseguiu mesmo marcar, por Rooney. Passe de Ronaldo, remate do inglês e bola dentro da baliza de Jose Cevallos. Faltava um quarto de hora e os ingleses tinham tudo para serem campeões do Mundo. Tremeram apenas a dois minutos do fim, num grande remate de Manso a que Van der Sar correspondeu com uma defesa assombrosa. A vitória ficou nas mãos do guarda-redes.

(Imagem: Eurosport)

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Sorteio UEFA: Até foi bom... teoricamente!

Ponto de ordem: o sorteio da UEFA podia ter sido bem pior. Na Liga dos Campeões, o FC Porto joga com o Atlético de Madrid e o Sporting com o Bayern de Munique. Na Taça UEFA, o Sp.Braga começa por receber os belgas do Standard de Liège. E há encontros entre muita gente conhecida.

Comecemos pelo FC Porto, primeiro do seu grupo, que jogará a primeira mão em Madrid. Face àquilo que era possível, o Atlético é talvez a melhor equipa para os portistas (se é que é possível haver equipas acessíveis nesta fase). Até porque é bom lembrar que havia Inter, Chelsea e Real Madrid - o Real é sempre o Real mesmo quando atravessa períodos difíceis - como possíveis adversários. Quanto ao Atlético, regressa às competições europeias sete anos depois e logo com toda a força, conseguindo-se apurar atrás do Liverpool. Além disso, este jogo vai opor duas equipas bem parecidas, que se conhecem bem. Motivos de interesse de sobra, quanto mais não fosse por causa de os "colchoneros" contarem com jogadores como Aguëro, Forlan e Simão Sabrosa. A que se juntam também Maniche, Paulo Assunção e Seitaridis. Velhos conhecidos, portanto.

O Sporting joga com o Bayern de Munique, o campeão alemão. A equipa leonina não tinha muito por onde escolher (podia ter sido Manchester United, Juventus ou Liverpool, por exemplo) e o Bayern acaba por nem ser muito mau. Isto teoricamente, claro. Porém, embora tenha começado mal a época, a equipa de Jürgen Klinsmann está agora bem melhor e com a máquina afinada. Até porque não é qualquer um que tem Ribéry, Klose e Luca Toni no ataque e deixa Podolski no banco. O problema deve estar mesmo é na baliza, onde Rensing não se tem dado lá muito bem. Mas convenhamos, não deve ser nada fácil substituir alguém como Kahn. De qualquer forma, o Bayern é um gigante do futebol europeu e não tem qualquer derrota na UEFA esta temporada. Tem, por isso, o favoritismo apesar de o Sporting ter boas possiblidades de discutir a eliminatória, tal como disse Paulo Bento.

Atenções agora voltadas para a Taça UEFA e para o Sp.Braga. A equipa de Jorge Jesus vai defrontar o Standard de Liège, treinado por Lazlo Böloni. Esse mesmo que levou o Sporting ao último título de campeão em Portugal. E o que esperar desta equipa belga que tem no jovem Steven Defour a maior estrela? Esse é talvez o maior enigma. Contudo, é uma equipa ao alcance daquele Sp.Braga que jogou com o Milan e com o Portsmouth, por exemplo. Mas atenção que o Standard foi primeiro num grupo onde havia equipas como a Sampdoria e o Sevilha. Tudo em aberto.

Voltando novamente à Champions que para além dos jogos de FC Porto e de Sporting terá três autênticas finais: Chelsea-Juventus, Real Madrid-Liverpool e Inter-Manchester United. É que três deste gigantes já vão ficar pelo caminho, logo nos oitavos. E o reencontro entre Mourinho e Ferguson promete. Os mind-games começam não tarda nada, sir Alex.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Benfica-Metalist, 0-1: Já não há milagres!

Tal como se esperava, não houve um milagre para que o Benfica se apurasse para a próxima fase da Taça UEFA. Era preciso ganhar por oito golos de diferença e eperar um empate no Olympiacos-Hertha. Nem o Benfica ganhou nem houve empate em Atenas.

Quique Flores tinha dito à partida que não acreditava em milagres no futebol e que iria aproveitar para rodar jogadores menos utilizados. E assim foi, colocando Miguel Vítor, Fellipe Bastos, Yebda, Nuno Gomes e Cardozo no onze titular. Restava fazer o melhor possível e limpar a imagem deixada nos jogos com o Galatasaray e, sobretudo, com o Olympiacos. Sim, porque só o benfiquista mais fanático acreditava na passagem.

A primeira parte demonstrou bem cedo que nem o novo filme de James Bond é tão complicado. Jogo lento, com muitas faltas e sem grandes pontos de interesse foi aquilo que se viu. De qualquer forma, o Benfica estava melhor e foi de Urreta a primeira oportunidade. Porém, o extremo uruguaio não conseguiu marcar. Mais tarde tentaram Yebda e Fellipe Bastos, sem sucesso. A melhor oportunidade surgiu aos 34 minutos, num remate de Urreta à barra. Estava visto que a missão era mesmo impossível.

O GELO DOS UCRANIANOS

A segunda parte começou igual à primeira. E foi outra vez o Benfica a criar perigo: Cardozo apareceu solto na área mas cabeceou fraco para as mãos do guarda-redes ucraniano. Aos 61, novamente Cardozo fez uma rotação perfeita e rematou forte à malha lateral. Mesmo sem jogar bem, o Benfica merecia um golo. A falta de pontaria é que era grande.

Quique aproveitou, então, para lançar Balboa e Di María. E houve ainda mais oportunidades para os encarnados marcarem mas esta não era, definitivamente, noite para isso. Primeiro Nuno Gomes não conseguiu aproveitar um autêntico brinde de Natal da defesa do Metalist e, mais tarde, Cardozo (o homem bem reclama oportunidades) voltou a enviar uma bola ao ferro. Dois minutos depois do remate do paraguaio, a cinco do fim, marcou o Metalist. Por Rykun que com um remate na passada não deu grandes hipóteses a Moreira. É o futebol.

O Benfica despede-se da Europa. Com assobios e sem motivos para festejar. E com críticas de Quique Flores que não gostou nada da atitude dos jogadores. Nem podia.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Taça de Portugal: Os sete e o Valdevez

Dois destaques: a eliminação do Benfica frente ao Leixões e a vitória do Atlético de Valdevez , equipa da II Divisão, sobre o Santa Clara. Nos quartos de final da Taça de Portugal estão sete equipas da Liga Sagres... e o Valdevez, claro está.

Comecemos então pela derrota do Benfica. Em Matosinhos. Com o Leixões, pois claro. É verdade que um "grande" foi eliminado mas não se pode dizer que seja uma surpresa. Até pelo campeonato que a equipa de José Mota está a fazer. No jogo com os encarnados, que acabou empatado a zero, só nos penaltis o vencedor foi encontrado. Beto foi o herói ao defender o remate de Reyes. Espanto? Nada disso.

O Atlético de Valdevez é a equipa sensação. Depois de ter eliminado o Olhanense, o Gil Vicente e a Oliveirense, foi a vez do Santa Clara. Tudo equipas da Liga de Honra. Sem espinhas. E ainda por cima com salários em atraso. Enorme.


O FC Porto ganhou, como se previa, em Cinfães. 4-1, num jogo fraquinho. É o único "grande" em prova mas Jesualdo não gostou nada. Pelo menos da atitude. Num duelo de Vitórias, o de Guimarães ganhou ao de Setúbal, conseguindo finalmente ganhar no Bonfim para a Taça de Portugal. O Nacional ganhou ao Trofense e o Paços de Ferreira ao Vizela. Tudo dito, tudo contado.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

FC Porto-Arsenal, 2-0: Olé Dragão!


O Arsenal veio com a segunda equipa, ok. Além disso já estava apurado, ok. Mas o FC Porto ganhou, ganhou 2-0. E podiam ter sido muitos mais. Arséne Wegner desta vez não riu com o que estava a ver como no jogo de Londres. Mas riu Jesualdo que, pelo segundo ano consecutivo, termina a fase de grupos da Liga dos Campeões em primeiro.

Com o apuramento garantido, Arséne Wenger deu folga às estrelas - Van Persie, Adebayor e Sagna só para falar de alguns - e chegou ao Dragão com uma equipa de jovens, demasiado nova. Por outro lado, o FC Porto foi a jogo com todos os trunfos e mais alguns. Sim, porque interessava ficar em primeiro do grupo e ganhar mais uns milhares. Logo aqui, um ponto a mais para os portistas.

Mas vamos ao jogo, que começou muito dividido a meio-campo. Quase nem eram precisas balizas. O Arsenal estava mais organizado, tinha mais bola enquanto que o FC Porto denotava alguma ansiedade, nervosismo até. Ramsey foi o primeiro a dar um safanão no jogo, com um remate que Helton defendeu bem. Respondeu depois Lisandro, libertando-se de Gallas e obrigando Almunia a uma defesa apertada. Foi o mote para que os portistas se superiorizassem ao Arsenal e assumirem o controlo das operações. Controlo reforçado pelo golo. O primeiro. O golo de Bruno Alves. Após canto de Raul Meireles, o central portista ganhou a Diaby e cabecou para o fundo da baliza. 38 minutos, 1-0. Sem espinhas.

O SEGUNDO GOLO E OS OLÉS

A segunda parte começou com a equipa portuguesa melhor que o Arsenal. Muito melhor, diga-se. Aos 53 minutos, Lisandro recebeu a bola de Fernando, correu para a baliza e marcou o segundo golo. Um golaço. A partir daqui, foi um vendaval de golos desperdiçados: Rodríguez por duas vezes, uma de Lucho e ainda outra (incrível) de Mariano González. O Arsenal, esse, fazia figura de corpo presente. Até porque na segunda parte Helton não fez uma única defesa. Ouviram-se "olés", o público gostou. Pena só terem sido dois.

É verdade que se o Arsenal tivesse jogado com a equipa principal (de onde escaparam Almunia, Gallas e Silvestre) o jogo teria sido certamente diferente. Mas para a História fica a vitória do FC Porto. Com categoria. Olé!

Basileia-Sporting, 0-1: serviços mínimos

O Sporting cumpriu os serviços mínimos, quase obrigatórios em Basileia. É certo que o apuramento já estava confirmado há muito, mas não é bom perder nem a feijões. Ainda por cima quando há milhões em jogo.

Mesmo com a clara diferença entre as duas equipas, o jogo teve duas partes bem diferentes: a primeira foi completamente dominada pelo Sporting, a segunda foi mais dividida e o Basileia teve as melhores oportunidades. Um domínio consentido pela equipa portuguesa que adormeceu no reatamento. Mas já lá vamos.

Debaixo de um frio de cortar, o Sporting não precisou de muito tempo para assumir o controlo do jogo. Com Moutinho a comandar no meio-campo e com Pereirinha muito bem nas subidas, a baliza de Constanzo era o principal foco de interesse. O golo anunciava-se. Por duas vezes, Derlei esteve perto de o conseguir mas não teve arte nem engenho. Não teve Derlei, teve Yannick Djaló que aproveitando um cruzamento de Izmailov empurrou para o fundo da baliza do Basileia. Simples.

Os suiços lá tentaram reagir, mas sem sucesso (equipa fraquinha!). Contudo, no reatamento a equipa portuguesa tirou o pé do acelerador, permitindo ao Basileia chegar à baliza de Tiago. Paulo Bento bem pode agradecer ao guarda-redes a vitória. Não havia necessidade.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Benfica é líder Cajuda do Vitória

ANÁLISE JORNADA 11 - LIGA SAGRES

O Benfica é líder. 1296 dias depois. Merece-o, depois da goleada por 6-0 nos Barreiros. Mas esta jornada marca também o fim do reinado do Leixões. Sim, mas não é por isso que os leixonenses perdem o mérito, até porque continuam a fazer um campeonato fantástico. Contudo, a derrota em Guimarães (ufff, suspiraram os adeptos!) fez com que equipa de José Mota abandonasse o primeiro lugar.


Mas esta jornada marca mais uma coisa: os três grandes ganharam (e golearam). Além da já referida cabazada do Benfica ao Marítimo, o FC Porto ganhou 3-0 ao Setúbal e o Sporting 3-1 ao Estrela. Agora sim, o campeonato parece estar a entrar na normalidade. E o ciclo mau dos portistas passou de vez assim como a instabilidade da equipa de Paulo Bento.

O Belenenses é o último classificado. O que não está nada de acordo com aquilo que a equipa fez nas duas/três épocas anteriores. Mudou de gestão, de treinador(es) e de jogadores, mas é estranho ver o Belém ali. Mas uma coisa é certa: as arbitragens não têm ajudado nada, como a do passado fim-de-semana em que Rui Costa esteve um autêntico desastre (vitória 4-2 do Nacional, na Choupana). Mas isso não explica tudo.

domingo, 7 de dezembro de 2008

De malas aviadas...

Confesso, que em Espanha torço pelo Real Madrid. Assim como em Inglaterra pelo Manchester. Mas esta época não está nada fácil para os campeões espanhóis. Já começou mal com o fracasso na contratação de Ronaldo - perderam a cabeça pelo português e não contrataram mais ninguém; piorou com a eliminação da Taça do Rei frente ao Real Unión, da terceira divisão. Agora a derrota com o Sevilha, no Bernabéu, por 4-3 pode ter sido o fim de Schuster no Real. É que o Barça já está a nove pontos e joga que se farta.

sábado, 6 de dezembro de 2008

Um erro para um, uma oportunidade para outro

Não concordo que se julgue um jogador por um erro. Ainda para mais um guarda-redes, porque é o jogador sujeito a mais pressão e um erro, por mais pequeno que seja, pode custar a derrota à sua equipa. Mas, por outro lado, o futebol é feito de oportunidades. E o azar de uns pode ser a sorte de outros. É complicado, eu sei.

Ao falar disto tudo refiro-me a Quim. E a sua ausência da convocatória para o jogo do Benfica com o Marítimo, por opção técnica. É certo que o guarda-redes não atravessa uma fase boa (tem muitos golos sofridos nos últimos jogos e ficou ligado ao empate com o Vitória de Setúbal) mas não sei até que ponto tenha sido uma opção certa de Quique Flores. Ainda por cima agora em que Quim assumiu, finalmente, a titularidade na Selecção. Irónico, não?

De qualquer forma, esta ausência pode ser entendida de duas formas: uma opção para proteger Quim ou então como uma oportunidade para Moreira. O futebol é mesmo um jogo de oportunidades. Mas, como disse no princípio, não me parece bem que um jogador seja penalizado por um erro. E um jogador como Quim que tem sido fundamental no Benfica. Como já o tinha sido no ano do título. Agora é, de novo, a vez de Moreira.

De um momento para o outro, Quim pode passar de titular indiscutível, considerado por muitos como o melhor guarda-redes português (também para mim o é) para o banco de suplentes. Tal como aconteceu no FC Porto, em 2006, com Vítor Baía e Helton, depois de um erro do 99 na Amadora. Sim, porque para os treinadores contam os últimos jogos e não os currículos.

(Postado também no FUTEBOLARTTE)

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

São mil!

1.000 visitas ao FUTEBOLÊS.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Heerenveen-Sp.Braga, 1-2: Aguiar para a próxima fase

O Sp.Braga está apurado para a próxima fase da Taça UEFA. Para isso derrotou o Heerenveen, na Holanda e teve uma mãozinha do Wolfsburgo que ganhou ao Portsmouth. E vai ser a única equipa portuguesa a continuar em prova, até porque o Benfica precisa de um milagre para passar. Pois é, ninguém diria...

Vamos para o décimo minuto da segunda parte: livre para o Sp.Braga, remate de Luis Aguiar e golo. Fantástico golo. Era, nesta altura, o 1-2. O golo que dava (e deu!) a passagem. E se também não é menos verdade que no final, Eduardo foi o salvador da Pátria, o golo do uruguaio marca a passagem. É caso para dizer que o Braga vai Aguiar.

Contudo, as coisas nem começaram muito bem para a equipa portuguesa. À passagem do primeiro quarto de hora de jogo, Gerald Sibon marcou para o Heerenveen e ameaçou deitar por terra as aspirações da equipa de Jorge Jesus. Ameaçou, mas não passou disso. Até porque o Sp.Braga estava melhor e foi-se impondo aos poucos.

A REVIRAVOLTA À LEI DA BOMBA

O golo do empate não demorou muito. 35 minutos, cruzamento de Meyong, remate de Renteria e bola dentro da baliza dos holandeses. Havia ainda muito para jogar e a equipa portuguesa estava em perfeitas condições de ganhar.

Isso confirmou-se aos 55 minutos, quando tudo mudou, como já vimos. Livre de Luis Aguiar e já está! Agora sim, a vitória não escapava. Com tudo, tudo (até porque o Portsmouth estava a perder) para passar a eliminatória a equipa portuguesa teve que saber sofrer e aguentar a vantagem. E contar com Eduardo, autor de duas enormes defesas que fecharam o tesouro a sete chaves. Paulo César, mesmo no fim, teve ainda nos pés a oportunidade de marcar o terceiro, mas não conseguiu passar pelo guarda-redes Steppe. Acabou, depois disso! Festa. Claro.

Depois de ter goleado o Portsmouth e de ter calado San Siro, o Super-Braga está apurado. E ninguém ousa questionar o que quer que seja.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Ronaldo de ouro

Ronaldo ganhou a Bola de Ouro. Justamente. E nem é preciso dizer mais nada, basta apreciar.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

As Crónicas do BB


O FUTEBOL É UM NEGÓCIO


A frase que dá título a esta crónica é da autoria do ainda presidente da APAF (Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol), e foi dita depois da contestação que Paulo Bento protagonizou, após a exibição de Bruno Paixão, no jogo da Taça de Portugal, entre o Sporting e o FC Porto. Após a fortíssima contestação do técnico leonino a mais uma má exibição do árbitro setubalense, as reacções surgiram céleres, com António Sérgio a fazer queixa para os órgãos disciplinares da Federação e a afirmar, que "o Futebol é um negócio, por isso não se pode dizer mal dele”.


Estamos em total acordo com a presidente da APAF, mas também, e em nome desse mesmo “futebol negócio”, acho que alguma coisa deveria fazer-se para acabar com as ininterruptas más arbitragens a que vamos assistindo jogo após jogo. Dos encontros que a televisão transmite, cinco da primeira liga e um da segunda liga, ainda vamos podendo tirar ilações, e ver com os próprios olhos (erros clamorosos nos jogos do Sporting, FC Porto e Benfica) no que se vai passando nesses jogos. Dos outros, e estamos a falar em mais dez, só podemos fazer fé no que vamos lendo, e fica a sensação que no jogo Varzim-Stª Clara, Bruno Paixão voltou a atacar, depois de três semanas de “jarra”, com mais uma exibição polémica.


Sr. António Sérgio não seria hora de apurar os reais prejuízos que estas arbitragens causam ao futebol? O tal que o senhor diz que é um negócio. Se assim o é, qual o prejuízo quantificável para essa indústria, dos erros de arbitragem cometidos ao longo das competições?


Olhemos para o todo e não para as partes e tenhamos a coragem de punir severamente os erros grosseiros de arbitragem, até porque são quase sempre protagonizados pelos mesmos.


Outro pontapé no negócio futebol é dado pelos seus intervenientes, principalmente os clubes, que como já aqui referi na anterior crónica, gastam o que não têm, e com isso hipotecam os seus clubes, pondo em risco a sua existência. O mais imediato é o do Estrela da Amadora, que só com a ajuda do Sindicato de Jogadores de Futebol, pôs fim a um longo calvário dos seus atletas, estando no entanto a agonizar, e a ficar sem quórum a sua direcção, pois todos os dias há demissões no elenco do clube tricolor. Laurentino Dias culpa tudo e todos, dirigentes, atletas e agentes desportivos, com razão, mas também não se pode eximir a assumir responsabilidades, pois esta linha de conduta dos clubes não é só de agora, arrasta-se há longos anos. Há clubes que fazem, através dos seus dirigentes acordos de pagamento de dívidas, que raramente, para não dizer nunca, cumprem.


No futebol de hoje as contratações não se fazem pelo valor do jogador, mas pelo “comissionismo”. As comissões que geram as transferências de jogadores são o cerne da questão, com empresários, sem escrúpulos e muitas vezes não credenciados, e dirigentes desportivos, envolvidos na teia da divisão dos lucros.


Louve-se a atitude, finalmente, dos jogadores profissionais mais credenciados, pela voz de Rui Costa e Nuno Gomes, a que outras se juntaram, para finalmente abanar com o “sistema” dos salários em atraso, ameaçando com uma greve geral. É preciso que os verdadeiros donos do espectáculo futebol, os jogadores, se unam em torno de uma figura que emerge ao lado de Joaquim Evangelista, e que nos últimos meses muito tem contribuído para uma verdadeira luta da classe, João Vieira Pinto, para finalmente exercerem a força que têm nas mãos.


No mês que passou nada de novo. O Leixões continua no comando da Liga, com Benfica, Sporting e FC Porto a oscilarem nos resultados e exibições. A selecção continua no caminho do descalabro, com o último resultado a cobrir de vergonha a equipa das quinas. Ilações precisam-se e não atiremos a culpa só para cima de Carlos Queirós. Os jogadores não gostam de “jogos a feijões”? Não se empenham? Pois tomem-se medidas para castigar os ídolos com pés de barro.


Parabéns a FC Porto e Sporting pela passagem à fase seguinte da Liga do Campeões, a Manuel Centeno por mais um título de campeão europeu de bodyboard, ao apuramento da selecção nacional de andebol, e a Cristiano Ronaldo pelo tão esperado título de “melhor jogador do mundo”. Que o título lhe traga a humildade que precisa, pois como dizia Miguel Cervantes, “A humildade é a base e o fundamento de todas as virtudes e sem ela não há nenhuma que o seja”.

Bom Natal e excelente ano de 2009 são os votos do

BERNARDINO BARROS

Entre frangos e pseudo-golos, o Leixões é que se fica a rir!

ANÁLISE JORNADA 10 - LIGA SAGRES

Momento da jornada: Benfica-Vitória de Setúbal, 92 minutos. Os benfiquistas ganhavam 2-1 e estavam, 1289 dias depois, na liderança do campeonato. Pois bem, estavam. No segundo minuto de compensação, após um alívio da defesa do Benfica, Anderson (de bicicleta!) colocou a bola no fundo da baliza. Um frango de Quim que saltou da capoeira. E assim, o líder é... o Leixões. Mais uma semana.

A equipa de Quique Flores tinha a oportunidade de saltar para o primeiro lugar da classificação. O Leixões havia empatado, sexta-feira, com a Naval. E tal como os encarnados, sofreu o golo da igualdade já em período de descontos. O Benfica partiu para o jogo com o Setúbal com a clara intenção de fazer esquecer a tragédia grega do Olympiacos. Contudo, foi a equipa de Daúto Faquirá a primeira a marcar. Para a segunda parte, os encarnados entraram a matar, com diversas ocasiões. Golo de Katsouranis. Mais tarde, e já depois de ter acertado no travessão, Suazo servido de bandeja por Cardozo colocou o Benfica em vantagem. Até ao grande golo de Anderson. Ou o frango de Quim (não está bem, decididamente). O Leixões é que se ficou a rir.

Duas horas antes do início do jogo da Luz, o FC Porto recebeu a Académica. Depois de ter afastado os fantasmas de crise, com vitórias em Kiev, Alvalade, Istambul e frente ao Guimarães no Dragão, foi a vez da Briosa ser derrotada. Não foi um jogo de grandes pormenores técnicos, nada disso, mas contou a vitória para os portistas. Sem contestação, diga-se. Num jogo que marcou o primeiro golo de Rodríguez no Dragão.

Em Alvalade, o Sporting não precisou de muito tempo para despachar o Vitória de Guimarães. Vitória por 2-0. Que poderiam ter sido três, caso Duarte Gomes (e o assistente José Lima) tivessem visto a bola de Postiga dentro da baliza de Nilson. O Vitória é que não parece a mesma equipa que o ano passado foi terceira do campeonato. Sem garra, sem chama, sem ideias. Contra o Sporting não fez nada para que o resultado fosse diferente.

O Sp.Braga é que se está a endireitar para os lugares cimeiros., após ganhar em casa ao Nacional - duas equipas que estão bem melhores que no ano passado. Vitória do Trofense (a primeira em casa) sobre o Rio Ave, num jogo entre duas equipas que têm que começar a arrepiar caminho para fugir do fundo da tabela. De onde já saiu o Paços de Ferreira, que soma três resultados positivos seguidos, agora com uma vitória frente ao Estrela (foram pagos dois meses de salários, finalmente!). Mal está o Belenenses.

(Postado também no FUTEBOLARTTE)

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