quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Sporting-Barcelona, 2-5: a vantagem de ser um dream-team


O Sporting tinha uma oportunidade soberana para ser primeiro do grupo. Para isso era preciso ganhar ao Barcelona. Objectivo falhado. O jogo era em Alvalade, sim senhor, mas este Barça nunca brinca e marca golos que se farta. Desta vez, foram cinco. Um, dois, três, quatro, cinco.

Com as duas equipas já apuradas, este jogo podia ser visto como uma mera obrigação de calendário. Desengane-se quem pensava isso, até porque não é todos os dias que se defronta uma das melhores equipas da Europa. Ainda para mais este Barcelona de Guardiola, que muitos já apelidam de "dream-team" a fazer lembrar os tempos de Cruyff. E estava, sobretudo, o primeiro lugar do grupo em jogo (e os respectivos milhões, é lógico). O que por si já valia o bilhete.

O Sporting respeitou em demasia o adversário. Uma equipa apática, receosa, sem ideias. O Barça entrou com tudo e o remate de Xavi à barra, logo aos 7 minutos, deixou os adeptos com a firme certeza de que não ia ser um jogo de cavalheiros. Até porque Messi estava em campo. Ele e as suas diabruras. Estavam decorridos 14 minutos, quando o argentino escapou pela esquerda, deu um nó cego a Daniel Carriço e serviu Henry. Golo, pois. Quatro minutos depois, foi o segundo, com uma ajuda involuntária de Polga à festa. Vinte minutos, 2-0. Foi assim até ao intervalo. Um Sporting sem criar perigo, sem emoção e um Barcelona de top, mesmo sem ter que aumentar muito o ritmo.

A ILUSÃO TRAÍDA POR CANEIRA

Ao intervalo e com o total controlo das operações, Pep Guardiola poupou Henry e fez entrar Bojan Krkic (mais um diabo à solta). Cinco minutos depois do reatamento, Messi voltou a fazer das suas, marcando o terceiro golo do Barça. E estava concluído o trabalho do mágico. Escusado será dizer que os blaugrana tiraram o pé do acelerador, permitindo ao Sporting aproximar-se da baliza de Valdés. Como aos 65 minutos, altura em que Miguel Veloso marcou um golaço de livre directo. E, no lance seguinte, quando Liedson meteu Marquez num bolso e reduziu ainda mais a desvantagem leonina. Era o 2-3 e voltava a ilusão de que a equipa de Paulo Bento poderia tirar mais qualquer coisa deste jogo.

Ilusão, só isso. Dois minutos depois do golo do Levezinho, o Barça chegou ao quarto, num autogolo de Caneira - dois autogolos num jogo são coisas do arco-da-velha. E, para completar o resultado, Rui Patrício cometeu penalty sobre Bojan. 2-5, claro está. Tudo contado.

"Aos jogadores do Sporting só faltou pedir autógrafos" (Pedro Sousa, RR)

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